quinta, 04 de junho, 2026
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A mulher de 60 anos suspeita de comandar as sessões de tortura do menino de 4 anos viajava semanalmente de Aquidauana (MS) a Campo Grande para os rituais de magia negra. A rotina da idosa, que é avó adotiva da criança, foi descoberta nesta quarta-feira (2) durante acareação entre ela e outros dois apontados pela polícia como envolvidos no crime.
“Nossa investigação aponta que ele vinha com frequência, desde setembro do ano anterior, para realizar estes rituais. A mulher negou a sua participação efetiva, tanto ontem quando foi presa como nesta manhã. No entanto, o depoimento dos outros três envolvidos prevaleceu sobre a versão dela”, afirmou o delegado Paulo Sérgio Lauretto, titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).
Além de ouvir a idosa, o suspeito de 46 anos e o jovem de 18 anos, o delegado ainda leu para os três trechos do depoimento da suspeita de 31 anos. Ela está presa em Corumbá, porém também apontou a sua mãe como mentora dos crimes e como a pessoa quem a ensinou a realizar os rituais.
“Enquanto os outros dois falavam, a mulher balançava a cabeça e os chamava de mentirosos. Ela demonstra calma a todo momento, com fala articulada e fria. Em sua primeira oitiva, a idosa alegou ter visto o menino apenas uma única vez, em novembro de 2015. Após isso, questionada novamente, ela informou outro mês”, comentou o delegado.
Sobre a participação no crime, o pedreiro afirmou que não agrediu o menino e que a esposa foi induzida pela mãe a praticar o crime. “Não maltratava ele porque era bendizer o meu filho. Nunca bati nele nem o queimei com cigarro e coisas do tipo. Eu saía de casa às 6h para trabalhar e retornava às 18h, então nem sabia o que acontecia lá”, comentou.
Ele também disse estar muito arrependido por não ter denunciado a sogra. “Ela vinha de Aquidauana sempre e um dia chegou dizendo que a filha dele participaria de rituais de magia branca, apenas com orações. Mas, de repente, ela foi para o outro lado. Só me sinto culpado de não denunciá-la antes”, disse o pedreiro.
Já o jovem de 18 anos ressaltou novamente que a idosa é a mentora de todos estes crimes. “Era ela quem fazia tudo e tem que ser julgada por isso. Eu estava trabalhando, em Aquidauana e ela é a mentora de tudo o que aconteceu com este menino”, explicou o suspeito.
Prisões
A idosa foi presa na terça-feira (1º), em Aquidauana, a 131 quilômetros de Campo Grande. Além dela, os tios-avós, que tinham a guarda judicial do menino, e um primo de 18 anos estão presos. Os três confessaram o crime, alegando que agiam sob influência de uma entidade espiritual.
O casal afirmou que agredia a criança em situações fora dos rituais de magia negra. Os nomes dos tios-avós não serão divulgados nesta reportagem para garantir os direitos de proteção da criança.
Alta médica
O menino deve receber alta até o próximo domingo (6), segundo a Santa Casa de Campo Grande, e voltará para uma instituição de acolhimento, de acordo com a conselheira tutelar Cassandra Szuberski.
Investigação
Além dos quatro presos foram ouvidos as duas filhas biológicas do casal suspeito e a vítima. As filhas do casal afirmaram para a polícia que o menino era "super apegado" com a suspeita, mãe delas.
Família
O homem preso é irmão da avó paterna biológica do menino. Ele e a esposa teriam sido os familiares mais próximos interessados na guarda da criança, depois que a avó paterna devolveu a criança à Justiça alegando que não tinha condições de cuidá-la.
Segundo a polícia, os pais biológicos do menino são usuários de droga e o abandonaram. Em depoimento, a tia-avó contou que quis adotar a criança com intenção de utilizá-la em rituais de sacrifício.
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.