quinta, 04 de junho, 2026
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Quatro dias após decisão favorável do ministro Marco Aurélio pelo retorno de Jamil Name para Campo Grande, o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) se manifestou na tentativa de barrar a transferência do preso. O empresário, que está custodiado no Presídio Federal de Mossoró (RN), havia conseguido junto ao STF (Supremo Tribunal Federal) o retorno ao Centro de Triagem em Campo Grande, presídio de segurança média.
Na peça, encaminhada ao juiz de Direito da 1ª Vara de Execução Penal de Campo Grande, o MPMS requer a inclusão de Name no Sistema Penitenciário Federal em RDD (Regime Disciplinar Diferenciado). Isso tudo alegando fatos novos que no entendimento do órgão deveriam barrar o habeas corpus.
Na peça, as promotoras afirmam que, mesmo recolhido no presídio federal, Jamil Name teria cometido delitos graves, como as ordens de assassinato encontradas em um papel higiênico naquela unidade. O fato foi o que desencadeou a segunda fase da Operação Omertà, em fevereiro deste ano, e também levou à terceira fase, deflagrada no dia 18 de junho.
lém disso, o MPMS elenca os fatos já apresentados acerca das investigações e como funcionaria a estrutura da chamada por eles organização criminosa, que seria chefiada pelo empresário e o filho. Após as prisões, foi relembrado que com Jesus Euzébio, conhecido como Nego Bel, foram encontrados celulares com vídeos, onde era negociada compra de armamento de grosso calibre. Com isso, a acusação afirma que o Sistema Penitenciário Estadual não consegue impedir a prática de novos crimes.
Quanto aos fatos novos, é apresentada, entre outras, a ordenação de morte a agentes públicos de Campo Grande. A defesa chegou a alegar que mesmo a alegação dos fatos novos não podem superar a decisão da
liminar dada em habeas corpus no STF. Também foi pontuado que sobre o que estaria escrito no papel higiênico recolhido no presídio, poderia se tratar de ordenações feitas por Jamil Name Filho, por uma possível confusão de nomes.
Inclusive a defesa afirma que as ameaças às autoridades não fazem sentido. O juiz Mário José Esbalqueiro pontuou, quanto aos fatos novos apresentados, que ainda existem investigações policiais em curso, bem como a deflagração da terceira fase da Omertà, ocorrida um dia antes da decisão.
Para o juiz, as anotações recolhidas têm riqueza de detalhes, nomes de parentes e advogados de Name. Tais fatos novos ainda não foram apreciados pelo Judiciário e, pelo entendimento do magistrado, atendendo a preocupação da saúde do preso, “que certamente será melhor atendido no Sistema Penitenciário Federal”, mas também possibilitando proximidade familiar, seria cabível que Name retornasse ao Presídio Federal em Campo Grande.
Foi então determinada a inclusão do preso em RDD, em presídio federal a ser decidido pelo Depen (Departamento Penitenciário Nacional). A decisão do dia 19 foi repassada ao STF, que ainda na segunda-feira (22) teve novas movimentações quanto da apreciação do pedido de habeas corpus. No fim da tarde foi incluída nova petição.
Com tudo isso, apesar dos pedidos da defesa, Name segue no presídio em Mossoró, de onde participa via videoconferência das novas audiências sobre o homicídio de Matheus Coutinho Xavier. Este é o primeiro processo do âmbito da Omertà e ocorre nesta terça-feira (23) o interrogatório dos réus.
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.