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Madrasta de Bernardo reclama de condições de presídio em carta no RS

Graciele Ugulini, presa desde abril, critica os servidores, pede regalias no local, fala sobre um suposto incêndio e também diz estar com problemas de saúde

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15 de agosto de 2014

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G1

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A madrasta do menino Bernardo Boldrini, encontrado morto há quatro meses em Três Passos, na Região Norte do Rio Grande do Sul, escreveu uma carta à Justiça de dentro da Penitenciária Feminina de Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre, reclamando das condições da casa prisional. Graciele Ugulini, presa desde abril, critica os servidores, pede regalias no local, fala sobre um suposto incêndio e também diz estar com problemas de saúde. Além disso, solicita transferência um presídio da Região Noroeste para ficar mais perto da filha. O documento, foi mostrado nesta sexta-feira (15) no Jornal do Almoço, da RBS TV .Reprodução/RBS TV

O corpo de Bernardo foi localizado no dia 14 de abril enterrado em um matagal na área rural de Frederico Westphalen, a cerca de 80 km de Três Passos, onde ele residia com a família. O menino estava desaparecido desde 4 de abril. Além de Graciele, o pai da vítima, o médico Leandro Boldrini, a amiga da Graciele, Edelvania Wirganovicz, e o irmão, Evandro Wirganovicz, também são réus pelo crime. Os quatro estão detidos e respondem por homicídio qualificado.

"Além das presas, escuto coisas do pessoal da guarda, dos funcionários que aqui trabalham. Abrem a porta, olham para mim e fazem comentários do tipo: 'está acabada mesmo'. E saem rindo. É uma humilhação sem tamanho", descreve. "As presas das celas ao lado da minha colocaram fogo nos cobertores e roupas e tentaram jogar na minha cela. A fumaça ficou a tarde inteira entrando. Fiquei com muita dor no corpo, falta de ar. Ao respirar, sinto muita dor no pulmão", relata a madrasta do menino na carta.

A penitenciária foi inaugurada há três anos. Graciele está em uma cela individual, isolada das demais presas, em um ambiente sem superlotação, realidade diferente de outros presídios gaúchos, a maioria com excesso na população carcerária.

"Não tem tomada para uma televisão, nem para esquentar água para um café. A cela é fria, úmida e não bate sol. O pátio de receber visitas é um brete, pior que um canil. Não pega um raio de sol e não tem como caminhar", diz. "Estou ficando doente, tenho dores de cabeça diariamente, tenho dor na coluna por causa do colchão, que é um pedaço de espuma. Tenho dores no corpo de tanto frio, por falta de movimentação. Minha pele está descamando, meus cabelos caindo e não durmo nem cinco horas por dia", afirma Graciele.

A carta foi analisada pelo juiz da Comarca de Três Passos, Marcos Luís Agostini, responsável pelo processo. O magistrado não se convenceu com os argumentos de Graciele e negou o pedido de transferência.

O psiquiatra forense Rogério Cardoso também analisou o documento. "O sistema penitenciário tem caracterísitcas. Mulheres que matam crianças são muito mal vistas, rachaçadas, criticadas e consideradas 'da pior espécie'. Ela está em um presídio feminino onde muitas são mães ou serão mães", observa.

O advogado da avó de Bernardo Boldrini, Marlon Taborda, entende que a carta se trata de uma estratégia de defesa para tentar transferir a madrasta. "Nos chama a atenção as queixas que a redatora da carta faz. Ela se faz de vítima, inverte os valores. É um sentimento que não teve com o próprio menino", diz Taborda.

O advogado que defende Graciele, Vanderlei Pompeo de Mattos, não quis se manifestar e disse não ter conhecimento da carta.

Policia

Quadrilha do "falso frete": Polícia Civil prende suspeitos de roubar caminhão e manter casal

Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.

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3 de junho de 2026

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A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.

Casal foi atraído por falso serviço de frete

De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.

Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.

As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.

Caminhão foi levado para a fronteira

Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.

Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.

Suspeitos confessaram participação

As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.

Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.

As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.

Veículo utilizado pelos criminosos foi apreendido

Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.

A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.

Investigações continuam

Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.

A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.

Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.

Policia

Mulher é agredida pelo companheiro e foge para casa de filho em Coxim

Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço

Mulher é agredida pelo companheiro e foge para casa de filho em Coxim

3 de junho de 2026

Mulher é agredida pelo companheiro e foge para casa de filho em Coxim

 

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Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.

Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.

Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.

A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.

Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.