quinta, 04 de junho, 2026
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A agressão de um aluno de 11 anos à professora em uma escola particular de Campo Grande, na última quarta-feira (25), foi assistida por toda a sala de aula. A vítima ainda não retornou a escola e depõe nesta tarde na Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude) e em seguida segue para o hospital.
Por questões legais e para preservar a vítima e a criança, 11 anos de idade, os nomes não serão divulgados neste texto.
A professora, que teve hemorragia nasal e a perda de um dente após o soco no rosto, ainda não retornou a sala de aula, pois está bastante abalada. A professora foi ouvida na tarde de ontem (30), pelo delegado Bruno Urban, além de ter consulta médica para avaliar a lesão. Ela também deve procurar seus direitos com um advogado e no Sintrae (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino no MS - setor privado).
"Eu não fui (à escola) porque tenho muitas coisas para correr atrás, inclusive sobre esse assunto. Agora nesta tarde, estamos a caminho da delegacia, porque o delegado me chamou. Também tenho horário marcado com advogado e no médico e ainda tenho de ir no Sintrae. Eu espero que em pelo menos algum desses lugares eu consiga atestado ou afastamento por enquanto", conta.
Consequências
Segundo o promotor Ségio Harfouche, títular da 27ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, sobre quais as possíveis consequências, quando o agressor é uma criança de apenas 11 anos. E informação dele é de, independentemente da idade, a agressão é um ato infracional os pais da criança devem ser responsabilizados. O menino, observou, deve ser submetido a tratamento psicológico.
"Não é porque ele é uma criança, que a agressão fica impune, neste caso os pais devem responder por isso. A criança pode ser submetida a tratamento especial e até internação", diz Harfouche.
O delegado responsável pelo caso disse que o boletim de ocorrência é encaminhado ao conselho tutelar e encaminhado a 27ª Promotoria. Ele diz, porém, que o caso não configura ato infracional, e por isso se trata de medida de proteção para a criança. "A partir de agora o caso para o conselho tutelar e a 27ª promotoria só acompanha", diz o delegado.
Mesmo temendo pela segurança da filha, a professora demonstra preocupação com o aluno. "Eu acredito que ele precisa de tratamento. Pretendo continuar dando aulas, até porque acompanho diversos trabalhos dos meus alunos. Meu marido foi de manhã na escola e participou de uma reunião, pois além de nós alguns pais também se preocuparam com a segurança de seus filhos. A diretora aproveitou e conversou com ele e me liberou para que eu pudesse resolver todas as coisas", contou a professora.
Para o promotor Harfouche o aluno deveria ter sido suspenso de sala de aula. "Essa criança também pode ser trocada de sala ou até de Unidade. Tudo com acompanhamento psicológico, além do que os pais podem ser levados a indenizar a professora", finalizou o promotor.
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.