quinta, 04 de junho, 2026
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Polícia
Em audiência, Caio prestou depoimento por videoconferência e a versão foi aproveitada durante o julgamento para que a vítima não precisasse novamente contar sua versão dos fatos.
17 de setembro de 2024
(CGNews)
Apesar de não comparecer ao julgamento no último dia 6 de setembro, José Alexandre Trindade Neto, de 27 anos, foi condenado a 12 anos de prisão por tentar matar o cabeleireiro Caio Henrique da Cruz Lopes. O crime aconteceu na madrugada do dia 10 de janeiro de 2017 na Praça Ramez Tebet, em Três Lagoas.
De acordo com a denúncia, Caio estava na praça com alguns amigos e decidiu ir ao banheiro momento em que foi abordado por José, acompanhado por um homem não identificado, que pediu o isqueiro emprestado. A vítima pediu o objeto de volta e, sem motivos aparentes, acabou sendo espancada com chutes e socos.
Em seguida, Caio foi arrastado pelos pés e foi ameaçado por José que ainda o ofendeu por ser homossexual. Eles novamente entraram em luta corporal e foi novamente agredida com pauladas e capacitadas. A vítima se fingiu de morta e algumas pessoas em situação de rua começaram a gritar para que os agressores parassem.
A dupla foi embora levando a motocicleta da vítima que foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em estado grave. Caio, na época, afirmou que acreditava ter sido agredido por ser homossexual. Eles foram denunciados pela tentativa de homicídio qualificada e por ameaça.
Em audiência, Caio prestou depoimento por videoconferência e a versão foi aproveitada durante o julgamento para que a vítima não precisasse novamente contar sua versão dos fatos. Na ocasião, ele relatou que no dia do crime ele não foi ameaçado, mas sim induzido pelos homens que pediram o isqueiro e depois o chamaram para ir até o outro lado do local e acabou sendo espancado pelo amigo de José.
“Emprestei o isqueiro na praça de bom grado e depois eles me chamaram para o outro lado onde fica o pessoal usando droga. Eu parei no portão e gritei para ele devolver o isqueiro, mas ele me chamou para ir até o fundo e eu na inocência fui”, disse o cabeleireiro.
Ao ser questionado sobre o que aconteceu depois, Caio começou a chorar e afirmou que ouviu os homens perguntando se ele estava com dinheiro ou carteira, em seguida, começaram a procurar a chave da motocicleta que estava pendurada no pescoço dele.
“Eles então foram me batendo até eu desmaiar. O outro disse tem um pedaço de concreto aqui, depois que a gente matar a gente enterra. Foi onde começou a tortura. O amigo do José mandou ele distorcer minha cara para que eu não fosse reconhecido e então começaram novamente a me espancar e só pararam quando eles descobriram que a chave estava no meu pescoço”, relatou Caio.
Muito emocionado, ele contou que os homens decidiram enterrá-lo e começaram a jogar concreto por cima dele. “Eu falei para eles pararem de me bater que todo mundo me conhecia e minha irmã, mas eu desmaiava o tempo todo porque era muita porrada. Eles bateram com o concreto na minha cabeça”, detalhou aos prantos. O depoimento durou cerca de 15 minutos.
José foi reconhecido pela própria vítima durante uma acareação. Ele não compareceu ao júri e respondia ao processo em liberdade. Por maioria de votos, o Conselho de Sentença decidiu por condená-lo. Com isso, o juiz Rodrigo Pedrini Marcos o sentenciou a 12 anos, dez meses e cinco dias de prisão em regime fechado.
No entanto, como o acusado já estava solto, determinou que ele recorra da sentença em liberdade. O julgamento durou quase 4 horas. O outro envolvido não foi identificado.
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.