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Jamilzinho, ex-guardas e policiais são condenados por organização criminosa

PF foi absolvido por prova ilegal, enquanto MP não provou participação de outros cinco guardas.

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20 de julho de 2022

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Campo Grande News, Aline dos Santos

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Nova sentença da operação Omertá condenou Jamil Name Filho, dois ex-guardas municipais e três policiais civis por organização criminosa armada.

“No caso dos acusados Marcelo Rios, Jamil Name Filho, Rafael Antunes Vieira, Vladenilson Daniel Olmedo, Frederico Maldonado Arruda e Elvis Elir Camargo Lima, ainda que não haja prova classificada como sendo direta, o somatório de provas indiretas (que possuem, quando concatenadas entre si, força probante suficiente para embasar um decreto condenatório) neste caso indicam, além de qualquer dúvida razoável, que os acusados se encontravam vinculados, de forma estável e permanente, entre si, para as práticas delitivas de extorsão, homicídios, violação de sigilo funcional e delitos relacionados à utilização de arma”, aponta o juiz da 1ª Vara Criminal de Campo Grande, Roberto Ferreira de Filho.

Na decisão, o magistrado absolveu o policial federal Everaldo Monteiro de Assis por nulidade na apreensão do “pen-drive rosa”, feita pela Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assalto e Sequestros (Garras). 

O processo nasceu com 21 réus, todos denunciados por organização criminosa, além de, individualmente, por outras condutas criminosas: extorsão, tráfico de armas de fogo, constituição de milícia privada, corrupção ativa e corrupção passiva.

Jamil Name Filho, o Jamilzinho, foi condenado a seis anos de prisão, em regime inicial fechado. Ele foi preso em 2019 e está na penitenciária federal de Mossoró (Rio Grande do Norte).

“Em face da acentuadíssima culpabilidade da conduta do acusado, que exercia inclusive o comando da ORCRIM [Organização criminosa], e da fixação de pena em patamar superior a 4 (quatro) anos, estabeleço o regime fechado para o início do cumprimento da reprimenda”. 

A mesma condenação de cinco anos e quatro meses foi imposta ao ex-guarda Rafael Antunes Vieira , ao policial civil aposentado Vladenilson Daniel Olmedo e aos policiais civis afastados Elvis Elir Camargo Lima e Frederico Maldonado Arruda. Dos condenados, só Elvis Elir poderá recorrer em liberdade.

Pen-drive ilegal – O juiz Roberto Ferreira Filho absolveu o policial federal Everaldo Monteiro de Assis por nulidade de prova, no caso, um pen-drive rosa apreendido junto com o arsenal. O dispositivo foi acessado na delegacia, sem ordem judicial.

O conteúdo mostrou que a senha do policial federal foi usada para pesquisa de dados pessoais de produtor rural. Quando a informação foi revelada, Everaldo contou que o pen-drive foi furtado do carro de sua esposa, quando saiu para comprar empadas de camarão em um boteco próximo à Avenida Calógeras, numa manhã de sábado. Para o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), a explicação era risível e pueril.

Contudo, a prova foi considerada ilegal. “Portanto, diante do reconhecimento da nulidade do acesso aos dados contidos no pen drive Krosselegance de cor rosa, relatório colacionado às fls. 479/494 e fls. 609/632, as provas produzidas em face de Everaldo Monteiro de Assis devem ser declaradas nulas, já que se tratam de provas ilícitas”.

O magistrado destaca que a função da autoridade policial era de realizar a apreensão, representar pela quebra de sigilo dos dados e, apenas após a decisão judicial neste sentido, encaminhar o dispositivo eletrônico para perícia pelo instituto estatal. 

“A situação é ainda mais grave considerando que o acesso e possível manuseio ao conteúdo do dispositivo ocorreu na delegacia, antes mesmo do acesso dos peritos oficiais do instituto de criminalística, violando completamente a cadeia de custódia”.

Absolvidos – A Justiça absolveu Alcinei Arantes da Silva (ex-guarda civil metropolitano), Andrison Correia (militar reformado do Exército), Eltom Pedro de Almeida (contador), Eronaldo Vieira da Silva (ex-guarda), Euzébio de Jesus Araújo (conhecido como Nego Bel e segurança dos Names), Flávio Narciso Morais da Silva (segurança), Igor Cunha de Souza (ex-guarda), Luís Fernando da Fonseca (cuidador de cavalos), Márcio Cavalcanti da Silva (policial civil), Rafael Carmo Peixoto Ribeiro (ex-guarda) e Robert Vitor Kopetski (ex-guarda).

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), os guardas teriam sido contratados em razão do cago,  possuindo porte de arma de fogo e conhecimento tático para a segurança da residência.

Segundo o juiz, nenhuma prática ilícita foi confirmada. “O fato de trabalharem na casa de Jamil Name, independentemente da função, se como vigias, seguranças, serviços gerais ou motoristas não é suficiente para cravar que estariam vinculados à organização criminosa existente”.

“Foi feita a Justiça, uma vez que prevaleceu a verdade. Estamos pedindo a retirada da tornozeleira eletrônica de Igor, Peixoto e Eronaldo. Vamos ingressar com ações para o retorno deles a Guarda Civil Metropolitana”, afirma o advogado Márcio Almeida.

“A gente tinha certeza da absolvição. As provas foram colhidas de forma irregular. Tudo começou em 19 de maio de 2019 com a apreensão do pen-drive que supostamente foi encontrado em caixa com armamento pesado. Não havia prova de que foi encontrado naquele local, deve ter sido plantado no ambiente. Foi trabalho porco e mal feito da polícia”, afirma Odilon Oliveira, que atua na defesa de Everaldo. Segundo Oliveira, o policial deve processar o Estado por danos morais.

A defesa de Jamil Name Filho vai recorrer da decisão. "Vou estudar a sentença e recorrer ao Tribunal porque a defesa discorda visceralmente da sentença condenatória em questão! Em nosso modesto pensar Jamil Name Filho teria que ser absolvido", afirma o advogado Luiz Gustavo Bataglin Maciel.

Policia

Quadrilha do "falso frete": Polícia Civil prende suspeitos de roubar caminhão e manter casal

Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.

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3 de junho de 2026

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A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.

Casal foi atraído por falso serviço de frete

De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.

Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.

As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.

Caminhão foi levado para a fronteira

Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.

Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.

Suspeitos confessaram participação

As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.

Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.

As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.

Veículo utilizado pelos criminosos foi apreendido

Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.

A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.

Investigações continuam

Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.

A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.

Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.

Policia

Mulher é agredida pelo companheiro e foge para casa de filho em Coxim

Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço

Mulher é agredida pelo companheiro e foge para casa de filho em Coxim

3 de junho de 2026

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Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.

Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.

Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.

A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.

Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.