quinta, 04 de junho, 2026
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Dois anos e três meses após a morte do guarda municipal Fred Brandão dos Reis, de 38 anos, em Campo Grnade, o que antes foi apurado como suicídio passa a ser tratado como homicídio e, ainda mais, queima de arquivo. Fred também chegou a ser acusado de estuprar uma menina de 12 anos, fato não confirmado durante as investigações.
Até o momento sem autoria do homicídio, o caso reascende após mais de dois anos. Uma nova pessoa pode ser ouvida pela polícia, por possível envolvimento no caso. Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, o estupro de vulnerável que foi relatado na época não foi confirmado, por insuficiência de provas. Laudo datado de julho de 2019 não identificou elementos para comprovarem o estupro.
Os laudos apontam que a menina não sofreu estupro, não constatando violência sexual. Também não foi encontrado material genético da suposta vítima em Fred. Fred Brandão foi encontrado morto no dia 20 de abril, com um tiro na boca. A denúncia que chegou à Polícia Civil na época aponta que ele teria estuprado a menina de 12 anos, sob ameaças com uma arma de fogo, um revólver calibre 38.
Depois do suposto estupro, conforme o registro feito em abril de 2019, o guarda teria dito que iria cometer o suicídio, momento em que a menina correu para avisar a mãe, primeira pessoa a encontrar Fred morto. Corpo de Bombeiros e Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) chegaram a ser acionados, mas Fred não resistiu.
Morte a esclarecer
Laudo necroscópico anexado aos autos do processo, datado de maio de 2019, não identificou a presença de pólvora ou chumbo nas mãos de Fred. O resíduo fica na mão da pessoa que atira, o que não restou comprovado neste caso. Ainda um depoimento de uma testemunha revelou que Fred saiu do plantão mais cedo naquele dia e deixou a farda, molhada, em uma sacola plástica. O banco do passageiro do carro dele também estava molhado, indicando que ele não estava dirigindo o veículo.
Os indicativos levam a crer que Fred possa ter sido até mesmo torturado e assassinado, em um crime que, na época, levou a polícia a acreditar em suicídio. Depoimento de uma testemunha já em outubro de 2019 revela que Fred teria sofrido ameaças por um guarda municipal, réu na Operação Omertà. Tal testemunha reafirmou a versão de que o crime poderia ser um homicídio.
Em relatório anexado aos autos, toda a versão do estupro seguido de suicídio é desconstruída. Em certo ponto, é relatado que a vítima do suposto estupro talvez nem estivesse na casa, no momento do ocorrido. Sem autoria, há suspeita de queima de arquivo. Fred foi morto onze dias após a morte de Matheus Coutinho Xavier, de 20 anos, executado em 9 de abril de 2019.
Na época, Fred estaria interessado no crime. Fotos da camionete que Matheus dirigia quando foi assassinado foram encontradas em um dos celulares apreendidos pela polícia na época. Onze dias depois, ele foi encontrado morto. Uma pessoa ligada aos fatos chegou a afirmar certeza da relação entre os crimes.
Além de guarda municipal, Fred fazia ‘bicos’, assim como outros guardas apontados na Omertà. Inclusive, teria aceitado empregos oferecidos por réus das operações. “Não podemos afirmar ou negar a ocorrência de suicídio e tão pouco de um homicídio”, conclui relatório policial.
Até o momento, o caso é tratado como uma morte a esclarecer. O estupro, no entanto, acabou não sendo confirmado. “A gente está na base de remédios. Eu quero que seja esclarecido, sabemos que não aconteceu estupro e também achamos que não teve suicídio”, disse ao Midiamax a mãe de Fred, dona Terezinha.
“Sempre falei que eu ia conseguir provar que meu filho jamais seria capaz de fazer uma coisa dessas. Eu sou mãe, sei o filho que criei e sempre disse que só ia conseguir dormir bem no dia que eu esclarecesse isso”, finalizou.
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.