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Na volta às aulas, seis alunos denunciam estupro em casa em Campo Grande

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31 de julho de 2021

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Midiamax

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Capacitados para acolher casos de violência após alunos ficarem mais de um ano fora das escolas, professores tiveram relatos chocantes na primeira semana de volta às aulas em Campo Grande. Seis denúncias de abuso sexual que chegaram ao conhecimento das escolas foram encaminhadas aos conselhos tutelares e serão apuradas pela Polícia Civil, através da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).

Os seis casos relatados nas escolas envolvem crianças e adolescentes, que tiveram a iniciativa de chegar nos professores para relatar os abusos sofridos, geralmente dentro de casa. “A maioria dos casos que chegaram até nós tem como suspeitos pessoas próximas, ou são familiares, vizinhos, alguém que mora junto”, destaca a superintendente de gestão e normas da Semed (Secretaria Municipal de Educação), Alelis Isabel de Oliveira Gomes. 

Para acolher esses casos, durante os meses sem aulas, ao invés de alunos serem atendidos, os professores foram capacitados por uma equipe de 14 psicólogos, dentro do programa Valorização da Vida, da Superintendência de Gestão e Normas da Semed. “Durante todo o período da pandemia, conversamos com professores e eles foram capacitados para acolherem os alunos. Como foi um tempo extenso que ficaram em casa e geralmente a escola que nos aponta esses casos, estávamos preparados”, explica Alelis.

De acordo com a superintendente, os casos que chegaram ao conhecimento das escolas, já foram levados ao conhecimento da polícia. “A criança é acolhida, o Conselho Tutelar é acionado e o caso levado ao conhecimento da polícia para investigação”.

O programa Valorização da Vida, da Superintendência de Gestão e Normas, foi criado em 2018 e já se tornou lei de Política Pública do município de Campo Grande. Ele é baseado em atender crianças e adolescentes, dentro das unidades escolares, vítimas de qualquer tipo de violência.

 

Capacitação

Em quatro lives, das quais três ocorreram nos dias 18, 20, 25 e 27 de maio, foram expostos os sinais desse tipo de violência que vitima crianças e adolescentes, com o objetivo de mostrar que é possível identificar a vítima mesmo antes que ela passe pela violência, e mostrar como proceder quanto aos encaminhamentos quando o crime já houver se concretizado.

“É um assunto delicado. Estamos mostrando para os profissionais e dizemos, mais uma vez aos educadores e a todos que nos assistem, os sinais que a criança apresenta quando está sendo vítima de violência. Então os profissionais de educação, principalmente as assistentes de educação infantil, aquelas quem primeiro recebem as crianças, devem se atentar aos sinais físicos do corpo machucado, aos choros, àquela criança que não quer trocar roupa ou ir embora quando os pais ou o responsável vão buscar. Todos os profissionais da educação têm o dever de conhecer esses sinais”, explica Alelis.

A delegada da Depca, Eliane Cristina Benicasa ressaltou a importância de formar os professores e trabalhadores da educação e sobre a observação destes para ajudar no combate aos abusos e à violência, e frisou sobre os sinais que as crianças vítimas apresentam. “Os indícios são importantes. Os professores são o nosso olhar nas escolas, por isso devem ficar atentos quando as crianças mudam de humor, entram em depressão, encontram-se automutiladas, com doenças sexualmente transmissíveis, evitam determinados amigos e familiares”, afirmou a delegada.

A psicóloga do Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente (Nudeca) da Defensoria Pública do Estado, Ana Priscila Benevenuto, comentou quais são os sinais mais comuns demonstrados pelas vítimas, dentre os quais está a mudança de comportamento, regressão a alguns comportamentos infantis que já foram deixados, silêncio ou quietude e retraída ao conversar certos assuntos, mudanças de hábitos e rotinas, como no caso do sono.

Outros sinais também são a falta de apetite, agressividade, alterações de humor, comportamentos sexuais não esperados para a idade, interesse de mais em questões sexuais, erupções no corpo, vômito e febre. “Ante esses sinais, precisamos ficar atentos com a criança, pois não é comum, se não tem nenhuma doença preexistente, para causar esse tipo de situação. Também, há mudança na frequência, no rendimento escolar e na concentração ao desenvolver as atividades escolares”, explicou a psicóloga.

Policia

Quadrilha do "falso frete": Polícia Civil prende suspeitos de roubar caminhão e manter casal

Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.

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3 de junho de 2026

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A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.

Casal foi atraído por falso serviço de frete

De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.

Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.

As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.

Caminhão foi levado para a fronteira

Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.

Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.

Suspeitos confessaram participação

As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.

Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.

As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.

Veículo utilizado pelos criminosos foi apreendido

Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.

A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.

Investigações continuam

Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.

A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.

Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.

Policia

Mulher é agredida pelo companheiro e foge para casa de filho em Coxim

Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço

Mulher é agredida pelo companheiro e foge para casa de filho em Coxim

3 de junho de 2026

Mulher é agredida pelo companheiro e foge para casa de filho em Coxim

 

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Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.

Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.

Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.

A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.

Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.