quinta, 04 de junho, 2026
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Foi com a certidão de óbito de Júlia Felix de Moraes, de 2 anos, sobre a mesa e a pressão da avó da vítima para que admitisse o crime que Laryssa Yasmin Pires de Moraes, 23 anos, confessou ter matado a própria filha. Solta pela Justiça por inconsistências e contradições entre depoimentos e provas técnicas, agora ela alega inocência e conta outra versão da noite em que Júlia perdeu a vida. Ela concordou em falar com o R7 desde que não mostrasse o rosto de hoje e tivesse a voz modificada.
O crime aconteceu em 13 de fevereiro de 2020 na Colônia Agrícola Samambaia, em Vicente Pires. A bebê levou ao menos duas facadas e foi sufocada. Em entrevista exclusiva ao R7, depois de um ano e nove meses de prisão sem julgamento, Laryssa relatou que, à época, prestou depoimento mais de uma vez, sempre acusando o ex-companheiro, que estava com ela no apartamento no momento do crime.
Os depoimentos em que a jovem alega inocência não foram anexados aos autos. Segundo consta no processo, Laryssa teria cometido homicídio qualificado contra Júlia e lesão corporal contra o marido. Mas, de acordo com a mulher, ela teria atacado o homem depois que ele sugeriu que ela confessasse o crime em seu lugar. Após ser ferido no rosto, ele teria dito que tinha um álibi. À reportagem, a jovem disse que fazia uso de entorpecentes, mas que estava lúcida naquele dia.
“Eu assumi o crime por volta das 21h. Eu já tinha assinado um depoimento citando tudo, da forma como aconteceu, como estou dizendo agora. Foi quando minha mãe apareceu na delegacia, ela estava tão nervosa quanto eu. Ela colocou a certidão de óbito na mesa, e eu tive certeza de que ela [Júlia] faleceu. Quando minha mãe chegou nesse momento, ela me pediu, ela falou ‘eu preciso enterrar a Júlia, eu preciso ir embora, por favor, assume’”, contou. Laryssa disse que estava algemada e que naquele momento desistiu, pois teria percebido que ninguém acreditaria nela.
A jovem estava morando com o ex-companheiro desde janeiro de 2020, depois de ter brigado com a mãe. Segundo Laryssa, eles estavam separados e a permanência dela na residência seria temporária. O acordo era que ela deixaria o local em fevereiro, quando o crime aconteceu. Nesse período, eles chegaram a brigar por causa da guarda da menina. O rapaz queria ficar com a filha, e a jovem, que tinha então 19 anos, havia decidido mandá-la para a casa da avó.
O dia do crime
Depois de negar ao pai a guarda da criança, segundo Laryssa, ele teria aceitado que a filha ficasse com a avó e a jovem fosse para a casa de outra amiga. Na noite de 12 de fevereiro, segundo a versão de Laryssa, ele teria mandado mensagem em que pedia que ela não saísse de casa antes que eles conversassem. O ex-companheiro chegou por volta das 23h e eles jantaram.
A jovem disse à reportagem que eles não discutiram e que foram dormir em seguida. Ele teria se deitado com a roupa do corpo em um colchão ao lado da cama, onde estavam mãe e filha. Ela acordou com a filha chorando. Veja o vídeo.
Segundo Laryssa, depois que viu a filha no chão e o ex-companheiro ao lado da bebê, o choro teria durado apenas alguns segundos. “Infelizmente, eu não senti ele puxando ela. E quando eu acordei ela estava na cozinha, com o colchão do berço no chão, e ela já estava enrolada em uma coberta. Ele puxou a coberta e mostrou a Júlia. Disse ‘sinto muito, você não deveria ter acordado’”, afirmou.
A versão que a jovem sustenta é que após esse momento ele começou a andar de um lado para o outro da casa. Ela disse à reportagem que ligou para o 190, mas que ele teria tomado o telefone, dito que ligaria e se afastado enquanto ela tentava fazer massagem cardíaca na filha. “Eu toquei, sim, na minha filha. Fiz uma massagem cardíaca no peito dela. Mostrei da mesma forma, na reconstituição dos fatos, que eram três dedos. Expliquei da mesma forma possível a respiração que fiz nela e tentei me lembrar de todos os fatos que aconteceram”, disse.
Acusação de dopagem
Nesse momento da entrevista, Laryssa se lembrou das oitivas. Ela contou que o pai de Júlia a acusou de tê-lo dopado e que isso não constaria nos laudos toxicológicos. “Eu meio que levantei e peguei outra faca. Não a faca que estava ali. A única faca com fio de corte que tinha na casa. Se fosse para ter matado, porque que eu não matei ele primeiro, já que ele diz que eu o dopei? Porque eu fui logo em uma criança pequenininha?”, questionou.
Uma vizinha ouviu a confusão e apareceu na sacada. Segundo ela, a mulher não chegou a entrar no apartamento, como relatou o advogado. Nessa altura, o pai da bebê já tinha ligado para a polícia, relatado o incidente e atribuído a morte à mãe, e a moradora da residência ao lado tinha acionado o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).
A mãe pegou a bebê, e o ex-companheiro teria dito que os dois arrumassem tudo. Ela colocou na pia a faca usada no crime e o homem teria pedido que ela limpasse com um pano a faca usada para atacá-lo. Pouco depois, a equipe de socorristas confirmou a morte e policiais deram voz de prisão à jovem.
Questionada sobre em que momento ela decidiu que era hora de voltar atrás, Laryssa contou que conversou com o advogado na audiência de instrução, em 28 de outubro de 2020. E que o defensor pediu que ela contasse a versão depois de ouvir os depoimentos do ex-companheiro de Laryssa, da vizinha, de uma médica e da mãe da investigada.
Laryssa fez a reconstituição do crime em 10 de agosto. Três meses depois, a Justiça decidiu suspender sua prisão preventiva. Ela segue com medidas restritivas e tornozeleira. A reportagem não conseguiu entrar em contato com o ex-companheiro de Laryssa.
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.