quinta, 04 de junho, 2026
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O menino de 4 anos que teria sido torturado pelos tios-avós - que o adotaram - e um primo em um ritual de magia negra, em Campo Grande, não reclamou desde que deu entrada na Santa Casa, na terça-feira (23). Os três suspeitos estão presos.
"É uma criança extremamente dócil. Não chora. Ele foi ensinado a suportar a dor", afirmou a conselheira Cassandra Szuberky, ao visitar o garoto nesta quinta-feira (25).
Durante a visita, ela presenciou a criança comendo chocolate pela primeira vez na vida. "Foi uma tarde de sorrisos", contou. Os médicos também o presentearam com brinquedos e um violão e foram recompensados com vários sorrisos da criança.
O médico-legista Silvio Luís da Silveira Lemos, que atendeu o menino torturado disse que a criança, “mesmo traumatizada é extremamente colaborativa e dócil” e esse comportamento diante da gravidade das lesões, contagiou a equipe do hospital.
Após a repercussão da história na mídia, a conselheira recebeu vários telefonemas e mensagens pelas redes sociais de pessoas do país inteiro. "Estou recebendo mensagens de Rondônia, Curitiba, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, tanto no meu perfil pessoal quanto na página do Conselho tutelar em uma rede social. O país inteiro está comovido tanto quanto nós", disse.
O garoto está internado em uma quarto isolado na pediatria da Santa Casa com diversos ferimentos, causados por queimaduras provocadas por líquidos, charuto e cigarro. Além disso, de um lado do olho ele possui apenas 20% da visão, enquanto que do outro lado não enxerga.
A criança que está sob a tutela da Justiça, juntamente com os outros dois filhos do casal de suspeitos, e terá as necessidades afetivas supridas, se depender da equipe de conselheiros. Cassandra disse estar disposta a acompanhar o menino, mas não consegue esquecer uma ocasião em que a criança foi vista "feliz com o casal".
Trauma
"No dia 28 de novembro de 2015 teve uma confraternização. Ele estava com o casal. Estava feliz. Os tios-avos estavam acima de qualquer suspeita", afirmou. Com base nisso, Cassandra negou qualquer falha da equipe que fazia o acompanhamento da família adotiva. Em cinco anos como conselheira, diz que o caso foi o "mais traumático".
"As crianças me ensinaram que bicho-papão existe. E ele está acima de qualquer suspeita. Parece coisa de filme, mas ele pode estar aqui, perto de nós. A equipe tentou visita nas últimas vezes, mas não conseguia contato com a tia-avó que tinha a guarda do menino. Só foi possível encontrar a família com uma visita surpresa", ressaltou a conselheira.
No hospital, o menino está sob o regime de acolhimento institucional. Tem um educador 24 horas. Ao receber alta médica, deve ser encaminhado para a intituição de acolhimendo. Os pais biológicos dele, segundo a conselheira, ainda não foram localizados. Já as crianças, filhas dos suspeitos, estão sob a Tutela da Vara da Infância e receberão acompanhamento psicológico. Uma delas, segundo a conselheira, negaram a tortura e disseram que "a criança caiu".
Apesar das mensagens de comoção que está recebendo, Cassandra enfatizou que não se deve esperar tragédia para que haja disposição para adotar uma criança. "A lista nacional de adoção é gigante. São cerca de 30 mil crianças de várias idades para serem adotadas. Se não pode adotar, mas pode visitar, faça companhia. Elas são carentes de afeto. Ser voluntário é isso. Doar uma hora sua para visitar", afirmou.
Caso
O caso foi denunciado depois que a criança foi internada na Santa Casa com ferimentos e sinais de tortura na noite de terça-feira (23) e chocou os profissionais das polícias militar e civil, Conselho Tutelar e médicos que atenderam a ocorrência em Campo Grande.
Três presos
A mulher de 31 anos, tia-avó e suspeita de torturar o menino de 4 anos em rituais de magia negra em Campo Grande, foi presa em flagrante na terça-feira (23) e transferida para Corumbá na quarta-feira (24).
O marido dela, de 46 anos, também está preso. Os dois confessaram o crime e disseram que agiam sob influência de uma entidade espiritual, além de afirmar que agrediam a criança em situações fora dos rituais de magia negra. Os nomes dos tios-avós que tinham a guarda não serão divulgados nesta reportagem para garantir os direitos de proteção da criança.
O homem preso era tio-avô do menino e ele e a esposa teriam sido os familiares mais próximos interessados na guarda da criança, depois que a avó materna devolveu a criança à Justiça alegando que não tinha condições de cuidá-la. A avó negou saber das agressões.
Em depoimento, a tia contou que adotou a criança com intenção de utilizá-la em rituais de sacrifício. Segundo a polícia, os pais da criança são usuários de droga e a abandonaram.
O terceiro suspeito é um jovem de 18 anos, sobrinho do casal e primo da criança. Ele foi preso em Aquidauana e disse que assistia às agressões.
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.