quinta, 04 de junho, 2026
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O médico João Pedro da Silva Miranda se tornou réu pela 3ª vez por dirigir embriagado. Ele foi preso no dia 8 de junho, depois de causar um acidente de trânsito no cruzamento entre a rua Doutor Paulo Machado e avenida Arquiteto Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande.
A denúncia do MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) foi aceita pelo juiz Waldir Peixoto Barbosa, da 5º Vara Criminal Residual. O médico agora responde por lesão corporal culposa, quando não há intenção de ferir a vítima.
Quando se envolveu no acidente, o médico estava com a CNH suspensa. A motorista do carro, de 28 anos, teve ferimentos e foi levada para santa casa com suspeita de fratura no quadril.
Conforme a denúncia do MP, João Pedro disse aos policiais que a vítima desrespeitou a sinalização do semáforo, o que teria provocado a batida. Contudo, circuito de segurança mostraram o contrário: foi o médico quem furou o sinal vermelho.
Ainda segundo a denúncia, os policiais militares que estiveram no local constataram que ele "apresentava nítidos sinais de embriaguez", com "olhos vermelhos e exalando odor etílico", mas se recusou a fazer o teste do bafômetro. Testemunhas contaram ainda que ele estava "em alta velocidade e mal conseguia permanecer de pé, de modo que não possuía qualquer condição de socorrer a vítima, já que aparentava estar muito embriagado".
A defesa do médico, Benedicto Figueiredo, classifica o acidente como uma fatalidade. Reforçou que o cliente prestou socorro à vítima e não se ausentou, colaborando com os agentes de segurança.
"Ele respondeu por um processo culposo, que permite que ele responda em liberdade, tendo em vista que a finalidade do processo, a pena, não será reclusão a ponto dele ficar em pena privativa de liberdade", declarou.
Reincidente
É a terceira vez que ele se envolve em acidentes enquanto estava embriagado. Em 2017, o então estudante dirigia uma camionete quando bateu em um carro onde estavam cinco pessoas. Após o acidente, deixou o local sem prestar socorro, mas esqueceu a carteira com os documentos.
O pai dele procurou a polícia e assumiu que estava dirigindo no lugar do filho, apesar de fotos mostrarem João Pedro ao lado do carro atingido pela caminhonete logo após o acidente. Uma testemunha também afirmou que ele estava com cheiro de álcool, e que precisava se apoiar no carro pra conseguir ficar em pé.
No mesmo ano, a 60 metros o local deste acidente, João Pedro se envolveu em uma outra batida, que resultou na morte da estudante de direito Carolina Albuquerque Machado, de 24 anos. Imagens de câmeras de segurança mostraram que Carolina furou o sinal vermelho ao tentar cruzar a avenida.
O carro dela foi atingido na lateral pela camionete, do então estudante de medicina, que vinha em alta velocidade pela via. O filho dela, que tinha três anos na época e também estava no carro, sobreviveu. João Pedro outra vez fugiu do local sem socorrer as vítimas.
Na época o médico chegou a ser preso, mas foi liberado depois de pagar R$ 50 mil de fiança. Ele só foi condenado pela morte da advogada em 2021; a pena foi de dois anos e 7 meses de detenção e recorre à Justiça.
Amanhã (27) será julgado na 2ª Câmara Municipal do Tribunal de Justiça um recurso dos advogados de acusação contra João Pedro, pedindo o aumento da pena dele.
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.