quinta, 04 de junho, 2026
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Os cofres públicos de Mato Grosso do Sul deixaram de arrecadar aproximadamente R$ 291,2 milhões em impostos por conta do contrabando de cigarro em 2018. De acordo com a Receita Federal, nos últimos 12 meses foram apreendidos 73,9 milhões de maços que entraram no estado, principalmente, pela fronteira com o Paraguai. Em comparação com dados anteriores, o aumento é de 32%, considerando a apreensão de 55 milhões de maços no ano passado, com prejuízo estimado de R$ 220 milhões ao Fisco.
De acordo com estudo do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), 82% do cigarro comercializado em território sul-mato-grossense, até mesmo do comércio formal, teve origem com contrabandistas.
O Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO) apresentou recentemente pesquisa que indica a presença do produto contrabandeado em 71% dos comércios que vendem cigarros na região Centro-Oeste, ou seja, cerca de 28 mil estabelecimentos, como bares, padarias, bancas de jornal e mercados. O campeão de vendas é FOX, com 54%, à frente de todas as marcas produzidas legalmente.
No dia 22 de dezembro, por exemplo, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 20 mil maços de cigarros contrabandeados em Campo Grande. Os agentes realizavam uma ronda pela BR-060, sentido Sidrolândia, quando avistaram um veículo Fiat Doblô, que se deslocava no sentido contrário da rodovia, efetuar uma manobra brusca de retorno.
Com isso, iniciou-se perseguição. No km 380, o Doblô acessou uma estrada vicinal, e logo em seguida, o condutor abandonou o utilitário e seguiu fuga a pé, não sendo possível localiza-lo. Foi verificado que o veículo estava carregado com cerca de 2 mil pacotes de cigarros contrabandeados do Paraguai.
PREJUÍZOS
O delegado-adjunto da Receita Federal em Campo Grande, Henry Tamashiro de Oliveira, afirma que o contrabando traz série de prejuízos econômicos e sociais. O primeiro deles, explica, é de ordem financeira. Os 73,9 milhões de maços apreendidos neste ano, por exemplo, causaram prejuízo de R$ 364 milhões ao crime organizado. 80% disto, R$ 291,2 milhões, é o desfalque do Fisco, já que não houve arrecadação com estes produtos.
"O primeiro prejuízo, o mais direto, é a falta de recolhimento de tributos. Este dinheiro falta ao orçamento para conduzir políticas públicas. O segundo é a concorrência desleal que proporciona, pois acaba lesando empresas que recolhem tributos corretamente. Em terceiro, há o padrão de qualidade. No Brasil há regras para que se produza cigarro e não há garantia de que cigarros contrabandeados passem por este tipo de controle", disse. Sem controle de qualidade, o risco à saúde do consumidor é ainda maior.
MEDIDAS
A Receita Federal dispõe de duas delegacias em Mato Grosso do Sul, além de agências e alfândegas em Mundo Novo, Ponta Porã e Corumbá. As apreensões contabilizadas são da própria instituição, bem como das polícias Rodoviária Federal, Federal, Militar, Militar Rodoviária Estadual e Civil. Todos os carregamentos são destinados à Receita, responsável legal pelo perdimento das mercadorias. No entanto, apesar do crescimento das apreensões, os obstáculos são inúmeros.
"Uma das dificuldade é que temos 1,3 mil quilômetros de fronteira seca. Isso dificulta a fiscalização, pois não há uma barreira natural, como um rio por exemplo, para afunilar as passagens e facilitar a fiscalização. Como estratégia, usamos serviço de inteligência e cruzamento de informações, com dados de monitoramento. Fazemos estudos para atuarmos e contamos com apoio das forças de segurança pública para isso", pontuou.
GASTOS E LUCROS
Além de ser responsável pela formalização da apreensão e do descarte, a Receita Federal também faz o descarte. No estado, os maços são destruídos por meio da compostagem. O processos tem como objetivo retirar as substâncias tóxicas e utilizar o composto orgânico como adubo por exemplo. Antes, os produtos eram incinerados, mas o procedimento foi abandonado em razão dos problemas ambientais.
"Por ano, só nossa delegacia de Campo Grande, gasta cerca de R$ 700 mil para manutenção desse sistema de compostagem. Porém, em 2018, conseguimos arrecadar R$ 12 milhões com leilões dos veículos que são apreendidos".
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.