quinta, 04 de junho, 2026
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Aos 97 anos, Geraldo Francisco Lopes está cumprindo pena em regime fechado no sistema penitenciário de Mato Grosso do Sul. Ele nasceu em 19 de novembro de 1925 e está recolhido na Penitenciária de Segurança Máxima de Naviraí. “É bem provável que seja o encarcerado mais idoso do Brasil”, disse o advogado Ewerton Araújo de Brito.
Acusado por atos libidinosos contra uma criança, praticados em outubro de 2018, Geraldo respondeu ao processo em liberdade, mas em junho do ano passado foi condenado em definitivo a 12 anos, 2 meses e 7 dias de prisão e começou a cumprir a pena em 2023. No País, não existe idade mínima para uma pessoa ser presa em flagrante, preventivamente ou após condenação.
Com a saúde bastante debilitada, Geraldo teve de ser levado ao médico por oito vezes entre fevereiro de 2022 e março deste ano. Temendo por sua vida na prisão, a família apelou ao Poder Judiciário para que ele possa cumprir a pena em prisão domiciliar.
O pedido foi feito pelos advogados Ewerton Araújo de Brito e Pedro Henrique Serafim Rúbio, de Dourados, mas está parado há quase um mês na Vara de Execução Penal do Interior, em Campo Grande. Documentos aos quais a reportagem teve acesso mostram que o recurso está “concluso para decisão” desde 31 de maio.
Questão de humanidade - “A principal razão do inconformismo é o fato de estar concluso há mais de 20 dias e o juiz não decidir sobre a prisão domiciliar, uma vez que ele tem quase 100 anos e é doente. Não é uma questão apenas de direito, mas também de humanidade”, afirmou o advogado.
No recurso, a defesa afirma que o preso, aos 97 anos, tem risco de saúde devido a várias doenças e sintomas decorrentes da baixa imunidade causada pela idade avançada, principalmente em ambiente prisional, onde ficará ainda mais exposto a enfermidades no período de inverno.
O pedido de prisão domiciliar foi acompanhado do histórico de atendimentos de Geraldo Lopes no hospital da cidade de Paranhos, onde o preso tem residência. A defesa também entregou à Justiça cópia do prontuário médico do paciente.
Lei prevê benefício – Na petição, os advogados citam que a Lei de Execuções Penais garante o benefício de prisão domiciliar a condenados maiores de 70 anos de idade e acometidos de doença grave e citam que Geraldo está no fim da vida e suportando grandes desconfortos dentro do presidio, tanto físico quanto emocional.
A defesa cita ainda o artigo 1º da Constituição Federal, que estabelece a dignidade da pessoa humana como um dos fundamentos do Estado Democrático de Direito. “Por uma questão de humanidade e com base no princípio da dignidade da pessoa humana, deve ser concedida a oportunidade ao requerente [preso] de ter condições de tratamento adequado, possibilitando a sua prisão domiciliar, por insuficiência de equipes de saúde do sistema penitenciário brasileiro”.
Os advogados relembram que existem decisões do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedendo prisão domiciliar a preso com idade avançada e estado de saúde debilitado.
“Mas uma vez destacamos que por ter quase um século de idade, seu estado de saúde é sensível. Mantê-lo no cárcere será uma condenação à pena de morte. Necessário que ele pague pela pena aplicada, porém, com o mínimo de dignidade e respeito aos direitos humanos, o que deve se dar em prisão domiciliar, já que é permitido pela lei”, afirma o pedido.
Ontem, os advogados levaram o caso ao conhecimento da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados (OAB) em Mato Grosso do Sul. A defesa afirma que o pedido está sendo tratado com descaso na Vara de Execução Penal do Interior.
O Campo Grande News procurou o Poder Judiciário para saber se o juiz titular da Vara de Execução Penal do Interior, Luiz Felipe Medeiros Vieira, iria se manifestar sobre o caso. Entretanto, a assessoria informou que magistrado não pode se manifestar sobre caso que vai julgar, conforme estabelece o artigo 36 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional.
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.