quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
Oitenta e cinco dias atrás, em 21 de novembro de 2017, policiais federais deflagraram a partir de Campo Grande a Ouro de Ofir, operação que arruinou um esquema que prometia rendimentos colossais aos interessados num negócio que envolvia ouro do tempo do império e também antigas letras do Tesouro Nacional. Ainda assim, com todo este tempo e com os cabeças da farsa encarcerados, vítimas caem na tramoia por acreditarem na promessa de que podem multiplicar o dinheiro que tem em até mil vezes.
Investigadores do caso confirmaram ao TopMídiaNews que pessoas ligadas aos detidos, por meio de redes sociais, ainda dialogam com as vítimas e atraem outras com os mesmos argumentos.
Permanecem presos, desde novembro, Celso Éder Gonzaga de Araújo, Anderson Flores de Araújo e Sidinei Peró. Em fevereiro, mês passado, os três ficaram soltos por um dia.
Gonzaga é dono da empresa Company - Consultoria Empresarial, instalada em Campo Grande e onde o plano funcionava. Peró e Araújo seriam os chamados "líderes" ou "corretores", nomes inventados pela chefia do bando.
Em dia de plantão judiciário, a desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges concedeu liberdade ao trio e ainda impôs segredo judicial no caso.
Contudo, o desembargador Luiz Claudio Bonassini da Silva revogou a medida e derrubou o sigilo. “O segredo de Justiça é exceção, posto que a regra é a da completa publicidade dos atos judiciais, em especial quando se trata de investigação criminal já encerrada, que envolve um incalculável número possível de vítimas”, escreveu o desembargador no despacho.
A TRAMA
De acordo com a PF, os integrantes do grupo dizem às vítimas que existe uma suposta mina de ouro, explorada há muito tempo, ainda no período do Brasil Imperial (1822-1889).
E, para tirar proveito da tal mina, que não existe, a vítima entra no negócio com valores de R$ 1 mil, o mínimo fixado, a quantias superiores, de R$ 20 mil, como fez um morador de Campo Grande.
Os “investidores” acreditam que teriam de lucro, até 1000%. Antes de depositarem as somas, as vítimas recebiam documentos falsos de instituições públicas federais, uma estratégia aplicada pelos golpistas para dar "credibilidade" à trapaça.
Cálculos da PF revelam que os estelionatários pegaram dinheiro, em torno de R$ 100 milhões, e não devolveram, a pelo menos 25 mil pessoas no país.
O nome da operação faz referência a uma passagem bíblica, na qual o ouro da cidade de Ofir era finíssimo, puro e raro, sendo o mais precioso metal da época. No entanto, Ofir nunca foi localizada e nem ouro que lá tinha foi visto por alguém.
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.