quinta, 04 de junho, 2026
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Após 24hs, a delegada Silvia Elaine Girardi esclareceu ao Diário do Estado sobre a ação que acabou interditando a Clínica de Recuperação Abraçando Vidas, contando detalhes da operação e os próximos passos da Polícia frente ao caso. Ela frisou que a Polícia Civil de Coxim quer esclarecer a verdade e que seu papel juntamente com sua equipe de agentes e investigadores é fazer cumprir a lei. Ela também aproveitou a oportunidade para anunciar novidades no caso dos atentados à casa de uma família em Coxim cujo principal suspeito é o diretor da Clínica.
Como está o caso da clínica Abraçando Vidas?
Cumprimos um mandato de busca e apreensão da Clínica de Recuperação Abraçando Vidas e, nas primeiras horas da manhã de quarta-feira, já estávamos lá. Encontramos o portão como de costume, aberto, separamos os internos, conseguimos localizar o proprietário que estava dormindo, e a partir daí passamos a realizar buscas no local com intuito de encontrar coisas ilícitas. Foram localizados petrechos utilizados para uso de drogas, invólucros vazios de maconha e pasta base, latinhas usadas para consumo de entorpecentes, porção de maconha entre outros. Nós delegados solicitamos ao judiciário o mandato, mediante investigações que já estava caminhando, e esta busca e apreensão foi expedida mediante um dos inquéritos instaurados. Mas chegando lá, não localizamos armas, munições, mas uma situação crítica na padaria, muitos alimentos vencidos, aposentos em condições subumanas, internos bastante sujos, remédios espalhados por toda a Clínica. Os aspectos físicos não eram condizentes com a condição humana.
Quem responderá por tudo isso?
O responsável pelo local foi preso em flagrante delito, na data do dia 21, e foi atuado pelos crimes contra a saúde pública, artigo 278 do código penal. Ele também foi condenado por reter em seu poder cartões de benefício de pessoas idosas e de pessoas que recebem pelo INSS que estavam internadas. Através dos depoimentos, chegamos a essas conclusões, alguns outros crimes estão sendo investigados. A prisão do diretor foi devidamente comunicada ao juiz e ao promotor e ele permanecerá preso à disposição da justiça.
A Clínica estava apta para funcionar?
Não. A Clínica estava sem alvará, não possuía condições previstas pela legislação, pelo código sanitário municipal e estadual, não tinha condições para funcionamento. O município já tinha notificado o responsável que já foi autuado, pela Vigilância Sanitária, para que certas situações fossem devidamente corrigidas.
Qual o próximo passo da polícia?
Estamos aguardando a perícia que vai comprovar que os produtos são impróprios para o consumo, já temos os autos de infração sobre a medicação, estamos aguardando os laudos periciais para instruir nosso inquérito. Algumas pessoas já foram ouvidas, as demais foram encaminhadas para a assistência social do município. Fizemos um trabalho conjunto para a localização das famílias. Existiam na clínica pessoas que não poderiam estar no local, pois possuem capacidade reduzida, ou problema mental que foram devolvidas à família. Agora, estamos na posse dos documentos dos internos que serão periciados. Enfim, as investigações seguirão avaliando denúncias que não ficaram evidentes e que não foram feitas em flagrante.
Quando ouviram os ex-internos da Clínica, o que foi possível considerar nos depoimentos?
A maioria das pessoas não estavam satisfeitas com o local, muitos estavam ali sem alternativa, então para eles a situação era indiferente, mas ficou constatado a falta de higiene. A maioria deles reclamam que não recebiam seus benefícios, aposentadorias, e tinham que ir ao banco sacar e quando faziam isso, tinham que entregar todo o montante ao diretor da clínica. Alguns não tinham condições de falar, estavam nervosos, ansiosos pelo fato. As pessoas com capacidades reduzidas não foram ouvidas. Outras investigações mais detalhadas ocorrerão, ouvindo vizinhos para saber se alguma violência foi praticada, quais métodos eram utilizados no tratamento. Vamos tentar provar se os internos eram ou não dopados, mas essa questão ainda será apurada. A maioria deles se mostrou indignados com a situação que estavam vivendo.
