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Em pânico após morte de inocentes, população sonorense não quer sair de casa

Conforme comandante da PM, policiamento foi reforçado e infelizmente, briga na cidade é de "cachorro grande"

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18 de março de 2024

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CGN/PCS

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Assustada e em pânico. A cidade de Sonora, a 120 Km de Coxim e com 14,5 mil habitantes está perturbada com a guerra de facções que se instalou por lá e matou, na última sexta-feira, um jovem de 21 anos e um professor de Educação Física, de 49. Dois suspeitos já foram presos e ao que as investigações indicam até o momento, nem o estudante João Vitor Oliveira de Souza nem o docente, Jair Ferreira Jara eram alvos dos tiros que os mataram.

Presidente do Simted (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação de Sonora), ligado à Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação do Mato Grosso do Sul), Edna Maria Soares da Silva, de 62 anos, conta que a sensação é de medo, principalmente entre pais e mães que temem mais mortes em escolas ou locais frequentados pelos estudantes da cidade.

Em meio à população geral, Edna fala que também há o temor de sair de casa e ir até uma pizzaria ou praça. “A gente nunca sabe se algum alvo dessas facções vai estar por perto e a gente acaba ficando refém disso”, lamentou.

Segundo ela, existe até uma lista de nomes de quem deve ser assassinado e isso geram ainda mais pânico. “Sonora sempre foi uma cidade tranquila, calma. Desde que vim de Presidentes Prudente (SP) sempre foi tranquilo morar aqui. Mas de uns três ou quatro anos pra cá essa guerra de facções começou, dizem que é entre PCC e Comando Vermelho, estão aliciando nossos jovens e tem muita violência”, contou.

Segundo ela, como as opções de lazer ou capacitação são escassas na cidade, e os adolescentes se tornam alvos fáceis das dos grupos criminosos. Assim, obedecem os esses grupos ordenam e cometem os crimes.

“As gangues de Rondonópolis vieram pra cá e infelizmente nossos jovens acabam bebendo muito pela falta de opções e ainda vem o PCC prometendo mundos e fundos para eles, numa idade que eles não têm maturidade para ler as consequências das decisões e acabam se envolvendo mesmo. Os meninos se envolvem imaturamente sem saber o que vem amanhã”, relatou.

Os presos suspeitos dos assassinatos são João Pablo Kataguiri, de 18 anos, e Wanderson Ferreira Alves, de 26, suspeitos, ambos com passagens por tráfico de drogas.

Guerra de facções

Este último assassinato na cidade é o terceiro neste ano. Todos teriam sido motivados pela guerra das facções PCC e Comando Vermelho. Em 8 de janeiro, Ruan Henrique Lima, de 22 anos, conhecido como "Dom Juan" foi morto e exerceria papel de "apoio geral da cidade" para o PCC. Também chamado de “Lacoste", ele tinha 11 ocorrências criminais registradas em seu nome como furto, furto qualificado, porte ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas e receptação.

Já em 24 de janeiro, a vítima foi o dono de uma pizzaria na cidade que teria sido morto por engano e os assassinos estava atrás de um funcionário do local. Tiago Valdecir Sandrin, de 38 anos, recebeu diversos tiros e morreu no local. No mesmo dia, homem conhecido como “Sem Fronteiras”, foi morto neste domingo em confronto com a Polícia Militar durante as buscas pelo suspeitos de envolvimento na execução do empresário.

Segundo o comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar em Coxim, responsável pela área de Sonora, Adriano Rodrigues de Oliveira, que é tenente-coronel, informou que a o cenário atual é “briga de cachorro grande” e que desde sexta-feira, quando ocorreram as mortes do estudante e do professor, o policiamento aumentou para que a população se sinta mais segura.

“Dois inocentes perderam a vida, infelizmente, e então o comando reforçou a atuação com viaturas do Choque e do Bope, mas sabemos que essa briga de facções vai longe, é um problema que independe da nossa atuação, porque eles vão continuar brigando pelo controle em Sonora”, disse.

Segundo o comandante, a cidade está no meio do fogo cruzado porque “ali é uma intersecção de interesse dos dois grupos, é uma área de interesse comum, bem na divisa com Mato Grosso”, descreve. Há ainda previsão de operação futura na região, mas sem data marcada até o momento.

Policia

Quadrilha do "falso frete": Polícia Civil prende suspeitos de roubar caminhão e manter casal

Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.

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3 de junho de 2026

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A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.

Casal foi atraído por falso serviço de frete

De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.

Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.

As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.

Caminhão foi levado para a fronteira

Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.

Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.

Suspeitos confessaram participação

As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.

Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.

As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.

Veículo utilizado pelos criminosos foi apreendido

Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.

A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.

Investigações continuam

Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.

A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.

Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.

Policia

Mulher é agredida pelo companheiro e foge para casa de filho em Coxim

Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço

Mulher é agredida pelo companheiro e foge para casa de filho em Coxim

3 de junho de 2026

Mulher é agredida pelo companheiro e foge para casa de filho em Coxim

 

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Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.

Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.

Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.

A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.

Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.