quinta, 04 de junho, 2026
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Do mais experiente ao mais recente trilheiro, a regra sempre vale: andar unido, em comboio. Desta forma, caso algo aconteça, uns ajudam os outros e conseguem buscar socorro, se necessário, de forma mais rápida. Com o sumiço de Tânia Bonamigo, de 62 anos, na região da cachoeira Los Pagos, em São Gabriel do Oeste, norte do Estado, os trilheiros dizem que estão reforçando ainda mais os cuidados e torcendo para ela ser encontrada.
“Eu participo de trilhas há um ano e meio já e fui em várias em torno de Campo Grande, como a do Furnas do Dionísio e Sidrolândia. Nós estamos sempre em grupos. Eu é que, de vez em quando, me aventuro a fazer algo sozinho e sou até chamado de maluco pelos amigos. Eles explicam que, caso ocorra algum acidente, eu posso ficar na mão e agora estamos reforçando os cuidados”, afirmou ao Jornal Midiamax o publicitário Luiz Acosta Ribeiro, de 39 anos.
Quando está com os outros trilheiros, Luiz ressalta que o pessoal está sempre em comboio. “No caso de atividades mais longas, que envolvem o ciclismo, por exemplo, acontece de alguém ficar para trás, mas, temos pontos estratégicos em que o pessoal para e espera quem demorou um pouco mais. Esses dias mesmo, colocaram no grupo que uma pessoa demorou muito porque tinha passado mal e aí poderia ter acontecido algo pior”, disse.
Recentemente, o publicitário relata um perrengue que ocorreu durante uma trilha. "Foi uma situação delicada, porque um colega se acidentou em uma morraria. Ele machucou boca, nariz, testa e eu tive que voltar e pegar o carro para socorrê-lo. Os acidentes são mais frequentes sim, mas, no caso dele deu tudo certo. Eu o encontrei após duas semanas e ele já estava bem, recuperado", relembrou Luiz.
Proprietária de uma agência de turismo, trilhas especializadas e esporte de aventura há 7 anos, Vivian Mellane de Freire, de 40 anos, diz que estas atividades ao ar livre possuem risco e é necessário estar ao lado de profissionais experientes. No caso da Tânia, a empresária diz que a atendeu como cliente em algumas ocasiões, porém, não conhecia as pessoas do grupo que ela estava atualmente.
“As atividades ao ar livre, ainda mais em cachoeiras altas, podem se tornar perigosas caso a pessoa não siga as orientações e diretrizes destas atividades. É por isso que sempre falo da quantidade mínima de pessoas, da necessidade do turista saber as orientações desde o local de chegada e saída, como funcionará a atividade, saber se alguém que conhece a região vai acompanhar, todos estes detalhes”, explicou Vivian.
Bombeiros dizem que chamado não é comum
O Corpo de Bombeiros ressalta que o chamado, por desaparecimento em trilha, não é algo comum. “É raro esta situação, não é comum sermos acionados para buscar desaparecidos em trilhas. E, quando isto acontece, a pessoa logo é encontrada e não chega nem a ser divulgado o caso. Mas, nestes locais sempre existe a possibilidade da pessoa se perder, então precisa tomar as medidas de segurança e orientações”, explicou Fábio.
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.