Segundo depoimentos, o uso de drogas era permitido na Clínica?
Em tese não, pois era uma clínica de recuperação, mas encontramos além de drogas, que um dos internos assumiu ser de sua propriedade, vários recipientes com restante de bebida alcoólica do tipo pinga, então acreditamos que esta droga entrava no local. Não sabemos se era permitido, ou se era de conhecimento do responsável, uma vez que o local ficava sempre aberto, mas são questões em apuração.
Os cigarros que foram encontrados na Clínica têm procedência duvidosa?
Conforme averiguamos, foram localizados cigarros fabricados no Paraguai. Estamos tentando provar agora se estes cigarros eram ou não vendidos para os internos. O que nos chegou a priori é que havia um caderninho onde cada um retirava o cigarro e era feita uma anotação e isso era pago, mas não conseguimos materializar este fato. Este tipo de comércio de cigarro também caracteriza o crime de contrabando.
O diretor da clínica está colaborando com as investigações? Ele está nervoso, está sendo acompanhando pela família?
Ele foi interrogado na presença de dois advogados e ele se reservou no direito de ficar calado, dos outros fatos relacionados aos atentados, ele negou a autoria dos delitos e nega as ameaças. Sendo assim, permanecerá à disposição da justiça, neste caso com o flagrante delito e os outros continuarão em investigação.
Como está este trabalho frente à complexidade dos fatos que co-relaciona autores e crimes e esse enorme contexto a ser investigado?
O que falo é que a Polícia Civil está apenas realizando seu papel, estamos cumprindo nossa obrigação; a legislação. Então, é nosso dever fazer cumprir as leis, estou fazendo meu trabalho, assim também estão realizando nossos agentes. Preciso fazer um desabafo, pois estamos sofrendo várias criticas, as pessoas estão questionando por que a clínica fechou e por que não ajudamos a mantê-la aberta. Mas, isso não cabe a nós, não cabe a polícia, temos que cumprir as leis, acionamos a vigilância que fez seu trabalho brilhantemente através das enfermeiras, através dos outros fiscais quanto à parte da alimentação. A Prefeitura nos auxiliou muito neste aspecto, com transporte, a assistência acompanhou os internos, não os deixamos na rua, passamos a fazer trabalho coletivo para encontrar as famílias. Meus policiais e toda a equipe estamos sofrendo comentários pejorativos, ofensas e quanto a isso medidas estão sendo tomadas. O posicionamento de cada um tem que ter responsabilidade, ninguém pode ferir o direito de ninguém. Se ficar comprovado os desacatos, as medidas cabíveis serão tomadas. As pessoas que também se sentiram ofendidas quanto às entrevistas devem procurar seus direitos. Ninguém pode ter a vida exposta, tecer comentário à vida e ao trabalho ou da profissão de outras pessoas ao seu bel prazer. Por isso, temos o código penal e outras leis que amparam essas situações, sobre comentários na imprensa, redes sociais entre outras e cabe até indenização se comprovada.
Quanto ao caso dos atentados, houve avanço nas investigações?
Sim, tivemos um depoimento de uma pessoa que nos disse que estava arrependida. Esta estava envolvida no primeiro atentado e nos narrou pormenores qual a conduta no dia do fato. Esta pessoa segundo depoimento, fez tudo a mando do diretor da Clínica e no primeiro atentado jogou a bomba, e no segundo apenas participou narrando que o diretor teria realizado com suas próprias mãos o atentado à casa da família. Concluímos, portanto que os dois primeiros atentados são de autoria do diretor da clínica juntamente com a ajuda de outras pessoas.
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.