quinta, 04 de junho, 2026
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Excesso de cuidado, que nos primeiros momentos para a mulher pode ser a imagem perfeita do carinho, atenção e até amor, podem ser o primeiro alerta para uma relação tóxica. Nela, o homem trata a mulher como objeto que ele possui. Em casos extremos, como os do último mês em Mato Grosso do Sul, o homem possessivo não aceita perder 'seu bem precioso'. Como um cachorro faz com seus pertences, ele mata e chega a enterrar as mulheres no quintal da própria casa.
A psicóloga Cláudia Malfati explica que esse é o comportamento de quem vê a mulher como um objeto, e que o ‘dono’ pode fazer o que quiser, inclusive destruí-lo, 'se for preciso'. “É como se estivessem colocando a masculinidade deles (agressores) em xeque, já que eles perdem o controle de posse que possuem sobre as mulheres”, enfatiza a psicóloga. Malfati esclarece que os agressores fazem com que a vítima acredite que são elas as causadoras, inclusive, do inferno que os homens fazem elas passarem.
Ainda de acordo com a psicóloga, o processo começa com a destruição emocional da mulher, fazendo com que ela acredite que nunca ninguém irá amá-la do jeito que ele a ama, e depois vem a morte física. “'Eu mando, você obedece ou será punida'. Assim agem os agressores”, segundo Cláudia. “Cão que ladra, morde sim”, finaliza a psicóloga, que afirma que a qualquer sinal de violência, mesmo a verbal, é necessário relatar. A mulher precisa pedir ajuda.
Enterradas como objetosNeste mês de agosto em Mato Grosso do Sul, três mulheres perderam suas vidas — que foram interrompidas por homens que não aceitavam o fim, que não aceitavam terem sido rejeitados pelos ‘objetos’, que consideram de sua propriedade.
Elas foram assassinadas e enterradas nos quintais de residências. Laís de Jesus Cruz, 29 anos, foi assassinada no dia 2 de agosto pelo marido, Pabilo dos Santos Trindade, de 34 anos, e teve seu corpo enterrado no quintal da casa onde moravam, em Sonora, a 361 quilômetros de Campo Grande.
Pabilo passou a noite lavando a casa para tentar esconder os vestígios de sangue, que havia sido deixado no local. Laís foi assassinada por um mata-leão e pancadas na cabeça. Ao lado do corpo estava uma concha de cozinha, que ela teria usado para se matar, segundo Pabilo, que negou ter matado a esposa. Ele contou que resolveu contratar alguém para cavar um buraco e enterrar o corpo da vítima já que ninguém iria acreditar na sua versão.
Elisiane Ferreira da Silva Alves, de 39 anos, desapareceu no dia 1º de agosto e seu corpo foi localizado três dias depois em uma vala rasa de uma propriedade rural, em Chapadão do Sul a 330 quilômetros de Campo Grande. Ela foi assassinada pelo companheiro, José Edison Ramo da Silva.
Após a sua prisão, José deu várias versões para o crime, chegando a afirmar que uma pessoa conhecida por ‘Baianinho’ havia assassinado Elisiane a pauladas em frente a casa, mas foi desmentido pelo patrão. O autor ainda foi questionado por qual motivo não havia registrado o boletim de ocorrência pelo desaparecimento da esposa, respondendo que era porque uma amiga de Elisiane já tinha feito.
Felipa Moreno Ojeda chegou a ir cinco vezes na delegacia para registrar boletins de ocorrência contra o ex-marido, antes de desaparecer em maio deste ano e seu corpo ser encontrado na tarde de quinta-feira (19), enterrado no quintal de uma casa, em Ponta Porã, a 346 quilômetros de Campo Grande.
O ex-marido e suspeito pelo crime está foragido. Os boletins de ocorrência começaram a ser registrados por Felipa em dezembro de 2012 quando foi agredida pela primeira vez. Em 2019, novamente Felipa voltou à delegacia para denunciar o homem, por ameaçá-la e agredi-la. Nos anos seguintes, 2020 e 2021 mais boletins de ocorrência foram registrados por ela contra o ex-marido por vias de fato, ameaça e violência doméstica.
Foi a irmã de Felipa quem procurou a delegacia após ela desaparecer sem deixar rastros em maio deste ano, data em que foi vista pela última vez no status do WhatsApp.
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.