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Eleições 2026

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Eleições 2026: entre o cansaço e a esperança, o desafio de reconectar Coxim e eleitores à política

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5 de abril de 2026

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Glenda Melo

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O ano de 2026 já começa a desenhar um dos cenários mais desafiadores para a política brasileira nas últimas décadas. Em meio à preparação para as eleições, o que se percebe nas ruas não é entusiasmo, mas um sentimento crescente de cansaço, desânimo e, principalmente, descrédito por parte da população.

Em Coxim, essa realidade não é diferente. Em rodas de conversa, seja nas praças, nos comércios ou nas reuniões entre amigos, uma frase tem se repetido com frequência: “esse ano nem sei se vou votar”. O que antes era visto como um direito fundamental, hoje passa a ser tratado por alguns como um gesto sem efeito prático.

Esse distanciamento não surgiu do nada. Ele é resultado de anos marcados por crises políticas no Brasil, escândalos de corrupção e promessas não cumpridas, que abalaram a confiança da população em lideranças e instituições. O reflexo disso é um eleitor mais crítico, mas também mais cansado.

Para os candidatos que pretendem disputar as eleições de 2026, o desafio vai muito além de apresentar propostas ou cumprir agendas. A missão mais difícil será reconquistar a confiança de um eleitor que já não acredita facilmente. Mais do que discursos, será necessário demonstrar coerência, proximidade e compromisso real com a população. E uma dica aos candidatos e cabos eleitorais políticos que irão para as ruas pelos seus candidatos este ano um recado importante: preparem-se para enfrentar eleitores furiosos, cansados de muitas promessas e pouca ação e sejamos juntos: errados não estão!!!

A política, que deveria ser instrumento de transformação, hoje enfrenta o risco de se tornar irrelevante para parte da sociedade. E esse talvez seja o maior alerta. Quando o cidadão deixa de acreditar no processo democrático, abre-se espaço para decisões tomadas sem participação, sem fiscalização e, muitas vezes, sem legitimidade.

Apesar desse cenário de desalento, especialistas e lideranças locais reforçam a importância do voto como ferramenta essencial para a construção de um país mais justo e equilibrado. É por meio dele que se escolhem representantes, se definem prioridades e se constrói o futuro coletivo.

No Brasil, o voto é obrigatório, mas sua importância vai muito além da exigência legal. Ele é um dos principais pilares da democracia, garantindo que cada cidadão tenha voz nas decisões que impactam diretamente sua vida.

Em Coxim, mesmo diante do desânimo, ainda há quem acredite que a mudança passa justamente pela participação. Para esses eleitores, deixar de votar não é solução pelo contrário, é abrir mão do direito de cobrar, de escolher e de influenciar os rumos da cidade, do estado e do país.

O ano de 2026 promete ser decisivo. Não apenas pela escolha de novos representantes, mas pelo teste da própria relação entre política e sociedade. Em meio ao cansaço e à desconfiança, permanece uma pergunta silenciosa, mas poderosa: será possível reconstruir a confiança?

A resposta ainda está em aberto. E ela depende, mais do que nunca, tanto de quem pretende governar quanto de quem, mesmo desacreditado, ainda tem nas mãos o poder do voto.

 

Política

Prazo para tirar, transferir ou regularizar o título de eleitor termina nesta quarta-feira

Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.

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Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.

Como regularizar e onde solicitar

O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.

O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.

Cadastro eleitoral será fechado a partir de 7 de maio

De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.

Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.

Quem deve ficar atento ao prazo

Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.

Alerta do TSE sobre o fim do prazo

No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.

Outros efeitos de ficar sem o título

Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.

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Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.

O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.

O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.

Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.

Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.