quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
Os primeiros 30 dias de 2022 foram marcados pelas mortes brutais de 5 mulheres em Mato Grosso do Sul. O número já é mais que o dobro comparado com mesmo período em 2021, em que foram registrados 2 feminicídios. Com idades que vão de 15 a 103 anos, elas foram vítimas de companheiros ou pessoas com quem conviviam e apenas um dos autores segue foragido.
A primeira vítima de feminicídio neste ano foi Mariana de Lima Costa, de 29 anos, assassinada pelo marido Jonas Ferreira Rocha, 49 anos, em Anastácio, no dia 15 de janeiro. Mariana tinha reconciliado com o autor do crime dias antes de ser cruelmente assassinada. A Polícia Civil apurou que Jonas matou a esposa com golpes do cabo de um machado.
Após o feminicídio, ele deixou a residência e a mulher só foi encontrada dias depois, morta na cama, após os vizinhos perceberem o cheiro forte que vinha do local. Jonas foi detido e teve a prisão preventiva decretada. Ele já tinha passagens pela polícia, por maus-tratos contra os filhos da vítima, de 13 e 15 anos.
Já na madrugada do dia 16 de janeiro, Paulina Rodrigues, de 103 anos, foi assassinada em Tacuru pelo ex-genro, Cícero Souza, de 91 anos. A curadora da vítima a encontrou morta em casa por volta das 6 horas, após estranhar que a vítima ainda não tinha acordado. Paulina estava na cama e tinha vários ferimentos pelo corpo.
O ex-genro foi preso em flagrante, com manchas de sangue nas roupas e nas unhas e também com arranhões pelo corpo, identificando uma possível luta com a vítima. Ele não quis se pronunciar no interrogatório e teve a prisão preventiva decretada, que cumpre em regime domiciliar.
Rose Paredes, de 39 anos, foi morta a facadas em Bandeirantes por Eduardo Gomes Rodrigues, de 53 anos. Ela estava desaparecida desde o dia 19 de janeiro e o corpo foi encontrado em uma fossa, no dia 22. O autor do crime, que morava com Rose e o marido dela, acabou preso dois dias depois.
Rose Paredes
A família da vítima relatou que ainda ligou para Eduardo para perguntar sobre o desaparecimento de Rose e ele agiu com frieza, dizendo que “não sabia de nada”. Foi identificado ainda que o criminoso estuprou Rose antes de assassinar a vítima com facadas no rosto. Eduardo também está preso preventivamente.
Em Campo Grande, Francielle Guimarães Alcântara, de 36 anos, foi vítima de tortura e cárcere privado por quase um mês, antes de ser assassinada pelo marido, Adailton Freixeira da Silva, de 46 anos, que está foragido. O crime foi descoberto após a vítima ser encontrada morta em casa e um laudo médico inicial apontar morte natural.
Os ferimentos no corpo da vítima não eram compatíveis com uma morte natural e foi iniciada investigação. Eram constantes agressões e torturas sofridas pela vítima, que tinha ferimentos por todo corpo, unhas e dentes quebrados, cabelo cortado pelo marido e um ferimento ainda mais grave nas nádegas, que precisavam ser cobertas com bandagens.
Francielle Guimarães (esq.) com a filha
A princípio as agressões começaram após Adailton descobrir que Francielle teve um relacionamento extraconjugal, do qual, a princípio, teve um filho que hoje tem 1 ano e 8 meses. O acusado questionava a vítima sobre os motivos da traição e, a cada resposta que tentava dar, Francielle era levada ao quarto e torturada.
O marido ainda tentou simular um suicídio, dizendo ao filho de 17 anos que a mãe tinha tomado medicamentos. Ele saiu da casa após o feminicídio, fato que foi filmado pelas câmeras de segurança. As informações iniciais prestadas pelo adolescente acabaram induzindo ao erro o Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência). O caso segue em investigação.
Vítima mais recente, Vitoria Caroline de Oliveira Honorato, de apenas 15 anos, foi assassinada por esganadura pelo namorado Lucas da Silva Cordeiro, de 23 anos, que está preso. A jovem estava desaparecida desde a noite de terça-feira (25), quando teria ocorrido o feminicídio. A princípio, a motivação seria ciúmes.
Dois outros homens, de 39 e 60 anos, sendo o primeiro um vizinho que era conhecido da família e viu Caroline crescer, também foram presos pelo crime. Eles teriam ajudado Lucas a ocultar o cadáver da adolescente. Caroline foi morta em uma casa abandonada e teve o corpo levado até um brejo, onde foi encontrado neste sábado (29), já em avançado estado de decomposição.
Caroline Honorato, de 15 anos, também foi vítima de feminicídio este ano em MS
Violência doméstica: a quem recorrer
Além do telefone 180, Central de Atendimento à Mulher que é o canal para denúncia de violência doméstica, ou mesmo 190 para acionar a Polícia Militar, a vítima pode procurar a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher).
Em Campo Grande, fica localizada na Casa da Mulher Brasileira, no Jardim Imá. Nas cidades do interior também há delegacias especializadas, mas toda delegacia deve, ao menos, orientar a vítima. Caso a vítima prefira, pode registrar o caso pela internet.
É possível pelo site da Delegacia Virtual fazer o registro do boletim de ocorrência. Em Mato Grosso do Sul, o programa Não se Cale traz dados e divulgação sobre o enfrentamento da violência contra a mulher.
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.