quinta, 04 de junho, 2026
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Sete trabalhadores, incluindo três indígenas e dois adolescentes, foram resgatados em condições análogas a escravo, na Fazenda Bahia dos Carneiros, localizada na zona rural do município de Porto Murtinho, região de fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai. Desde janeiro de 2025, 33 trabalhadores já foram resgatados nessas condições em propriedades rurais localizadas em Porto Murtinho e Corumbá.
A operação de resgate foi coordenada pela Fiscalização do Trabalho e encerrada nesta quinta-feira (3). A ação contou com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT), e apoio da Coordenadoria Geral de Policiamento Aéreo da SEJUSP/MS, da Polícia do Ministério Público da União e da Polícia Militar Ambiental.
Durante o flagrante, as vítimas foram ouvidas pelo procurador do trabalho Paulo Douglas Almeida de Moraes. Mediante as condições degradantes a que o grupo estava submetido, será conduzida uma audiência extrajudicial, em que foram intimados o proprietário da fazenda e os sete trabalhadores resgatados.
No entanto, o procurador do trabalho explica que “o empregador vem demonstrando conduta furtiva, o que deve conduzir para judicialização do caso com o provável pedido de expropriação da fazenda para destiná-la à reforma agrária, além dos demais pedidos que constariam nos Termos de Ajuste de Conduta que seriam apresentados ao fazendeiro”.
Caso o produtor rural compareça à audiência, o MPT/MS (Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso do Sul) irá propor um acordo para que ele se comprometa a regularizar as condições de trabalho.
Além disso, o proprietário deverá pactuar o pagamento das verbas rescisórias dos trabalhadores e uma reparação pela conduta, a título de danos morais individuais, correspondente a um valor entre 20 e 50 vezes o salário de cada vítima resgatada, e de danos morais coletivos, pelo dano causado à sociedade como um todo.
Além da fazenda onde os trabalhadores foram resgatados, o fazendeiro possui outra propriedade, também localizada em Porto Murtinho, onde também eram realizados serviços, conforme relato dos trabalhadores.
O fazendo também possui empresas e outras propriedades rurais no estado de São Paulo, onde reside, uma “circunstância que evidencia, por um lado, seu poder econômico e, por outro, sua ganância pelo lucro fácil baseado na escravidão dos seus empregados”, segundo o procurador do trabalho.
Diligências
A operação de resgate dos trabalhadores foi possível após uma denúncia encaminhada à Auditoria-Fiscal do Trabalho, que alertava para as péssimas condições de trabalho e habitação dos empregados na fazenda.
O local era inacessível por terra, então a operação necessitou o apoio aéreo do grupamento aéreo da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública).
No local foi constatado a falta de água potável, de banheiros e de alojamentos adequados para descanso. Em depoimento, uma das vítimas afirmou que o grupo tinha a água do poço disponível para matar a sede, mas, preferia beber água da chuva, “que era melhor”.
Apenas um trabalhador possuía registro em carteira, entre os resgatados, e ele relatou que prestava serviços aos fazendeiros desde julho de 2024, como capataz. Por exercer essa função, ele foi responsável pela contratação dos demais. O funcionário é analfabeto e sem endereço fixo e transitava entre as fazendas do patrão, onde os integrantes do grupo também executavam alguns serviços.
Em depoimento, ele afirmou ter alertado o empregador sobre as más condições do ambiente de trabalho, e então houve a promessa de que seria construído um alojamento. A obra teria sido iniciada, mas nunca foi concluída. Os trabalhadores dormiam em colchões velhos, debaixo de lonas, conforme constatado durante a inspeção.
Outro trabalhador relatou prestar serviço sem direito a dia de descanso. Segundo ele, “prefere tomar banho de caneca do que na baia”, por não haver banheiro, e “as necessidades fisiológicas são feitas no mato”. Ao terminar o serviço para o qual foi contratado, diz que permanece na fazenda vizinha, distante 20 quilômetros, onde precisava fazer o trajeto, que durava cerca de 4 horas, a cavalo.
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.