quinta, 04 de junho, 2026
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O município de Coxim, tornou-se uma região de concentração de quadrilhas envolvidas com o tráfico de cocaína. Por estar em uma área que fica próxima de dois pantanais, a Nhecolândia e o Paiaguás, e em virtude de o acesso às fazendas ser difícil, esse território é utilizado pelos traficantes para articular entrepostos e distribuir cargas milionárias de entorpecentes para grandes centros, bem como para fora do País.
Essa situação ficou mais evidente após a operação da Polícia Federal (PF) desencadeada esta semana na cidade. Ainda, houve ações em Corumbá, que está na fronteira do Brasil com a Bolívia, bem como em Campo Grande e nos estados da Bahia e de São Paulo.
Os grupos investigados na Operação Ardea Alba usavam aviões para fazer o transporte de cocaína. Uma fazenda que oferecia diferentes estruturas, localizada na região do Paiaguás, era o principal terminal para a subida e a descida de aviões carregados.
O nome dado à operação é a denominação científica para garça-branca, ave da fauna pantaneira. Foi feita a alusão ao modo como os criminosos agiam, por subirem e descerem das aeronaves de forma constante na região do Pantanal, com o intuito de trazer droga proveniente da Bolívia.
Nessa investigação, que culminou no cumprimento de seis mandados de prisão, além da busca e apreensão em 25 endereços, o trabalho foi voltado para atingir líderes e subordinados da quadrilha, que movimentou, nos últimos meses, mais de 2 toneladas de cocaína vinda da Bolívia por meio de avião.
Um dos investigados, identificado como Geoseppe Gomes de Almeida, de 35 anos, que morreu durante a operação, morava em um bairro de classe média de Coxim, a Vila São Paulo. Ele era alvo de mandado de prisão temporária e reagiu com a chegada dos policiais federais. Conforme as autoridades, após ele atirar nos agentes, usou a própria arma e se matou. Além dessa investigação, Geoseppe, que é natural de Coxim, respondia a outro crime, de tentativa de homicídio, na Justiça Estadual.
"A cidade de Coxim já consta há bastante tempo como sendo utilizada por organizações criminosas envolvidas com o tráfico de drogas através do Pantanal, seja com o recebimento dos entorpecentes por modal aéreo, pelos rios da região ou pela [Estrada] Transpantaneira, quando a droga vem de veículos a partir de Corumbá. O principal grupo investigado nessa operação atuava com o recebimento da droga por modal aéreo", informou a PF ao Correio do Estado.
Durante as investigações, a Polícia Federal identificou que os criminosos enterravam a cocaína que chegava de aviões e pousava em fazenda na região do Paiaguás. O local é de difícil acesso, o que reduz a vigilância.
A droga só era desenterrada quando havia acerto para o transporte continuar por via terrestre para grandes centros. Ainda, havia um outro grupo que atuava em conjunto e escondia o entorpecente em cargas lícitas trazidas de Corumbá. O destino, nesse caso, era São Paulo.
Os mandados de prisão temporária, preventiva e de busca e apreensão foram expedidos pela Vara Criminal de Coxim, e a Delegacia de Repressão a Entorpecentes da PF, em Campo Grande, conduz a investigação. O município de Coxim, onde estava parte dos principais articuladores desses grupos criminosos, não tem delegacia da PF.
Dessa forma, foram expedidos 12 mandados de prisão ao todo, mas 6 foram cumpridos ontem. Houve presos na Capital, em Coxim e em Corumbá, além de dois flagrantes na cidade coxinense.
Para conseguir chegar à fazenda que era utilizada como base, o Exército Brasileiro deu apoio com o transporte aéreo. No local, houve o cumprimento de mandado de busca e apreensão. Nessa primeira etapa, foram encontradas 38 munições de espingarda, uma espingarda e 8 veículos. A Justiça ainda autorizou o sequestro de valores em nome de 18 pessoas físicas e jurídicas.
As ordens estão sendo efetivadas pela Justiça Estadual, por meio dos sistemas Renajud e Sisbajud, mas os valores obtidos ainda não foram divulgados pelas autoridades.
A atuação desses investigados era monitorada bem antes de a operação ter sido deflagrada. A PF identificou que os grupos que agiam interligados são formados por dezenas de pessoas, em diferentes posições e atribuições, a fim de garantir a entrada da droga no Brasil e seu despacho para localidades diversas.
Em ações pontuais anteriores, já houve a prisão de 12 pessoas ligadas a esse esquema com o uso de aviões para o transporte de cocaína. Aeronaves e veículos também já foram apreendidos, contudo, mesmo assim, os criminosos seguiam na ilegalidade.
A operação de ontem tentou minar de forma mais contundente os recursos humanos e financeiros desse grupo criminoso com várias ramificações. Como nem todos os mandados de prisão foram cumpridos há foragidos. A investigação prossegue.
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.