domingo, 28 de junho, 2026
(67) 99983-4015
Na noite de domingo (9), um homem de 20 anos foi preso no bairro Residencial Pelicano, em Dourados. Ele é acusado de invadir uma residência e ameaçar uma mulher e seu bebê recém-nascido com uma faca. A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar.
A vítima dormia na companhia do filho, quando acordou ao perceber que um homem havia entrado no quarto e retirava a coberta que a cobria.
O suspeito estava armado com uma faca de aproximadamente 30 centímetros, que apontava em direção à mulher e à criança.
Em pânico, a vítima reagiu com um espeto de churrasco que estava próximo, conseguindo afastar o invasor. O homem fugiu pela janela, pulou o muro e acabou sofrendo ferimentos durante a fuga.
A Polícia Militar foi acionada e, após ouvir a vítima e realizar buscas pela região, localizou o suspeito sentado à margem da via pública. Ele foi reconhecido pela mulher e preso em flagrante.
Com ele, os policiais encontraram a faca usada na tentativa de agressão. O homem foi encaminhado para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) de Dourados, onde foi autuado por violação de domicílio e ameaça com emprego de arma branca.
Midiamax
Polícia
Ao todo, foram retirados de circulação 1.985 quilos da droga; um dos veículos utilizados no transporte tinha registro de roubo no Espírito Santo.
27 de junho de 2026
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 1.985 quilos de maconha nesta última sexta-feira (26), em duas ocorrências registradas nos municípios de Sidrolândia e Maracaju.
As apreensões ocorreram durante fiscalizações realizadas pela corporação e resultaram na retirada de quase duas toneladas de droga de circulação.
Na primeira ocorrência, em Sidrolândia, os policiais localizaram um Fiat Uno abandonado em meio à vegetação às margens da rodovia.
Durante a vistoria no veículo, foram encontrados 897 quilos de maconha. Nenhum suspeito foi localizado no local.
Já em Maracaju, os policiais deram ordem de parada ao condutor de um VW/T-Cross, que desobedeceu à determinação e iniciou fuga.
A equipe realizou acompanhamento tático até que o motorista parou o veículo e foi detido.
No interior do automóvel, os policiais encontraram 1.088 quilos de maconha. Durante as verificações, a PRF também constatou que o VW/T-Cross possuía registro de roubo/furto na cidade de Vitória, no Espírito Santo.

(Foto: Divulgação PRF)
A droga apreendida, os veículos e o suspeito detido foram encaminhados às Polícias Judiciárias locais, que darão continuidade às investigações sobre os casos.
Polícia
Ação conjunta da Sefaz e Vigilância Sanitária Estadual encontrou canetas emagrecedoras, medicamentos sem autorização e 129 cigarros eletrônicos.
26 de junho de 2026
Uma operação conjunta da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e da Coordenadoria de Vigilância Sanitária Estadual (CVISA) resultou, nesta quinta-feira (25), na apreensão de 2.225 ampolas e canetas emagrecedoras irregulares, além de 129 dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs), conhecidos como cigarros eletrônicos ou vapes, em uma transportadora de Campo Grande.
A ação foi desencadeada após a Sefaz identificar diversas embalagens unitárias suspeitas e acionar a Vigilância Sanitária Estadual para fiscalização. De acordo com a equipe técnica, embora não se tratasse de um único grande carregamento, o volume apreendido foi considerado extremamente expressivo.
As encomendas estavam distribuídas em diversos volumes individuais, em dinâmica semelhante à observada nos serviços postais. Segundo a Vigilância Sanitária, a quantidade apreendida nesta operação equivale ao volume normalmente encontrado em aproximadamente um mês de fiscalizações realizadas em remessas postais.
Entre os produtos apreendidos estão medicamentos injetáveis, canetas emagrecedoras supostamente contendo substâncias como tirzepatida e retatrutida, além de outros produtos sujeitos à vigilância sanitária comercializados irregularmente.
Na semana passada, a Vigilância Sanitária Estadual já havia realizado a incineração de mais de 20 mil unidades de emagrecedores e outros medicamentos irregulares em Dourados.
Entre os itens apreendidos nesta operação também foram encontrados produtos contendo ácido hialurônico, peptídeos, toxina botulínica e suplementos alimentares comercializados de forma irregular.

