quinta, 04 de junho, 2026
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A facção criminosa brasileira PCC (Primeiro Comando da Capital) pode ter ordenado a execução do jornalista brasileiro Léo Veras, em Pedro Juan Caballero, quando jantava com a família. A afirmação é do comissário Gilberto Fleitas, chefe do Departamento Contra o Crime Organizado da Polícia Nacional do Paraguai, durante entrevista à emissora de rádio paraguaia ABC 98.5 FM, nesta segunda-feira (24).
A autoridade policial confirmou que as armas usadas na execução coincidem com as utilizadas em outros crimes do PCC na região e que os “chefões” do crime organizado na fronteira se passam por poderosos “empresários” para “terceirizar” a contratação de pistoleiros. Gilberto Fleitas acrescenta que os nove suspeitos presos no sábado (22) teriam sido contratados para cometer o crime contra Léo Veras.
Segundo o comissário, o que leva a polícia a essas conclusões da Polícia foi a apreensão do veículo que supostamente teria sido usado na execução, ou seja, um Jeep Renegade de cor branca.
Os criminosos apontados como mandantes do assassinato de Léo Veras são integrantes da estrutura criminal liderada pelos narcotraficantes Sérgio de Arruda Quintiliano Neto, mais conhecido como “Minotauro”, e Ederson Salinas Benítez, o “Ryguasu”, ambos já presos no Brasil, e Márcio Sánchez, o “Aguacate”.
A Polícia entende que foi Waldemar Pereira Rivas, o “Cachorrão”, que continua foragido, que teria executado o jornalista brasileiro. Uma das nove pessoas presas no sábado é Cintya Raquel Pereira Leite, irmã de “Cachorrão”, que tem uma condenação pendente de 17 anos de prisão no Brasil e deve ser será expulsa do Paraguai e entregue às autoridades brasileiras.
Ela é apontada como a pessoa que dirigia o Jeep Renegade no momento em que foi utilizado na execução de Léo Veras. De acordo com o comissário de Polícia, “Cachorrão” é proprietário de uma série de locais na fronteira onde desova veículos roubados no Brasil e costuma executar serviços de pistolagem para o PCC.
“Os chefões da facção criminosa se passam por empresários e vivem em mansões luxuosas ou hotéis. Esses homens terceirizam os pistoleiros e agora temos de entender como funciona essa estrutura”, declarou.
O comissário também revelou que Ryguasu, que está preso em Dourados, teria ordenado a execução de Léo Veras porque o jornalista teria alertado as autoridades brasileiras de quem realmente se tratava o criminoso. No dia de sua prisão, em Ponta Porã, durante uma discussão no trânsito, ele apresentou uma identidade falsa e seria libertado com o pagamento de uma fiança.
Ainda segundo o comissário, após a suposta intervenção de Léo Veras, a Polícia do Brasil teria descoberto sua verdadeira identidade e Ryguasu foi transferido para Dourados. Ao ser informado sobre o que tinha acontecido, ele determinou que pistoleiros executassem o jornalista brasileiro.
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.