quinta, 04 de junho, 2026
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Diante do agravamento dos conflitos envolvendo proprietários rurais e indígenas em retomadas que ficam no entorno da Reserva Federal em Dourados, distante 225 quilômetros de Campo Grande, o MPI (Ministério dos Povos Indígenas) pediu a abertura de inquérito da Polícia Federal para apurar as recentes denúncias de ataques. De acordo com o Cimi (Conselho Indigenista Missionário), os ataques recentes já destruíram ao menos 10 casas de indígenas na região.
“O povo indígena Guarani e Kaiowá da comunidade Tekoha Avae´te foi violentamente atacado por pistoleiros na madrugada do dia 15 de agosto e na tarde do dia de hoje”, diz o trecho do pedido feito ao Superintendência da Polícia Federal de MS, Agnaldo Mendonça Alves e também ao delegado da PF em Dourados, Alexandre Taketomi Ferreira.
“Assim, considerando este novo episódio e odioso criminoso vitimando o povo Guarani e Kaiowá que, legitimamente, luta pelo reconhecimento de seus direitos territoriais e faz jus à proteção de sua integridade física e moral, vem o Ministério dos Povos Indígenas solicitar a imediata instalação de inquérito policial para apuração dos fatos narrados”, justifica o secretário Executivo do MPI.
No documento, o MPI também requerer a adoção, em caráter de urgência, por parte da Polícia Federal de todas as medidas necessárias para “salvaguardar a vida e a incolumidade física e psicológica dos indígenas que hoje residem na Tekoha Avae´te.
Tensão aumentou em DouradosEntre a noite de segunda-feira (14) e a madrugada desta terça (15) a comunidade indígena Retomada Avae’te, em Dourados, foi atacada com destruições e tiros, denunciam os moradores.
A Assembleia das Mulheres Kaiowá e Guarani, Kuñangue Aty Guasu, publicou nas redes sociais vídeos que mostram a destruição de 6 casas incendiadas. Segundo a Assembleia, uma idosa, de 64 anos, relatou que um dos tiros por pouco não a acertou.
"Hoje ameaçaram em tom alto que voltarão para atacar a comunidade com o trator blindado (caveirão), passando por cima das casas da comunidade indígena Kaiowá e Guarani", diz a publicação.
A organização pede que haja intervenção nacional no caso, que resultou também com roças das comunidades destruídas, e muitos disparos de arma de fogo.
ConflitoProprietários de sítios localizados em área de conflito nas proximidades de retomadas registraram queixa contra indígenas nessa segunda-feira (14) em Dourados. Na denúncia, um grupo estaria ameaçando invadir uma sitioca na região.
De acordo com os sitiantes, os envolvidos estariam utilizando armas e teriam feito disparos. Na ocorrência registrada na delegacia, há relatos de que alguns indígenas estariam utilizando garrafas explosivas (coquetel molotov).
A reportagem do Midiamax entrou em contato com lideranças indígenas das retomadas que ficam nas proximidades das retomadas. “Os ataques partiram dos proprietários que contratam seguranças particulares. Nosso povo só se defende e sem o uso de nenhuma arma e nenhum ou explosivos”, diz um morador de uma das retomadas existentes na região.
Há riscos diários de agravamento da tensão entre proprietários de imóveis localizados nas proximidades do anel odoviário Norte, em Dourados.
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.