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Conheça o pai condenado a 18 anos por matar o estuprador da filha

Condenado a 18 anos de prisão, Wanderley recorre em liberdade por morte ocorrida em 2012, logo após o estupro da filha

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4 de outubro de 2019

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Midiamax

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Boa tarde, amigo”, responde com entusiasmo ao telefone o homem a ser entrevistado na noite de 26 de setembro, uma quinta-feira. Equipe do Jornal Midiamax saía de uma pauta em Bonito e, no retorno para Campo Grande, passou por Maracaju para encontrar uma pessoa condenada a 18 anos de prisão por homicídio.

Ao chegar à cidade, Wanderley Roferson Loureiro se mostrou disposto. Quis ir até nosso encontro, mas preferimos ir até a casa dele. Lá, no deparamos com um homem magro, de baixa estatura e com a aparência já cansada de um longo dia de trabalho. Alguém aparentemente incapaz de matar alguém, mesmo para se defender.

Wanderley matou Roni Teodoro do Nascimento em março de 2012 depois que o rapaz estuprou sua filha, na época com 12 anos. O caso aconteceu em Campo Grande, onde ele morou até 2016, ano que resolveu voltar para Maracaju, cidade onde nasceu e agora toca a vida.

Ainda com a camisa do trabalho o entrevistado nos recebeu e nos levou para a varanda da casa, onde podemos ver uma Kombi que usa no serviço de construtor e carro de uso pessoal com mensagens religiosas e que pregam o amor – o outro lado da linha tênue que leva ao ódio, à raiva capaz de matar por vingança.

“É triste a gente ficar relembrando, mas eu só via raiva, cegueira, só queria lutar e vencer. Como falei no meu depoimento, minha força aumentou 10 vezes, pela raiva e pela minha filha, que era uma criança”, diz o construtor.

Wanderley trabalhava com a mulher em feiras na Capital e, no dia do crime, chegou mais cedo em casa. Foi quando encontrou o portão aberto a filha ao lado de Roni. Ele perguntou o que tinha acontecido e recebeu como resposta: “fui estuprada”, junto ao choro. O pai diz que também questionou o rapaz, que confirmou o crime.

“Fiquei desesperado. Pedi para a minha esposa e ela saírem. Bati o portão e fiquei eu e ele, e quem venceu fui eu, por que se não tivesse vencido não estaria aqui hoje, talvez fosse morto. Fiz isso por que ele estuprou minha filha, aí já peguei a corda, amarrei o rapaz e aconteceu o homicídio”, explica o pai.

Sob o olhar da mãe, já idosa, e da irmã, um ano mais velha, Wanderley ainda se indigna com a situação, dizendo que sua filha ainda brincava com bonecas e não saia sozinha de casa. Ele lamenta o ocorrido, se diz arrependido, mas não nega que faria tudo de novo.

“A joia mais cara que a gente tem aqui nessa terra são nossos filhos. A gente faz qualquer coisa pelos filhos e foi nessa hora que perdi a cabeça, fiquei cego e acabou que aconteceu isso”, conta o réu, que após o crime se tornou evangélico.

Para matar Roni, ele o amarrou pelos pés e mãos e colocou uma toalha na sua boca para que não fossem ouvidos por outras pessoas os gritos. Assim, o rapaz foi levado em uma camionete S10 até local isolado, onde foi executado com golpes de pedra na cabeça. O rosto de Roni foi desfigurado e o corpo encontrado em decomposição na MS-080.

Wanderley só confessou o crime dois anos após o ocorrido, após a polícia reunir provas indicando ele como autor do assassinato. A vítima do abuso, que hoje está com 20 anos, teria tentado se matar meses depois de ser estuprada e o comportamento da menina mudou, ficando mais quieta e chorosa, segundo a mãe.

“Faz sete anos que eu aceitei Jesus, sou ungido a pastor desde 2016. Vivo trabalhando honestamente, graças à Deus, onde cuido da minha mãe, moro junto com minha irmã. Então minha vida agora é essa, do trabalho, para casa e para o culto. Não faço mais nada, é trabalho, casa e o culto”, ressalta Wanderley.

Wanderley é o pai que matou o estuprador da filha e não tem dúvidas que a condenação a 18 anos é injusta. “Me sinto injustiçado. O fato que aconteceu e eu ser condenado da forma que fui. Confessei o que fiz, e que fiz por causa da minha filha, estuprada. Qualquer pai faz o que eu fiz, a gente perda da cabeça, fica transtornado”.

Para ele, o principal ponto de contestação é o tamanho da pena, iniciada em regime fechado. “Creio na Justiça de Deus, que não deixou eu ser recolhido no momento do julgamento e tive a oportunidade de recorrer em liberdade. Eu poderia até ser condenado, mas em crime privilegiado. Não matei um trabalhador, um pai de família”.

Quando a reação de amigos, vizinhos e colegas de trabalho diante da situação, Wanderley conta que poucas pessoas falam sobre o crime com ele, mas dos poucos que comentam, ele ouve manifestações de apoio e que fariam a mesma coisa.

“A gente vê tanta coisa acontecendo, crianças sendo mortas, estupradas. Não estou dizendo que isso é o certo, o que eu fiz. Eu me arrependi do que fiz, mas muitos pais e mães falam que fariam a mesma coisa”, explica.

Em dado momento da entrevista, a aflição no rosto da irmã de Wanderley passa a ser clara, com várias expressões e as mãos juntas na altura da barriga. A cena instiga a pergunta sobre o que mudou na vida da família desde o estupro e do homicídio.

“É a pior coisa que acontece em uma família, um estupro desse. Aconteceu em 2012 e até hoje carrego isso. A única coisa que dá força para a gente vencer é Deus e a família, sempre comigo nas horas difíceis, me apoiando, falando para ter fé”, diz.

O julgamento de Wanderley foi em juri popular, onde alegou ter agido por violenta emoção, mas ainda assim foi condenado pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.

“Só Deus sabe o que acontece comigo. As vezes por fora é fácil olhar e julgar a aparência, mas por dentro só eu e Deus. Só tenho família, casa, esposa, minha mãe, meu trabalho”, revela Wanderley, que ainda fala sobre as mudanças deste então.

“Onde eu consegui buscar apoio foi na casa de Deus. Sempre tive fé, mas dois meses depois do acontecido eu busquei refúgio na casa do Senhor e se consegui superar toda essa dor, foi por que busquei esse refúgio na obra de Deus. Toda minha família hoje é evangélica e busca Deus”, encerra a entrevista.

Policia

Quadrilha do "falso frete": Polícia Civil prende suspeitos de roubar caminhão e manter casal

Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.

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3 de junho de 2026

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A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.

Casal foi atraído por falso serviço de frete

De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.

Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.

As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.

Caminhão foi levado para a fronteira

Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.

Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.

Suspeitos confessaram participação

As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.

Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.

As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.

Veículo utilizado pelos criminosos foi apreendido

Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.

A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.

Investigações continuam

Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.

A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.

Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.

Policia

Mulher é agredida pelo companheiro e foge para casa de filho em Coxim

Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço

Mulher é agredida pelo companheiro e foge para casa de filho em Coxim

3 de junho de 2026

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Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.

Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.

Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.

A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.

Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.