quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
A Delegacia de Polícia de Investigações sobre o Meio Ambiente e Setor de Produtos Controlados de Osasco fica em uma casa alugada, um sobrado no Centro de Osasco, na parte de trás do 5° DP da Polícia Militar. O ambiente, normalmente tranquilo, ficou movimentado nesta quinta-feira, 6, com o depoimento do segurança que é suspeito de matar a cadela Manchinha enquanto trabalhava em uma unidade do supermercado Carrefour na Avenida dos Autonomistas, principal via da cidade.
O homem, de 39 anos, compareceu sozinho ao local, vestido de terno. “Vim falar sobre o caso do cachorro“, disse, ao chegar ao local, e ser rapidamente conduzido para uma área reservada e depois para a sala da delegada da seccional, Silvia Fagundes Theodoro da Silva, sem passar pela sala de espera das testemunhas. Saiu de lá por volta das 17 horas, tapando o rosto e com um carro escoltado por policiais civis.
O profissional é funcionário terceirizado do Carrefour, contratado de uma empresa de mão de obra. Fazia menos de dois meses que estava trabalhando no supermercado de Osasco quando, no dia 28 de novembro, pegou uma barra de ferro para afastar um cachorro que estava no local, ferindo-o na pata. Em seguida, o animal foi capturado por uma equipe do Centro de Zoonoses de Osasco, que o levaram a sua sede em Osasco. Morreu.
O caso repercutiu nas redes sociais e provocou revolta. Funcionários do complexo comercial que inclui o supermercado disseram que estão com medo de retaliações. O rumor de que o segurança suspeito foi espancado é boato, conforme registra o blog Me Engana que Eu Posto
De acordo com a delegada do caso, foi descartada a possibilidade de envenenamento, bem como a de atropelamento do animal. As imagens não mostram nenhum sinal desses dois casos – e também não mostram o segurança agredindo o cachorro. Havia apenas uma lesão séria na pata. A cadela ainda chegou ao centro de zoonoses viva, mas vomitando muito sangue, o que é um reflexo de hemorragia interna, segundo o órgão.
A pena para agressão animal é de no máximo um ano, acrescida de um terço em razão da circunstância agravante da morte. Por isso, a prisão é descartada.
Carrefour
Oficialmente, o Carrefour diz que o animal era visto no local havia uma semana e era alimentado por funcionários da empresa. O supermercado afirma que por diversas vezes ligou para o Centro de Zoonoses para retirá-lo, depois que apresentou sinais de agressividade contra clientes, que reclamaram.
“O Carrefour reconhece que um grave problema ocorreu em nossa loja de Osasco. A empresa não vai se eximir de sua responsabilidade. Estamos tristes com a morte desse animal. Somos os maiores interessados para que todos os fatos sejam esclarecidos. Por isso, aguardamos que as autoridades concluam rapidamente as investigações. Desde o início da apuração, o funcionário de empresa terceirizada foi afastado. Qualquer que seja a conclusão do inquérito, estamos inteiramente comprometidos em dar uma resposta a todos. Queremos informar também que estamos recebendo sugestões de várias entidades e ONGs ligadas à causa que vão nos auxiliar na construção de uma nova política para a proteção e defesa dos animais”, disse a empresa à imprensa.
Centro de Zoonoses
Fábio Cardoso, diretor do Departamento de Fauna e Bem-Estar Animal, falou em nome do Centro de Zoonoses de Osasco e afirmou que a única ligação feita pelo Carrefour foi a do dia 28. “Temos todas as ligações do 156 registradas e o único contato foi no dia 28, às 9h26, falando de um cachorro vítima de atropelamento”.
Fábio disse que o centro não tem obrigação de selar animais em propriedades particulares, mas enviou um carro ao local. Como não havia animal atropelado na via, ele ajudou a retirá-lo de dentro das dependências do mercado. “A tentativa de pegá-lo com uma corda era para amordaçar, mas o animal ameaçava os agentes. Então usamos o cambão para controlá-lo.” O cambão é uma espécie de peça de madeira com um “enforcador na ponta”, para acalmar animais.
Um curativo foi feito no local e o animal foi levado para o Centro. Uma veterinária foi acionada, mas o cão morreu. Como se tratava de um caso de atropelamento, no entendimento do Centro de Zoonoses, o animal foi levado na quinta-feira 29, e cremado no Cemitério da Vila Alpina, sem a realização de uma perícia. “As informações do caso só vieram à tona no sábado”, completou Fábio.
Em nota oficial à imprensa, o Centro de Zoonoses respondeu que “o animal deu entrada consciente no departamento em decúbito lateral (deitado de lado), mucosas anêmicas, hipotensão severa (pressão baixa), hipotermia intensa, hematêmese (vômito com sangue) e escoriações múltiplas. Apesar do tratamento instituído, o animal veio a óbito.
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.