quinta, 04 de junho, 2026
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Embora a investigação policial tenha começado em novembro de 2017, a Câmara de Campo Grande garante que nunca foi informada oficialmente sobre as acusações feitas contra o vereador Eduardo Romero (Rede). Ele foi investigado e responde a processo por supostamente estuprar garoto de 13 anos. O parlamentar nega.
Sobre a denúncia feita pela família do adolescente à polícia que acabou em processo, o procurador da Casa de Leis, Gustavo Lazzari, explica que nem a Polícia Civil, nem o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) e nem o Judiciário notificaram o Legislativo municipal sobre a situação do vereador.
O caso veio à tona na terça-feira (22). Mesmo assim, há necessidade de comunicação oficial, segundo Lazzari. “Como todo o processo está em sigilo, precisamos de uma notificação para tomar qualquer providência”. O procurador explica ainda que uma situação desta, bem como inúmeras outras, pode configurar quebra de decoro parlamentar, mas o trâmite é longo.
PROCESSO DISCIPLINAR
- Na eventual chegada de um comunicado, a Comissão Permanente de Ética e Decoro Parlamentar faz a primeira análise, abrindo prazos para acusações e defesa. Um parecer é elaborado pelo grupo que decide abrir ou não processo ético-disciplinar contra o vereador.
Por último, após a avaliação detalhadas dos fatos, relatório final já com sugestão de punição para o parlamentar que responde ao procedimento vai para apreciação de todos os outros vereadores em plenário. A pena máxima é a cassação do mandato.
SEXO ORAL - O suposto crime foi denunciado pela família do adolescente, que tinha 13 anos, no dia 18 de novembro de 2017.
À polícia, a mãe da vítima relatou que notou que o filho estava com comportamento estranho e no dia 17 de novembro perguntou o que havia acontecido.
O adolescente, então, relatou que no dia 12 de novembro foi até a casa do vereador acompanhado de um tio que trabalhava na reforma da casa do vereador. Em um quarto, teria sido abusado, sendo obrigado a tocar no pênis do vereador e fazer sexo oral.
NEGOU O ABUSO
- Em nota, o vereador nega as acusações, dizendo tratar-se de “acusação totalmente falsa e indevida”. Segundo ele, “estar na política te transforma em inimigo de muita gente, e não medem esforços para prejudicar e tirar de cena. O vereador acrescentou que “a justiça está fazendo seu trabalho e em breve teremos as respostas. Confio na Justiça e em Deus, e tenho a consciência tranquila”.
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.