sábado, 25 de julho, 2026
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O cenário político de Mato Grosso do Sul para as próximas eleições estaduais começa a tomar forma, com pelo menos quatro nomes já colocados como pré-candidatos ao governo do Estado. A movimentação partidária recente e os primeiros posicionamentos públicos indicam que a disputa promete ser acirrada.
Um dos fatos que mais movimentaram o ambiente político foi a mudança de partido do deputado estadual João Henrique Catan, que oficializou sua filiação ao Partido Novo no último domingo (8/3). A mudança fortalece a possibilidade de que o parlamentar entre na corrida pelo comando do Executivo estadual.
Catan deixou o Partido Liberal após divergências internas. Segundo ele, a decisão ocorreu diante da dificuldade em viabilizar dentro da sigla uma candidatura própria ao governo estadual. A saída aconteceu logo no início da chamada “janela partidária”, período que permite a troca de partido sem perda de mandato.
Nos bastidores, a movimentação também evidencia um clima de divisão dentro do PL em Mato Grosso do Sul, especialmente entre grupos ligados ao bolsonarismo e a direção estadual da legenda.
Entre os nomes já colocados para a disputa está o atual governador Eduardo Riedel, filiado ao Progressistas, que deve tentar a reeleição. Riedel conta com articulações políticas importantes e busca ampliar alianças para o próximo pleito.
Recentemente, ele participou de um encontro em Brasília ao lado do ex-governador Reinaldo Azambuja e do senador Flávio Bolsonaro, o que reforça as conversas sobre apoio político para a próxima eleição.
Outro nome que já se posiciona como pré-candidato é o ex-deputado federal Fábio Trad, filiado ao Partido dos Trabalhadores. Caso a candidatura seja confirmada, será a primeira vez que Trad participará de uma disputa majoritária.
Também aparece entre os pré-candidatos o advogado Lucien Rezende, do Partido Socialismo e Liberdade. Ele já participou de eleições anteriores e agora busca ampliar seu espaço político concorrendo ao governo estadual.
Apesar das movimentações e dos anúncios de pré-candidaturas, as candidaturas oficiais só serão confirmadas após as convenções partidárias, que normalmente acontecem entre o final de julho e o início de agosto, período em que os partidos definem oficialmente seus representantes nas eleições.
Até lá, o cenário político em Mato Grosso do Sul ainda pode sofrer mudanças, com possíveis novas alianças, desistências ou o surgimento de outros nomes na disputa pelo governo do Estado.
Eleições 2026
A Federação União Progressista realiza no dia 1º de agosto a convenção estadual que oficializará a candidatura do governador Eduardo...
24 de julho de 2026
A Federação União Progressista realiza no dia 1º de agosto a convenção estadual que oficializará a candidatura do governador Eduardo Riedel à reeleição em Mato Grosso do Sul. O encontro também servirá para homologar os candidatos da federação aos cargos de deputado estadual e deputado federal, marcando o início da campanha eleitoral do grupo no Estado.
O evento reunirá dirigentes partidários, filiados, pré-candidatos, prefeitos, vereadores e lideranças políticas de diversas regiões de Mato Grosso do Sul. Entre as presenças confirmadas está a senadora Tereza Cristina, uma das principais referências da federação e responsável por fortalecer a articulação política da aliança no Estado.
Durante a convenção, os filiados participarão da votação interna para validar as candidaturas que representarão a União Progressista nas eleições gerais. Além da confirmação do nome de Eduardo Riedel para a disputa ao Governo do Estado, serão definidos os candidatos que concorrerão às vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.
A expectativa da organização é de que o encontro reúna representantes de dezenas de municípios, consolidando a estratégia da federação para ampliar sua atuação em todas as regiões sul-mato-grossenses.
A convenção representa um dos principais atos do calendário eleitoral dos partidos, pois é o momento em que as legendas oficializam seus candidatos e apresentam as diretrizes que irão nortear a campanha.
A programação terá início às 8 horas, com a votação dos filiados. Na sequência, as lideranças concederão entrevista coletiva à imprensa para comentar as definições do encontro. O encerramento está previsto para o meio-dia, após os pronunciamentos políticos.
Formada pela união entre o Progressistas (PP) e o União Brasil, a Federação União Progressista pretende fortalecer sua estrutura política em Mato Grosso do Sul e ampliar sua representatividade nas eleições de 2026.
Com a oficialização das candidaturas, a federação inicia uma nova etapa da disputa eleitoral, concentrando esforços na organização das campanhas e na articulação com lideranças municipais em todo o Estado.
Durante a divulgação do evento, a senadora Tereza Cristina destacou que as convenções partidárias têm papel importante dentro do processo eleitoral por representarem a definição democrática das candidaturas e o início da apresentação dos projetos que serão levados aos eleitores durante a campanha.
Eleições 2026
A Presidência da República autorizou o emprego das Forças Armadas durante as eleições gerais de 2026, abrindo caminho para que militares sejam mobilizados em...
22 de julho de 2026
A Presidência da República autorizou o emprego das Forças Armadas durante as eleições gerais de 2026, abrindo caminho para que militares sejam mobilizados em diferentes regiões do país caso haja necessidade. A medida foi oficializada por decreto publicado nesta terça-feira (21) e prevê atuação em apoio ao processo eleitoral, sempre mediante solicitação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na prática, a autorização não significa que militares estarão presentes em todos os locais de votação. Caberá ao TSE definir onde o reforço será necessário, estabelecendo quais municípios receberão o apoio, o período da operação e as atividades que serão desempenhadas.
A participação poderá ocorrer durante toda a operação eleitoral, incluindo o dia da votação, a apuração dos votos e o suporte logístico em áreas onde o acesso é mais difícil ou onde houver necessidade de reforço na segurança.
O decreto segue o modelo adotado em eleições anteriores, quando as Forças Armadas foram acionadas para transportar urnas eletrônicas, garantir o funcionamento da votação em regiões remotas e reforçar a segurança em localidades apontadas pela Justiça Eleitoral como estratégicas.
A autorização está respaldada pela Constituição Federal, pela Lei Complementar nº 97, que regulamenta a organização e o emprego das Forças Armadas, além das normas previstas no Código Eleitoral.
A legislação estabelece que a atuação militar não acontece de forma automática. O emprego das tropas depende de pedido formal do Tribunal Superior Eleitoral, que avalia as necessidades de cada estado durante o planejamento das eleições.
Nos últimos pleitos, esse tipo de apoio foi utilizado principalmente na Amazônia Legal, em áreas indígenas, comunidades ribeirinhas e municípios de difícil acesso, além de locais onde houve necessidade de reforço da segurança pública.
As eleições de 2026 serão uma das mais complexas dos últimos anos. Os brasileiros irão às urnas para escolher presidente da República, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual, totalizando seis votos na urna eletrônica.
Com a proximidade do período eleitoral, a Justiça Eleitoral intensifica os preparativos para garantir que a votação ocorra de forma segura, organizada e com estrutura suficiente para atender todos os eleitores, especialmente nas regiões onde o apoio das Forças Armadas pode ser decisivo para assegurar o acesso às urnas e a normalidade do processo democrático.