quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) entrou como uma nova denúncia contra o 2º sargento da Polícia Militar Ricardo Campos Figueiredo por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O ex-agente de segurança já responde a processos por obstrução de justiça e porte ilegal de armas e agora é apontado como líder do grupo que dava suporte a contrabandistas de cigarros.
Esta nova ação é decorrente das investigações relativas à Operação Oiketicus, deflagrada em maio deste ano pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), que apurou delitos praticados por policiais militares do Estado que atuavam na chamada “Máfia dos Cigarreiros”, formada para dar suporte a contrabandistas de cigarros. Nas duas fases da Oiketicus, 29 policiais, entre praças e oficiais, foram presos.
Através de cruzamento de dados bancários e fiscais, o Ministério Público chegou à conclusão de que Ricardo Campos enriqueceu ilicitamente, tendo recebido R$ 500 mil em propinas. Para fazer a lavagem deste dinheiro, ele teria usado o nome de um dos filhos e de um amigo na aquisição de bens e na abertura de conta bancária. Em junho, 28 policias foram denunciados pelo Gaeco. Ricardo Campos Figueiredo tinha ficado de fora da lista, mas em ação assinada por cinco promotores de Justiça, entre eles quatro do Gaeco, em agosto, o 2º sargento é apontado como o líder da organização criminosa.
Essa condição é justificada pela sua proximidade com o “alto escalão do Poder Executivo”, tendo sido da segurança velada do governador Reinaldo Azambuja. O Gaeco diz que Ricardo Campos tinha posição destacada dentro da estrutura da organização criminosa, inclusive influenciando nomeações e transferências de colegas envolvidos no esquema.
De acordo com a denúncia, a Receita Federal constatou que Ricardo Campos apresentou mais de R$ 180 mil de patrimônio descoberto em 2015 proporcionado pela “corrupção sistemática” decorrida de sua participação na organização criminosa.
Foram registrados depósitos bancários de “somas elevadas” de dinheiro na conta bancária do ex-assessor de segurança do governador por pessoas diretamente ligadas com o contrabando de cigarros. Também foram detectados vários depósitos feitos mensalmente sem identificação do responsável.
Esta movimentação financeira é classificada como “totalmente incompatível”, além de gastos e padrão de vida que “refogem à realidade econômica” de um sargento da PM. Para maquiar essa situação, Ricardo Campos adotou providências para ocultar e dissimular a origem dos recursos ilegais, considerado como lavagem de dinheiro.
É usado como exemplo a compra de um Toyota Corolla XEI no valor de R$ 89.900, em novembro de 2015, com pagamento R$ 35.960 em espécie. Dinheiro que não saiu da conta bancária de Ricardo Campos, mas sim proveniente de corrução. Outro bem citado é a compra de uma chácara em nome de um dos filhos no valor de R$ 1,5 milhão.
Ao todo, o sargento Ricardo Campos teria recebido R$ 500 mil em propina e assim enriquecido ilicitamente por meio de corrupção, conforme a denúncia. Só em 2015, houve R$ 182.709,76 de acréscimo patrimonial sem origem declarada. Além da condenação pelos crimes de corrupção passiva, organização criminosa na condição de líder e lavagem de capitais, o Ministério Público pede que Ricardo Campos Figueiredo seja expulso da Polícia Militar.
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.