(Foto: Divulgação SES)
Além da apreensão dos produtos, a transportadora responderá administrativamente perante a Vigilância Sanitária Estadual.
Conforme o artigo 329 do Código Sanitário Estadual, a responsabilidade pela infração é imputável a quem lhe deu causa ou para ela concorreu. Nesse contexto, a empresa será autuada por não possuir mecanismos internos eficazes para identificar e impedir o transporte de mercadorias ilegais, uma vez que a irregularidade foi inicialmente detectada pela Sefaz.
O fiscal de Vigilância Sanitária e responsável pela área jurídica da Vigilância Sanitária Estadual, Matheus Pirolo, afirmou que a identificação das irregularidades pela Secretaria de Fazenda evidencia a necessidade de fortalecimento dos mecanismos internos de controle por parte das transportadoras.
"A descoberta não ocorreu por mecanismos próprios da transportadora, mas sim a partir da atuação da Secretaria de Fazenda. Isso demonstra a necessidade de aprimoramento dos controles internos para impedir a circulação econômica de produtos irregulares."
A fiscalização também apreendeu 129 dispositivos eletrônicos para fumar, incluindo cigarros eletrônicos descartáveis e essências líquidas.
A fabricação, importação, comercialização, distribuição, armazenamento, transporte e propaganda desses produtos permanecem proibidos no Brasil, conforme estabelece a RDC nº 855/2024 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Embora o uso ao ar livre não seja expressamente proibido, a legislação federal veda a utilização desses dispositivos em ambientes fechados ou parcialmente fechados de acesso coletivo.
Com as apreensões realizadas nesta operação, o número de itens fumígenos irregulares retirados de circulação no âmbito da Operação Visa Protege já ultrapassa 500 unidades.
Segundo Matheus Pirolo, as irregularidades identificadas não se resumem à ausência de registro sanitário.
"As regras de registro sanitário não são meramente burocráticas. O registro de um medicamento é resultado de análises técnicas e científicas que avaliam aspectos como toxicidade, eficácia, segurança e compatibilidade daquele produto com determinada população."
O fiscal destacou ainda que alguns dos produtos apreendidos não possuem autorização sanitária nem mesmo em seus países de origem e ressaltou que o Brasil possui um dos sistemas regulatórios mais rigorosos da América Latina.
Pirolo também afirmou que, ainda que os medicamentos fossem regularmente registrados pela Anvisa, eles seriam apreendidos caso estivessem sendo comercializados em desacordo com as normas sanitárias, que exigem protocolos específicos de armazenamento, transporte, dispensação e comercialização.
Segundo ele, as irregularidades constatadas podem extrapolar a legislação sanitária, alcançando normas criminais, consumeristas, aduaneiras, tributárias e de propriedade intelectual.
Diante da situação de flagrante ilegalidade, os produtos apreendidos estão sujeitos à inutilização sumária e imediata, conforme previsto no Código Sanitário Estadual.
A representante da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia em Mato Grosso do Sul, a endocrinologista Bianca Paraguassu, alertou que a compra de medicamentos fora dos canais autorizados pode trazer graves consequências à saúde.
"O primeiro e maior risco é a ausência total de controle de qualidade. Muitos desses medicamentos são produtos biológicos e exigem condições específicas de armazenamento e transporte."
Segundo a especialista, medicamentos falsificados ou de procedência desconhecida podem conter substâncias diferentes das informadas na embalagem e provocar reações graves.
Ela ressaltou ainda que mesmo medicamentos originais exigem acompanhamento médico especializado para monitoramento dos efeitos adversos e ajuste adequado das doses.
"Sem orientação médica, o paciente pode desenvolver náuseas intensas, vômitos, desidratação e aumentar o risco de complicações como pancreatite, problemas na vesícula e lesões renais."
A endocrinologista reforçou que o tratamento da obesidade deve ser individualizado e acompanhado por profissionais habilitados, destacando que a medicação não substitui o cuidado integral com a saúde.
Denúncias relacionadas à comercialização irregular de medicamentos, cigarros eletrônicos e demais produtos sujeitos à vigilância sanitária podem ser registradas por meio da Ouvidoria Nacional do SUS, pelo telefone 136.