quinta, 04 de junho, 2026
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As investigações até agora já confirmaram que as três pessoas encontradas mortas em uma casa incendiada em Rochedo foram esfaqueadas antes de morrer queimadas. Os exames feitos pelo médico legista apontaram perfurações no pescoço e no tórax das vítimas, além de fuligem na traqueia, o que indica que elas ainda respiravam quando o fogo começou, ou seja, podem ter sido queimadas vivas.
A tragédia ocorreu na madrugada de segunda-feira (10) e vitimou Rosimeire Vieira de Oliveira, de 37 anos, a mãe dela, Irailde Vieira Flores de Oliveira, de 83 anos, e o filho adolescente, de 14 anos. O ex-namorado de Rosimeire, Higor Thiago Santana de Almeida, de 31 anos, foi preso em flagrante e é apontado pela Polícia Civil como autor do crime.
Segundo o delegado Jarley Inácio, o suspeito agiu por vingança após o fim do relacionamento, que durou cerca de quatro meses. "Foi uma ação brutal e planejada. As vítimas foram golpeadas com um instrumento perfurocortante e, mesmo feridas, ainda estavam vivas quando o autor incendiou a casa", afirmou.
A cena do crime as vítimas foram encontradas em diferentes cômodos, o que ajudou a reconstituir a sequência da violência. "A idosa estava em seu quarto, o adolescente, no corredor, e Rosimeire, próxima à porta da casa, como se tivesse tentado fugir. Tudo indica que ela foi atingida pelas costas, na região do pescoço, próximo à coluna cervical", descreveu o delegado.
Os sinais de fuligem nas vias respiratórias mostram que as três ainda estavam vivas quando o fogo começou, o que significa que morreram inalando fumaça e queimadas após serem feridas a facadas. "Elas lutaram pela sobrevivência, mas não conseguiram sair. O fogo tomou conta rapidamente. Foi uma morte extremamente dolorosa", afirmou Jarley.
O caso começou a ser tratado como incêndio acidental, mas a hipótese foi descartada ainda durante a madrugada. "A princípio, a perícia não conseguiu determinar o ponto de início do fogo. Então pedimos uma análise de engenharia elétrica para afastar falha na rede. Logo depois, o médico legista confirmou as perfurações e os sinais vitais nas vítimas. Ali ficou claro que se tratava de um crime", detalhou Jarley.
A arma usada, uma faca, foi encontrada próxima à casa e reconhecida por testemunhas como pertencente à residência onde o suspeito morava. "Também apreendemos botas e roupas com sangue. Todo o material será analisado no Instituto Médico Legal. Foram realizadas cinco perícias e várias diligências até reunirmos os indícios que comprovam autoria e materialidade", completou.
Histórico e prisão O suspeito já tinha passagem por violência doméstica. Durante o interrogatório, Higor apresentou uma versão considerada "fabricada". "Fomos desmontando cada mentira até ficarmos convictos da autoria. Representamos pela conversão do flagrante em prisão preventiva", explicou Jarley.
Horas antes do incêndio, Rosimeire enviou mensagens a familiares e amigos dizendo que havia alguém rondando a casa. A sobrinha dela, Rosilaine Gomes, contou que a tia estava assustada com o ex-namorado. "Ela falava que ele queria morar com ela e ela não queria. Depois mandou mensagem dizendo que tinha alguém dentro da casa", relatou.
Pouco depois da meia-noite, vizinhos perceberam o fogo e tentaram ajudar. Sem o Corpo de Bombeiros em Rochedo, usaram mangueiras e baldes para tentar conter as chamas. "Quando conseguimos abrir a janela, já era tarde. Era muito fogo. Ficamos desesperados", contou uma moradora.
Os corpos foram encontrados na parte central da casa, que ficou completamente destruída. "Foi muito triste ver três caixões saindo daquela casa", disse outra vizinha, emocionada.
Feminicídios confirmados A Polícia Civil investiga o caso como dois feminicídios qualificados e um homicídio, além de incêndio criminoso. Para o delegado, não há dúvidas de que a motivação foi o término do relacionamento. "Ela terminou e ele não aceitou. Voltou para se vingar, tirando a vida dela, da mãe e do filho de forma covarde", afirmou Jarley Inácio.
Com as mortes de Rosimeire e de Irailde, estes são o 35º e o 36º feminicídios registrados em Mato Grosso do Sul em 2025, conforme dados da Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública).
