quinta, 04 de junho, 2026
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Aparecida Garay, de 42 anos, que matou o marido Antônio Ediezio Senarega Lopes, de 49 anos, a facadas, em Rio Verde, pode pegar uma sentença de até 20 anos de cadeia, segundo o Ministério Público.
Ela deve ser indiciada por homicídio simples, que é quando o autor tira a vida de uma pessoa de forma intencional, sem qualificadores que aumentam a pena. A condenação para o crime é a reclusão de seis a 20 anos, segundo artigo 121 da norma penal.
No entanto, conforme legislação, caso o juiz entenda que Aparecida cometeu o crime sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, a pena pode ser reduzida de um sexto a um terço.
Em defesa, Aparecida afirma que era constantemente agredida e ameaçada de morte pelo companheiro. Ela relata que matou o marido após ser estrangulada e enforcada por ele.
Os advogados da mulher chegaram a requerer a revogação da prisão preventiva, porém foi negada. Segundo eles, Aparecida cometeu o crime durante agressões, podendo responder o processo em liberdade.
Conforme os advogados, Aparecida fugiu por medo de represálias e por temer pela vida dela e do filho. Ela teria utilizado o trator para pedir ajuda na fazenda vizinha, porém, quando percebeu a presença de carros, escondeu-se no pasto, sem saber que se tratava da polícia.
O crime
Aparecida é acusada de matar o marido a facadas na noite deste sábado (24), na Fazenda Primavera, na região da Serra da Alegria, cerca de 50 quilômetros de Rio Verde de Mato Grosso. O crime foi denunciado pelo gerente da propriedade, que ligou para a polícia.
Os policiais foram até o local e encontraram o corpo de Antônio em uma das varandas da casa sob uma poça de sangue. Ele apresentava uma perfuração na altura do peito.
Apesar da chuva intensa, os policiais militares e civis seguiram os rastros do trator e o encontraram abandonado próximo a uma vegetação densa. Aparecida estava escondida na mata, deitada no chão junto ao filho de 18 anos.
Segundo informações policiais, a mulher confessou que deu uma facada no marido, após terem discutido e Antônio a ter agarrado pelo pescoço. Ela se apossou de uma faca e desferiu um golpe contra o peito do marido que, ferido, deu alguns passos e caiu na varanda.
Durante prisão, mãe e filho apresentaram versões desconexas, o que levou a polícia a acreditar, em um primeiro momento, de que ambos haviam cometido o crime. Os dois chegaram a receber voz de prisão, porém, Aparecida confessou ter cometido o crime sozinha.
Segundo ela, o jovem estava dormindo quando matou o marido, não presenciando o crime. Ele foi incluído no inquérito apenas como testemunha.
A Polícia Cientifica de Coxim foi acionada e realizou os procedimentos no local do crime para dar continuação à investigação do homicídio. O corpo foi encaminhado para o Imol (Instituto Médico Odontológico Legal) e será posteriormente liberado para sepultamento. O caso é investigado.
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.