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Detenta denuncia estupro durante escolta em hospital em Campo Grande

Detenta de 23 anos que cumpre pena por tráfico de drogas denunciou policial penal por estupro enquanto esteve internada sob escolta na Santa Casa de Campo Grande, em junho, após tentativa de suicídio com medicação.

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15 de julho de 2022

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CGNews/LD

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Detenta de 23 anos que cumpre pena por tráfico de drogas denunciou policial penal por estupro enquanto esteve internada sob escolta na Santa Casa de Campo Grande, em junho, após tentativa de suicídio com medicação.

Ela registrou boletim de ocorrência esta semana e segundo a mãe dela, Sandra Regina dos Santos, depois disso, a filha está presa não mais em presídio, mas em cela de delegacia, onde não há nem mesmo colchão.

A jovem, Julia Domingas dos Santos Ferreira esteve internada na Santa Casa entre os dias 30 de maio e 15 de junho, mas só contou o fato à mãe em 8 de julho, em ligação por vídeo. Na ocasião, a mãe sentiu angústia na filha e a questionou sobre o que ocorria, até que ela contou. Ela disse que não havia relatado nada antes por medo.

Através de advogados, ela conseguiu permissão da Agepen (Agência Estadual do Sistema Penitenciário) para registrar o boletim de ocorrência, isso em 11 de julho.

Ela contou que ficava sonolenta quase todo tempo devido às medicações e que durante todo tempo de internação estava sob escolta de policiais militares e penais e em quarto isolado. Em determinado dia, a escolta era de responsabilidade da Polícia Penal e um deles desceu para o carro, conforme ela ouviu da conversa entre eles e outro ficou fazendo a guarda.

Nisso, o homem, identificado como Eduardo – mas Julia afirmou não saber se este é o nome real do rapaz – e que teria sinais de ter tido lábio leporino, aproximou-se dela e começou a conversar. Ele teria perguntado se em outra situação, fora do hospital, ela ficaria com ele, ao que ela respondeu positivamente. O policial então a questiona se ela ficaria com ele naquele momento, e ela responde que não sabia.

Pelos registros à polícia, ele então a beija e ela o retribui. As algemas que a prendiam na cama são retiradas pelo policial, que a leva para o banheiro e começa a agarrá-la. Ela diz a ele que não queria transar, mas ele a vira, coloca seu rosto contra parede, retira o uniforme hospitalar e consuma o ato, sem preservativo.

Depois disso, ele teria saído do banheiro enquanto ela se lavava na pia, recoloca as roupas e vai dormir. Que ao acordar ele não estava mais lá e que foi a única vez que o viu. A mãe disse à reportagem que a filha teria pedido pílula do dia seguinte ao hospital, mas não recebeu. Dias depois ela acabou menstruando normalmente.

Internação

A jovem deu entrada na Santa Casa em estado grave e chegou a ficar em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) depois de ingerir diversos medicamentos calmantes e contra depressão. No local, ela ainda foi identificada com pneumonia, que também foi tratada.

Ela saiu de lá em 20 de junho, conforme o advogado dela e acredita que o período do suposto crime teria sido entre 4 e 20 de junho. O caso foi relatado à Agepen, que a levou para fazer registro da ocorrência. Depois disso, ela não voltou mais ao Presídio Feminino Irmã Irma Zorzi, onde está presa desde o ano passado e é mantida em cela da 2ª Delegacia de Polícia em Campo Grande.

“Pra piorar, depois de tudo que já aconteceu, a deixaram lá, alegando que é pra segurança dela, mas não tem nem colchão, uma cobertinha de nada e ela toma remédio controlado. É absurdo o que está acontecendo”, afirmou.

Tráfico

Em março do ano passado Julia foi presa em Amambai quando seguia como batedora em um carro junto com outro rapaz. Acadêmica de Direito no Rio Grande do Sul, ela confessou o crime e foi mantida presa. Com isso, ela começou a tomar remédios controlados que são entregues às detentas que apresentam algum quadro psiquiátrico, após passarem por consulta psiquiátrica.

Em 30 de maio, no presídio, ela tentou se matar tomando muitos remédios que já tomava e alguns outros e em grande quantidade. Levada ao hospital, a mãe passou alguns dias com ela, podendo visitá-la após determinação judicial, mas teve negado pedido de acompanhamento 24 horas.

Nesse ínterim, diante do estado de saúde mental debilitado, a defesa solicitou prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica em clínica psiquiátrica em Camboriú (SC), onde a mãe mora ou em outra unidade hospitalar. Em 8 de julho o pedido foi negado e a determinação judicial foi da necessidade de realizar perícia com psiquiatra para posterior análise do pedido de internação, que deve ocorrer em 30 dias.

Respostas

Em nota, a Agepen informou que a “interna faz uso de medicamentos, conforme prescrição de psiquiatra e, de acordo com o que foi apurado, ela utilizou remédios fornecidos também a outras internas da cela” quando tentou se matar.

Sobre o suposto estupro, a agência diz que “está apurando a denúncia administrativamente e providenciou a condução da interna à Delegacia de Polícia Civil para registro de ocorrência para que a investigação criminal também seja realizada, prezando pela total imparcialidade e esclarecimento da denúncia”.

Quanto à manutenção dela em cela de delegacia, a medida é “de forma preventiva, para fins de apuração”. A agência também disse que não há policial penal com nome de Eduardo e que tenha feito escolta no hospital no período relatado.

Em contato com a Santa Casa, o hospital informou que a paciente “é judicializado, então, não podemos passar informações sobre mesmo, apenas que recebeu alta no dia 15/6”.

Pela assessoria do juiz Albino Coimbra Neto, em substituição na 1ª Vara de Execução Penal em Meio Fechado, o Campo Grande News foi informado que “o suposto crime de estupro já está em apuração pela 1ª Delegacia de Atendimento à Mulher” e que “já há data pra realização do exame de sanidade mental, em razão de pedido da defesa anterior à tal situação, por conta de supostos problemas psiquiátricos”.

Policia

Quadrilha do "falso frete": Polícia Civil prende suspeitos de roubar caminhão e manter casal

Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.

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3 de junho de 2026

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A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.

Casal foi atraído por falso serviço de frete

De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.

Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.

As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.

Caminhão foi levado para a fronteira

Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.

Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.

Suspeitos confessaram participação

As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.

Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.

As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.

Veículo utilizado pelos criminosos foi apreendido

Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.

A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.

Investigações continuam

Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.

A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.

Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.

Policia

Mulher é agredida pelo companheiro e foge para casa de filho em Coxim

Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço

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3 de junho de 2026

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Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.

Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.

Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.

A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.

Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.