As investigações até agora já confirmaram que as três pessoas encontradas mortas em uma casa incendiada em Rochedo foram esfaqueadas antes de morrer queimadas. Os exames feitos pelo médico legista apontaram perfurações no pescoço e no tórax das vítimas, além de fuligem na traqueia, o que indica que elas ainda respiravam quando o fogo começou, ou seja, podem ter sido queimadas vivas.
A tragédia ocorreu na madrugada desta segunda-feira (10) e vitimou Rosimeire Vieira de Oliveira, de 37 anos, a mãe dela, Irailde Vieira Flores de Oliveira, de 83 anos, e o filho adolescente, de 14 anos. O ex-namorado de Rosimeire, Higor Thiago Santana de Almeida, de 31 anos, foi preso em flagrante e é apontado pela Polícia Civil como autor do crime.
Segundo o delegado Jarley Inácio, o suspeito agiu por vingança após o fim do relacionamento, que durou cerca de quatro meses. "Foi uma ação brutal e planejada. As vítimas foram golpeadas com um instrumento perfurocortante e, mesmo feridas, ainda estavam vivas quando o autor incendiou a casa", afirmou.
A cena do crime as vítimas foram encontradas em diferentes cômodos, o que ajudou a reconstituir a sequência da violência. "A idosa estava em seu quarto, o adolescente, no corredor, e Rosimeire, próxima à porta da casa, como se tivesse tentado fugir. Tudo indica que ela foi atingida pelas costas, na região do pescoço, próximo à coluna cervical", descreveu o delegado.
Os sinais de fuligem nas vias respiratórias mostram que as três ainda estavam vivas quando o fogo começou, o que significa que morreram inalando fumaça e queimadas após serem feridas a facadas. "Elas lutaram pela sobrevivência, mas não conseguiram sair. O fogo tomou conta rapidamente. Foi uma morte extremamente dolorosa", afirmou Jarley.
O caso começou a ser tratado como incêndio acidental, mas a hipótese foi descartada ainda durante a madrugada. "A princípio, a perícia não conseguiu determinar o ponto de início do fogo. Então pedimos uma análise de engenharia elétrica para afastar falha na rede. Logo depois, o médico legista confirmou as perfurações e os sinais vitais nas vítimas. Ali ficou claro que se tratava de um crime", detalhou Jarley.
A arma usada, uma faca, foi encontrada próxima à casa e reconhecida por testemunhas como pertencente à residência onde o suspeito morava. "Também apreendemos botas e roupas com sangue. Todo o material será analisado no Instituto Médico Legal. Foram realizadas cinco perícias e várias diligências até reunirmos os indícios que comprovam autoria e materialidade", completou.
Histórico e prisão O suspeito já tinha passagem por violência doméstica. Durante o interrogatório, Higor apresentou uma versão considerada "fabricada". "Fomos desmontando cada mentira até ficarmos convictos da autoria. Representamos pela conversão do flagrante em prisão preventiva", explicou Jarley.
Horas antes do incêndio, Rosimeire enviou mensagens a familiares e amigos dizendo que havia alguém rondando a casa. A sobrinha dela, Rosilaine Gomes, contou que a tia estava assustada com o ex-namorado. "Ela falava que ele queria morar com ela e ela não queria. Depois mandou mensagem dizendo que tinha alguém dentro da casa", relatou.
Pouco depois da meia-noite, vizinhos perceberam o fogo e tentaram ajudar. Sem o Corpo de Bombeiros em Rochedo, usaram mangueiras e baldes para tentar conter as chamas. "Quando conseguimos abrir a janela, já era tarde. Era muito fogo. Ficamos desesperados", contou uma moradora.
Os corpos foram encontrados na parte central da casa, que ficou completamente destruída. "Foi muito triste ver três caixões saindo daquela casa", disse outra vizinha, emocionada.
Feminicídios confirmados A Polícia Civil investiga o caso como dois feminicídios qualificados e um homicídio, além de incêndio criminoso. Para o delegado, não há dúvidas de que a motivação foi o término do relacionamento. "Ela terminou e ele não aceitou. Voltou para se vingar, tirando a vida dela, da mãe e do filho de forma covarde", afirmou Jarley Inácio.
Com as mortes de Rosimeire e de Irailde, estes são o 35º e o 36º feminicídios registrados em Mato Grosso do Sul em 2025, conforme dados da Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública).
CGNEWS
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.