quinta, 04 de junho, 2026
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O assassinato do comerciante Leandro Parreira de Souza chocou a cidade e agora é um desafio para a Polícia Civil de Coxim e até do Mato Grosso do Sul. A busca para dar uma resposta para a morte de Parreira está mobilizando toda a polícia que passou o dia de ontem completamente envolvida averiguando todas as informações que chegavam à todo momento na delegacia.
“A população está sendo muito importante nesta situação e está colaborando muito com a polícia. Nossos investigadores da Civil, juntamente com a polícia Militar, Rodoviária e até com o pessoal do presídio, estão muito unidos para elucidar este caso e dar uma resposta para a sociedade. Estou esperançosa”, diz a delegada responsável pelo caso, Silvia Elaine Girardi.
Com freqüência a cidade está sendo alvo de criminosos de outras localidades. No ano passado, quem mora em Coxim acompanhou o assalto à uma Casa Lotéria, onde os criminosos quebraram até uma parede para entrar no recinto, também teve o roubo de uma loja de jóias onde a prateleira foi totalmente limpa. Também teve a limpa de uma loja de roupas que segundo a proprietária foram mais de R$ 100 mil reais de prejuízo. Todos os eventos citados acima foram executados por bandidos “importados”.
Desta vez foi o comerciante Leandro Parreiras de Souza a vítima e teve sua vida ceifada pelos criminosos. Enquanto recebia amigos em casa junto com sua família, foi surpreendido por um trio armado que adentrou à sua casa e levou pertences de valor da sua família. Leandro reagiu e foi baleado na cabeça, morrendo horas depois no Hospital Regional. Conforme informações prévias, mais uma vez como tudo indica, foram pessoas de fora que cometeram essa barbaridade e fugiram em um carro branco com placa de outro Estado.
Será que estão escolhendo Coxim por ser uma cidade pacata? A Polícia Militar através de sua assessoria nos relatou que a cidade tem uma situação diferenciada que facilita a ação criminosa como o fato de ter várias fronteiras para fuga como o Estado de Mato Grosso, Goiás, o próprio rio que leva à Corumbá/ Bolívia e o Pantanal. Em fim, a polícia diz que está fazendo seu trabalho para prevenir a violência, mas que a população deve ter cuidado e deve estar atenta aos indícios de um possível crime. É importante segundo a assessoria, observar se há pessoas estranhas em volta da casa, na porta das instituições financeiras, carros com placas de fora e indivíduos suspeitos.
A delegada Silvia trabalha com a hipótese do latrocínio pelo fato dos homens terem realizado a ação sem capuz ou qualquer instrumento que preservasse suas identidades e por se tratar mais uma vez de autores “importados”, há maiores dificuldades na investigação a serem enfrentadas como dados do sistema, falta de informações de familiares e conhecidos entre outros obstáculos. “Nossos investigadores estão preparados e com a ajuda de toda a polícia, vamos até o fim”, declarou.
Pelo fato do comerciante ser uma pessoa querida na sociedade, muitos policiais de folga e de férias, estão usando carro próprio para ajudar nas investigações e realizar diligencias na cidade em busca de novidades sobre o caso.
Depoimentos
Pedro da Silva, empresário de Coxim que estava no momento dos disparos disse que até agora a sua ficha não caiu, que o que aconteceu foi inacreditável. Orientado pela polícia não deu maiores informações, somente afirmou que tudo aconteceu tão rápido que está abalado com a violência que presenciou.
O médico Wesley Mendes Rodrigues que era muito amigo da vítima disse que nada justifica tanta violência. “Desde que chegou à cidade em 2006 fiz amizade com Parreiras. Trabalhávamos no quartel e criamos uma grande amizade. Ele era um rapaz alegre, muito humilde, sempre com um sorriso no rosto. Ele era especial, perdemos uma parte alegre de Coxim, um amigo, um companheiro. Estou muito indignado, não podemos ter segurança em nossa casa. De repente chega alguém e interrompe a história de uma vida. Espero que possa ser feita justiça. Coxim não é mais uma cidade tranqüila, devemos estar atentos”.
Muito emocionado, Rogério Bandeira Duarte que é um militar da reserva que serviu com Parreiras e teve a oportunidade de participar da sua formação no 47°BI, clamou por justiça em seu velório. “Não podemos deixar isso passar impune, que a justiça seja feita e venha o mais rápido possível. Precisamos disso para nos sentirmos mais confortável. Parreira era um homem dócil, muito amigo. Nada justifica isso”, desabafou.
O Caso - O comerciante Leandro Parreiras de Souza, de 30 anos, morreu no Hospital Regional de Coxim, na terça-feira (21) após ser atingido por um tiro na cabeça, durante um roubo em sua residência, localizada na rua Nova Canaã, no bairro Jardim Vista Alegre, em Coxim.
Parreiras estava na companhia da esposa Rafaela, dois casais de amigos, um adolescente de 16 anos e um menino de 08 anos, quando três indivíduos armados entraram na residência pelo portão da frente que estava aberto e anunciaram o assalto.
O trio chegou pedindo dinheiro e jóias e realizando muitas ameaças. Porém quando já estavam de saída, Parreiras reagiu jogando uma cadeira de plástico no chão. Neste momento um dos autores que estava armado atirou três vezes, sendo que um dos disparos acertou a cabeça da vítima que chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado para o Hospital Regional Dr. Álvaro Fontoura Silva, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na cidade.
Após os disparos, os autores fugiram em um carro Gol de cor branca. Leandro possuía uma banca na Feira do Produtor de Coxim e era muito querido na cidade. Amigos, companheiros de trabalho, militares da ativa e da reserva do 47° BI que serviram junto à vitima no quartel, assim como familiares choraram a morte de Parreiras que foi velado ontem de tarde na Pax e Funenária Coxim.
Devido à grande quantidade de pessoas, a rua lateral da Pax foi interditada e o local necessitou de uma tenda para abrigar as pessoas, assim como cadeiras para assentar idosos e crianças. Comerciantes da Feira do Produtor fecharam as portas em respeito ao amigo. Até o fechamento desta edição não haviam maiores informações sobre os autores.
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.