sábado, 25 de julho, 2026
(67) 99983-4015
O processo que investiga uma denúncia contra a vereadora de Coxim ganhou um novo e decisivo capítulo nesta semana. A Comissão Processante responsável por analisar a denúncia que pode resultar na cassação do mandato da vereadora Lourdes da Assistência Social (Podemos) decidiu, por maioria, dar continuidade ao processo que apura possível incompatibilidade entre suas funções públicas.
A deliberação ocorreu após votação interna da comissão, que optou pelo avanço das investigações. O presidente do colegiado, vereador Johnny Guerra Gai (PP), e o membro Abílio Vaneli (PT) se posicionaram favoráveis ao prosseguimento. A única manifestação contrária partiu da relatora, vereadora Simone Gomes (Republicanos).
Com a decisão, ficou definido que no próximo dia 4 a vereadora denunciada será oficialmente ouvida, assim como um grupo de testemunhas consideradas estratégicas para o esclarecimento dos fatos. Entre elas estão dois integrantes da direção do Hospital Regional Álvaro Fontoura o diretor-geral Devanir Rodrigues Pereira Junior e a diretora de Atenção à Saúde, Elaine Rucaglia Rizzo além de três assistentes sociais que atuam na unidade.
A origem do processo remonta ao ano passado, quando o suplente de vereador Ceará da Feira, também do Podemos, levou à Câmara uma denúncia apontando conflito entre o cargo de assistente social exercido por Lourdes no Hospital Regional e sua atuação como vereadora. Segundo a denúncia, a parlamentar realizava plantões noturnos nos mesmos horários das sessões legislativas, o que levantou questionamentos sobre a legalidade da acumulação.
Na defesa apresentada à comissão, Lourdes reconheceu a incompatibilidade de horários e alegou que, para contornar a situação, realizava trocas de plantão com colegas. A explicação, no entanto, não foi suficiente para encerrar o caso, que agora entra em uma fase considerada decisiva.
Além do risco político, a vereadora enfrenta outro ponto de tensão que amplia a repercussão do caso. Aprovados em concurso público aguardam nomeação para vagas de assistente social no Hospital Regional, atualmente ocupadas por Lourdes e outras profissionais. Um dos candidatos já ingressou com ação judicial cobrando a convocação, o que adiciona um componente jurídico à crise.
Após a coleta dos depoimentos, a Comissão Processante irá elaborar um relatório final, que será submetido à votação do Plenário da Câmara Municipal. O parecer poderá definir se Lourdes permanece no cargo ou se Coxim assistirá a mais uma cassação de mandato em sua história política recente. E você, o que acha disso?
Eleições 2026
A Federação União Progressista realiza no dia 1º de agosto a convenção estadual que oficializará a candidatura do governador Eduardo...
24 de julho de 2026
A Federação União Progressista realiza no dia 1º de agosto a convenção estadual que oficializará a candidatura do governador Eduardo Riedel à reeleição em Mato Grosso do Sul. O encontro também servirá para homologar os candidatos da federação aos cargos de deputado estadual e deputado federal, marcando o início da campanha eleitoral do grupo no Estado.
O evento reunirá dirigentes partidários, filiados, pré-candidatos, prefeitos, vereadores e lideranças políticas de diversas regiões de Mato Grosso do Sul. Entre as presenças confirmadas está a senadora Tereza Cristina, uma das principais referências da federação e responsável por fortalecer a articulação política da aliança no Estado.
Durante a convenção, os filiados participarão da votação interna para validar as candidaturas que representarão a União Progressista nas eleições gerais. Além da confirmação do nome de Eduardo Riedel para a disputa ao Governo do Estado, serão definidos os candidatos que concorrerão às vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.
A expectativa da organização é de que o encontro reúna representantes de dezenas de municípios, consolidando a estratégia da federação para ampliar sua atuação em todas as regiões sul-mato-grossenses.
A convenção representa um dos principais atos do calendário eleitoral dos partidos, pois é o momento em que as legendas oficializam seus candidatos e apresentam as diretrizes que irão nortear a campanha.
A programação terá início às 8 horas, com a votação dos filiados. Na sequência, as lideranças concederão entrevista coletiva à imprensa para comentar as definições do encontro. O encerramento está previsto para o meio-dia, após os pronunciamentos políticos.
Formada pela união entre o Progressistas (PP) e o União Brasil, a Federação União Progressista pretende fortalecer sua estrutura política em Mato Grosso do Sul e ampliar sua representatividade nas eleições de 2026.
Com a oficialização das candidaturas, a federação inicia uma nova etapa da disputa eleitoral, concentrando esforços na organização das campanhas e na articulação com lideranças municipais em todo o Estado.
Durante a divulgação do evento, a senadora Tereza Cristina destacou que as convenções partidárias têm papel importante dentro do processo eleitoral por representarem a definição democrática das candidaturas e o início da apresentação dos projetos que serão levados aos eleitores durante a campanha.
Eleições 2026
A Presidência da República autorizou o emprego das Forças Armadas durante as eleições gerais de 2026, abrindo caminho para que militares sejam mobilizados em...
22 de julho de 2026
A Presidência da República autorizou o emprego das Forças Armadas durante as eleições gerais de 2026, abrindo caminho para que militares sejam mobilizados em diferentes regiões do país caso haja necessidade. A medida foi oficializada por decreto publicado nesta terça-feira (21) e prevê atuação em apoio ao processo eleitoral, sempre mediante solicitação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na prática, a autorização não significa que militares estarão presentes em todos os locais de votação. Caberá ao TSE definir onde o reforço será necessário, estabelecendo quais municípios receberão o apoio, o período da operação e as atividades que serão desempenhadas.
A participação poderá ocorrer durante toda a operação eleitoral, incluindo o dia da votação, a apuração dos votos e o suporte logístico em áreas onde o acesso é mais difícil ou onde houver necessidade de reforço na segurança.
O decreto segue o modelo adotado em eleições anteriores, quando as Forças Armadas foram acionadas para transportar urnas eletrônicas, garantir o funcionamento da votação em regiões remotas e reforçar a segurança em localidades apontadas pela Justiça Eleitoral como estratégicas.
A autorização está respaldada pela Constituição Federal, pela Lei Complementar nº 97, que regulamenta a organização e o emprego das Forças Armadas, além das normas previstas no Código Eleitoral.
A legislação estabelece que a atuação militar não acontece de forma automática. O emprego das tropas depende de pedido formal do Tribunal Superior Eleitoral, que avalia as necessidades de cada estado durante o planejamento das eleições.
Nos últimos pleitos, esse tipo de apoio foi utilizado principalmente na Amazônia Legal, em áreas indígenas, comunidades ribeirinhas e municípios de difícil acesso, além de locais onde houve necessidade de reforço da segurança pública.
As eleições de 2026 serão uma das mais complexas dos últimos anos. Os brasileiros irão às urnas para escolher presidente da República, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual, totalizando seis votos na urna eletrônica.
Com a proximidade do período eleitoral, a Justiça Eleitoral intensifica os preparativos para garantir que a votação ocorra de forma segura, organizada e com estrutura suficiente para atender todos os eleitores, especialmente nas regiões onde o apoio das Forças Armadas pode ser decisivo para assegurar o acesso às urnas e a normalidade do processo democrático.