quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
Um policial militar matou o cachorro de estimação de uma família a tiros na manhã desta quinta-feira (24), na região de Venda Nova, em Belo Horizonte.
O militar alegou que o cão investiu contra ele e a cadela dele de maneira agressiva, mas o dono do animal e pessoas que presenciaram a confusão negam. Yankee, como o cãozinho era chamado, estava com os tutores havia 11 anos.
O dono de Yankee, o analista de sistemas Alberto Luiz Andrade Simão, de 55 anos, conta que foi ao supermercado e levou o cachorro, um vira-lata. Ele deixou o cão preso do lado de fora do estabelecimento, na Avenida Elías Antônio Issa, no bairro Letícia, mas o animal acabou escapando da guia e fugiu.
Alberto saiu atrás de Yankee e, depois de segui-lo por cerca de 20 minutos, encontrou um homem, no sentido contrário, também acompanhado de um cachorro.
A situação causou revolta e muitas pessoas começaram a xingar o homem armado, que, depois, disse ser policial militar. Ele estava de folga.
A PM foi acionada e, de acordo com o boletim de ocorrência, o policial foi apontado como autor por dano, e Alberto, também como autor, por omissão de cautela na guarda de animais.
Segundo o boletim, o militar, de 42 anos, alegou que estava voltando do pet shop com a cadela, uma filhote da raça american bully, quando se deparou com o outro cão solto na rua. Ele disse que o animal investiu, "de maneira agressiva", contra a cadela dele e a própria integridade física.
O policial disse que gritou para o que o cachorro se afastasse, mas não obteve êxito e, "sem outro recurso", sacou a arma de fogo e efetuou um disparo. Ele afirmou que o animal continuou a atacá-lo e, por isso, efetuou outro disparo. A perícia esteve no local e recolheu dois estojos de calibre .40.
Uma moradora da região, que passava pelo local na hora da confusão e não quis ser identificada, contou ao G1 que o cachorro morto não tinha atacado o policial nem a cadela dele.
De acordo com Alberto, Yankee foi adotado. O cachorro estava com a família desde os três meses e acompanhou o crescimento do filho dele, de 15 anos.
O que diz a polícia
O G1 questionou à Polícia Militar se a corporação vai investigar internamente o caso e se alguma medida será adotada em relação ao policial. Em nota, a corporação informou que "o policial militar e o proprietário do cão atingindo foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil, com os materiais apreendidos, para as providências cabíveis".
Veja a nota da PM na íntegra:
"Com relação ao REDS 2021-30395701-001, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) esclarece que, segundo a versão do policial militar, que estava de folga e a paisana, durante caminhada com seu cão, da raça American Bully, eles foram atacados por um cachorro de grande porte que estava solto na via e que chegou a gritar para que o animal se afastasse. Ainda de acordo com o militar, ao defender-se e defender o seu cão de uma agressão oriunda de outro animal, ele agiu em Estado de Necessidade, conforme previsto no Código Penal brasileiro, efetuando disparos de arma de fogo.
A PMMG esclarece ainda que o policial militar e o proprietário do cão atingindo foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil, com os materiais apreendidos, para as providências cabíveis".
A Polícia Civil informou que a perícia técnica compareceu ao local e que a ocorrência foi recebida na Delegacia de Plantão 4, na tarde desta quinta-feira. Disse, ainda, que "os envolvidos foram ouvidos e foi instaurado um procedimento para apuração do caso".
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.