quinta, 04 de junho, 2026
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Foragido há três meses, o autor do feminicídio e ex-marido da professora Telma Ferreira Raberto, de 44 anos,
Jadir Souza da Silva, de 54, acusado de matar a ex-esposa, professora Telma Ferrira Roberto, 44 anos, completa três foragido. Ele tentou transferir os bens dela, como carro, motocicleta e casas, antes de executar a esposa a pauladas.
Ele matou a mulher no quintal da casa onde os dois moravam, com os filhos filhos de 9 e 17 anos. De acordo com o site MS Negócios, o adolescente de 17 anos, filho do casal, afirma que o pai não aceitava a separação e havia planejado a morte da mãe.
O jovem afirma que não estava na casa, quando o feminicídio aconteceu, no dia 10 de maio. Ele trabalha em uma pizzaria, e na residência estava seu irmão de apenas 9 anos, que presenciou a conversa dos pais pela casa e chamou a vizinha após escutar barulhos no quintal .
Telma foi encontrada morta pelos vizinhos. O mais novo contou ao irmão mais velho detalhes sobre o dia do crime. Ao longo desses três meses, ele foi reconstruindo a morte da mãe em sua memória, pelas palavras do irmão.
O portão da residência costumava ficar aberto para que o adolescente entrasse após o serviço, e era ele quem o fechava. Contudo, naquele sábado, Jadir teria fechado o acesso, para que Telma não saísse da casa.
Ele destaca que os desentendimentos familiares eram constantes, uma vez que a mãe teria descoberto traições de Jadir, com mais de uma mulher.
O filho do casal relata que eles não dormiam mais na mesma cama e Telma estava decidida a se separar.
Na semana anterior ao crime, o adolescente diz ter acompanhado a mãe até uma agência bancária da cidade, após o pai tê-la pedido para assinar alguns documentos. Ao chegarem no banco, o jovem estranhou a atendente ter questionado se Telma tinha certeza de que deveria assinar os documentos, uma vez que estaria escrito que os bens materiais da família – as duas casas, um carro e uma motocicleta seriam transferidas para Jadir.
“Minha mãe não falou nada, voltou para casa e em seguida foi para fazenda passar o final de semana, onde mora minha avó. Ela foi na sexta-feira (9) e retornou no sábado (10) à tarde. Eu estava trabalhando na pizzaria, que fica a poucas quadras de casa. Foi a última vez que vi minha mãe”, lamenta o garoto.
Jadir teria pegado um bastão de madeira do porta malas do carro da família, dado a primeira pancada na cabeça de Telma, o que teria feito a professora ficar desorientada. O filho relata que ficou sabendo pelo irmão mais novo, que a mãe tentou caminhar até o portão, mas estava fechado.
“Meu irmão ficou em choque, porque não estava entendendo nada. Meu pai tentou colocar ele no quarto, mas não tem chave. A vizinha pediu várias vezes para abrir o portão, e depois ele [Jadir] foi lá na frente e disse que não era nada e que “já estava tudo resolvido”, então ela [a vizinha] foi embora”, relata
O garoto detalhou que o quintal da residência é um espaço coberto por areia e sem iluminação, e que, nas palavras do irmão, as pancadas que Jadir deu em Telma tinham o mesmo som “de alguém cortando lenha nos fundos de casa”. A vizinha ainda teria ouvido, logo na sequência, barulhos do carro saindo da garagem, e achou que era Telma indo embora após uma discussão.
“Foi nessa hora que ele [Jadir] fugiu e meu irmão foi correndo na casa da vizinha falando “meu pai matou minha mãe”. Ela ficou sem reação ao encontrar minha mãe no chão”, afirma. Como a maioria dos autores de violência doméstica, o filho afirma que Jadir era uma pessoa sociável, que se dava bem com todos da família e não aparentava ser agressivo. “Fazíamos churrasco todo fim de semana em casa”, lembra.
Ainda segundo o adolescente, Jadir tinha duas armas em casa, uma pistola e um revólver calibre 12. O assentamento onde a Polícia Civil fez uma operação após receber denúncia anônima de que o assassino estaria escondido, seria de um fazendeiro amigo da família. “A fazenda era do melhor amigo dele, ele vivia trabalhando lá e conhecia a região. Eu acredito que o motivo [do assassinato] foi a suposição de que ela estaria traindo ele”, finaliza o filho.
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.