quinta, 04 de junho, 2026
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O Conselho Tutelar, que cuida do caso do menino torturado pelos tios, em Campo Grande, durante supostos rituais de magia negra, afirmou que as assistentes sociais “foram de surpresa” à casa do casal e por isso conseguir flagrar a criança machucada. Por diversas vezes, a tia havia desmarcado as visitas alegando não estar na cidade.
A conselheira Kassandra Szuberski, do Conselho Tutelar do Centro, disse que a tia “estava fugindo das visitas há dias”. Ela dizia que estava em Aquidauana, a 140 quilômetros da Capital, na casa de parentes.
Desconfiadas, as assistentes decidiram fazer uma visita surpresa. “Na ocasião, a tia disse que o menino estava dormindo. Mesmo assim as assistentes insistiram para ver a criança e quando entraram no quarto encontrarem o menino todo machucado. Levaram ele para a unidade de saúde, depois ele foi transferido para a Santa Casa. Os tios estavam juntos no hospital e foram detidos ali mesmo”, explicou Kassandra.
A conselheira afirmou que no dia 28 de dezembro do ano passado houve uma festa de Natal com as crianças da Casa Peniel, onde o menino estava antes dos tios terem a guarda, e ele foi convidado. Ela disse que o menino não tinha marcas e o tempo todo chamava a tia de mãe. “Foram tiradas fotografias naquele dia que podem confirmar que ele não tinha ferimentos”, destacou.
Segundo a conselheira, vizinhos podem não ter escutado as agressões, porque a casa onde o menino morava com os tios, na Avenida Maracaju, na área central, era de difícil acesso e ficava escondida no final do corredor estreito de uma vila de kitnets.
Kassandra disse ainda, que antes dos tios receberem a guarda da criança, houve uma audiência entre eles, a Justiça, Defensoria Pública e MPE (Ministério Público Estadual). Na época, não houve impedimento para a liberação da guarda. "Depois, assim que a criança foi reintegrada ao convívio da família houve um acompanhamento rotineiro da convivência, além de acompanhamento online pelo Conselho Nacional de Justiça", salientou.
Conforme a nota divulgada ontem (24) pelo TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), foi feita uma pesquisa social e constatou-se que os tios do menino não sofriam ações cíveis ou criminais em Campo Grande. De acordo com a lei, apenas ações criminais seriam impedimentos para a permissão da guarda judicial.
A nota diz ainda que, o casal apenas omitiu a existência de uma ação de não pagamento de pensão alimentícia, em Aquidauana. Mas mesmo se a Justiça soubesse da existência da ação, seria exigido ao casal que quitasse ou negociasse o débito alimentar para conseguir a guarda do menino, ou seja, não seria impedimento para que eles recebessem a guarda.
Responsabilidade
A conselheira Kassandra Szuberski informou que a responsabilidade pelas crianças abrigadas ou colocadas sob tutela temporária é do Conselho Tutelar e da Justiça. Segundo ela, o acolhimento institucional é uma medida provisória e excepcional quando é encontrada uma criança ou adolescente em situação de vulnerabilidade.
Depois disso a SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social) coloca as crianças em uma das quatro unidades de acolhimento, separadas por idades. Caso os pais ou responsáveis da criança sejam encontrados, a entrega da criança é feita por meio da Justiça.
Se os responsáveis não forem encontrados, o menor é transferido para uma unidade não governamental (ONG), onde fica até dois anos. Depois o caso é revisto e a Justiça decide o que será feito. Ela não sabe dizer qual é o número exato de crianças e adolescentes em abrigos atualmente na ciade.
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.