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na capital
A Justiça Federal de Campo Grande aceitou a ação penal contra o empresário Roberto Bigolin, 63 anos, dono do Grupo Bigolin, por citar ações judiciais inexistentes para sonegar tributos federais.
7 de março de 2018
O jacaré
A Justiça Federal de Campo Grande aceitou a ação penal contra o empresário Roberto Bigolin, 63 anos, dono do Grupo Bigolin, por citar ações judiciais inexistentes para sonegar tributos federais. Conforme apuração feita pela Receita Federal, ele deixou de pagar R$ 3,4 milhões entre 2012 e 2013.
A denúncia foi aceita pelo juiz Dalton Kita Conrado, titular da 5ª Vara Federal, no dia 31 de janeiro deste ano. É a segunda por crimes tributários contra o empresário. Ele é réu em outra ação que tem audiência marcada para 5 de maio deste ano.
Conforme a denúncia feita pela procuradora regional da República, Analícia Ortega Hartz, a Bigolin Materiais de Construção, com duas unidades na Capital, não recolheu PIS (Programa de Integração Social) e Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) por determinado período.
Para não recolher os tributos federais por três meses em 2012, conforme a denúncia, o empresário prestou informações falsas à Receita Federal. Ele alegou que havia liminar da Justiça Federal de Boa Vista (RR) o isentando do pagamento das contribuições. Só que a decisão judicial não existe.
Para justificar o não recolhimento do PIS e Cofins no primeiro semestre de 2013, Bigolin disse que tinha sido beneficiado pela antecipação de tutela da Justiça Federal de Recife (PE). No entanto, conforme a procuradoria, a empresa não era parte no processo.
O fisco apurou sonegação fiscal de R 3,464 milhões. Além de pagar o valor e multa, o empresário pode ser condenado a pena de dois a cinco anos de reclusão, de acordo com a denúncia.
Ele ainda não constituiu advogado para defendê-lo neste processo. O Jacaré não conseguiu localizar a sua defesa no outro processo, que teve a denúncia aceita pelo juiz federal em 16 de janeiro de 2015.
Grupo está
em recuperação
judicial
O Grupo Bigolin, que abrange cinco empresas, acumula dívida de R$ 54,7 milhões e está em recuperação judicial desde 16 de fevereiro de 2016. A empresa sentiu os efeitos da crise econômica, que reduziu os investimentos públicos em habitação.
Fundado há mais de seis décadas em Erechim (RS), a Bigolin chegou a Campo Grande com Roberto em 1982. Desde então, a empresa passou a contar com duas lojas.
Além da Bigolin Materiais de Construção, o grupo é proprietário da Ângulo, D & D, Casa Plena e Nara Rosa Empreendimentos Imobiliários.
No pedido de recuperação judicial, o grupo apontou a crise econômica, a queda brusca nos investimentos no programa Minha Casa Minha Vida e a alta carga tributária.
Antes de entrar com formalizar na Justiça, o grupo se dividiu em dois, com as unidades do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina ficando com a parte do Sul. A outra unidade ficou com as lojas de Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.