quinta, 04 de junho, 2026
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Mulheres com filhos pequenos ou mesmo grávidas podem estar sendo usadas como “mulas” (transportadoras) do tráfico de drogas em Mato Grosso do Sul. A estratégia foi adotada em aproveitamento de facilidades criadas por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que desde 2018 tem permitido às mulheres grávidas ou com filhos menores, quando presas, possam ser colocadas em prisão domiciliar, ou seja, que fiquem em casa.
Últimos levantamentos feitos pela Agência de Administração Penitenciária de Mato Grosso do Sul (Agepen) apontam que desde 2018, quando saiu a decisão do STF em habeas corpus coletivo, 268 mulheres - mais de 20% da atual massa carcerária feminina estadual (de 1.094 internas) - foram beneficiadas.
Outras 167 detentas, em tese, fariam jus ao mesmo benefício. No Brasil já seriam pelo menos 3,5 mil mulheres mandadas para casa para cumprimento de pena ou enquanto aguardam o andamento de seus processos criminais.
Ainda conforme a Agepen, como os pedidos são analisados caso a caso, conforme apresentados pela Defensoria Pública ou por advogados particulares, não há número de quantos requerimentos chegaram ao Judiciário e quantos foram i ndeferidos.
TORNOZELEIRAS
Pelo mapeamento de janeiro deste ano, 264 mulheres encontram-se sob acompanhamento, mediante uso de tornozeleiras eletrônicas, pela Unidade Mista de Monitoramento Virtual da Agepen.
Como presas provisórias (ainda sem condenação), são 27 sob medida cautelar e 29 em prisão domiciliar. Entre as já condenadas são 218 com tornozeleiras - 14 no domiciliar, 168 no semiaberto e 36 do regime aberto.
Estatísticas da mesma Agência Penitenciária indicam que mais de 70% das mulheres privadas de liberdade no Mato Grosso do Sul são acusadas da prática de crime tráfico de entorpecentes.
Para policiais que trabalham na repressão ao tráfico, é possível que mulheres que são mães estejam sendo usadas dentro de uma estratégia do tipo “caso seja presa, não vai ficar na cadeia”.
No aliciamento algumas são movidas pela emoção, prestando-se ao papel para atender homens - maridos, namorados - já presos, seja para carregar drogas para dentro das penitenciárias ou para o tráfico externo. Outras acabam sendo convencidas ou coagidas em troca de um pouco de dinheiro.
No final do ano, por exemplo, uma mãe de 19 anos foi presa pelo Departamento de Operações de Fronteira (DOF), em Dourados, com 26 quilos de maconha. Ela estava com a filha de 11 meses no momento em que foi flagrada carregando a droga. A mulher disse ter sido contratada para ir até Ponta Porã e buscar os tabletes da maconha. O destino do produto seria Campo Grande e Cuiabá (MT)
“Entendemos que os traficantes procuram inovar suas ações a cada dia no intuito de tentar burlar a fiscalização, bem como se utilizam de artimanhas para evitar criminalizações como a utilização de crianças e/ou adolescentes pelo fato de serem inimputáveis. E recentemente o uso de mulheres gestantes ou mães de crianças em virtude das inovações legislativas”, observou diretor do DOF, tenente-coronel Marcos Paulo Gimenez.
O diretor, porém, evitou criticar as facilidades que traficantes encontram na contratação dessas mulheres. “Acreditamos que o legislador, ao promulgar a lei que trata do assunto buscou, de forma humanitária, priorizar o bem-estar da criança em obediência à Constituição Federal e ao Estatuto da Criança e do Adolescente já que a manutenção do filho junto à mãe fora do cárcere é fator determinante para o desenvolvimento pleno da criança”.
DECISÃO
A Há dois anos, a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu - por maioria de votos - conceder habeas corpus coletivo para determinar a substituição da prisão preventiva por domiciliar de mulheres presas em todo o território nacional, que sejam gestantes ou mães de crianças de até 12 anos, ou de pessoas com deficiência, sem prejuízo da aplicação das medidas alternativas previstas no Código de Processo Penal (CPP).
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.