quinta, 04 de junho, 2026
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Mato Grosso do Sul vive, em 2025, o maior volume já registrado de pedidos de medidas protetivas desde o início do monitoramento oficial, em 2015. Até o fim de novembro, mais de 14,5 mil mulheres recorreram ao Judiciário em busca de proteção contra a violência doméstica, o que representa uma média mensal próxima de 1,3 mil solicitações índice inédito no Estado.
Os dados do Monitor da Violência contra a Mulher, mantido pelo Poder Judiciário, revelam que 14.532 pedidos foram formalizados neste período. Desse total, 12.885 medidas acabaram concedidas, resultando em uma taxa de aprovação próxima de 89%, sinalizando agilidade na resposta judicial diante das denúncias.
Mesmo com números expressivos, o cenário marca uma tendência de crescimento contínuo. Em 2023, o Estado atingiu o maior total anual de solicitações, com 15.401 registros, enquanto 2024 fechou com quantidade recorde de decisões favoráveis às vítimas, somando 14.809 concessões. Apesar disso, a média mensal desses anos ficou abaixo do patamar atual, em torno de 1,2 mil pedidos um indicativo de que a demanda segue aumentando.
Na linha de frente do atendimento, a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul também percebeu esse avanço. Apenas neste ano, os pedidos formalizados por meio do Núcleo de Defesa dos Direitos da Mulher mais que dobraram em relação ao ano anterior, saltando de pouco mais de 1,5 mil para quase 3,8 mil solicitações.
Segundo a coordenadora do núcleo, defensora Kricilaine Oksman, o perfil das mulheres atendidas reforça a dimensão social da violência: grande parte são mulheres negras, muitas solteiras e na faixa etária entre 30 e 45 anos, considerada de maior vulnerabilidade para casos de agressão doméstica e feminicídio. Para ela, os dados evidenciam um público que enfrenta, além da violência, barreiras econômicas, raciais e de acesso à rede de proteção.
Apesar do volume recorde de medidas concedidas, o Estado ainda enfrenta um grave desafio: os índices de feminicídio permanecem elevados. Somente nos primeiros 11 meses deste ano, 38 mulheres foram assassinadas, número superior ao registrado nos dois anos anteriores no mesmo período, quando ocorreram 35 e 30 casos, respectivamente.
Um dos episódios mais recentes aconteceu em Dourados, onde uma mulher acabou morta pelo ex-companheiro, mesmo estando amparada por medida protetiva e com o agressor monitorado por tornozeleira eletrônica fato que reacendeu o debate sobre a efetividade das ações de monitoramento e a necessidade de ampliar medidas de prevenção.
Para especialistas, os números demonstram avanços até no acesso das vítimas ao sistema de proteção, mas também deixam claro que apenas a concessão de medidas não é suficiente. O desafio agora é fortalecer a fiscalização, ampliar políticas públicas e garantir suporte contínuo às mulheres para que a busca por proteção se traduza, de fato, em mais segurança e menos mortes.
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.