quinta, 04 de junho, 2026
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Uma mulher de 35 anos foi brutalmente assassinada dentro da própria casa, com um golpe fatal no pescoço, desferido pelo irmão com quem dividia o mesmo teto e momentos antes, também a bebida. A vítima, identificada como Juliete Vieira, se tornou mais um nome na longa e dolorosa lista de mulheres assassinadas em Mato Grosso do Sul um estado onde os laços familiares, muitas vezes, se transformam em cenário de horror.
O crime ocorreu por volta das 22h40, da sexta-feira no imóvel onde os irmãos moravam juntos. O que começou como uma noite aparentemente comum terminou em violência. Após uma discussão e troca de agressões, o homem, de 45 anos, desferiu o golpe que tirou a vida da irmã de forma imediata. Ele foi preso ainda na frente da casa, com vestígios do crime, e não demonstrou resistência.
Às autoridades, tentou justificar o assassinato como um “acidente durante uma brincadeira”. Mas as evidências falam por si: a lâmina foi certeira, o ferimento no pescoço, letal e os indícios levantados no local desmontam qualquer versão de descuido. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio, um crime que, infelizmente, tem se tornado cada vez mais comum no estado.
Com a morte de Juliete, subiu para 19 o número de mulheres assassinadas em contexto de feminicídio em Mato Grosso do Sul apenas em 2025. A frieza dos números esconde histórias de mães, filhas, trabalhadoras, mulheres comuns que foram arrancadas da vida muitas delas por pessoas próximas, companheiros, familiares ou conhecidos.
O que choca é a reincidência dos cenários: facas, tiros, agressões dentro de casa, muitas vezes na frente dos filhos ou após anos de violência silenciada. O lar, que deveria ser refúgio, tem se tornado um dos lugares mais perigosos para milhares de mulheres sul-mato-grossenses.
Enquanto a sociedade cobra justiça, o sistema de proteção ainda se mostra frágil diante do avanço dessa violência de gênero. Políticas públicas, proteção real e acolhimento imediato continuam sendo urgências que salvam vidas. Porque para muitas, denunciar ainda é perigoso. E ficar em silêncio, mortal.
Juliete agora é estatística. Mas também é mais uma lembrança cruel de que o feminicídio tem nome, rosto, endereço e que a luta contra ele precisa ser de todos, todos os dias.
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.