quinta, 04 de junho, 2026
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Um bebê de sete meses morreu após passar mal por ter engolido uma lagarta em Guarapari, na Grande Vitória, segundo informações da mãe.
A dona de casa Natalia Gotardo, de 23 anos, contou que no dia 11 de agosto o filho Enrico Gotardo Ferreira vomitou pela primeira vez e ela encontrou a lagarta.
"Quando fui limpar o vômito, eu vi um bichinho preto, que achei até que fosse um pedaço de carne. Na hora que peguei mais de mais perto, vi que era uma lagarta. Aí meu esposo colocou numa sacola e fomos para o Hospital Materno Infantil Francisco de Assis, o Hifa", disse a mãe.
Médica recusou o caso por sentir nojo, diz mãe
Segundo a mãe, ao chegar no Hospital Materno Infantil Francisco de Assis (Hifa) e passar pela triagem, a primeira médica que estava de plantão não quis pegar o caso por sentir nojo.
"Eu sentei em frente a um corredor, que tinha dois consultórios em frente. Aí a enfermeira da triagem passou o caso para uma médica, dizendo 'doutora, tem um caso em que o menino vomitou uma lagarta e está passando mal' e ela respondeu 'ai que nojo, não quero esse caso, não".
A mãe contou que a enfermeira passou o atendimento para um segundo médico, que examinou a criança.
Nesse primeiro atendimento, o hospital entrou em contato com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica do Espírito Santo (CIATox). Enrico foi medicado com soro, remédio para controlar os vômitos e ficou em observação.
Na manhã do dia seguinte, 12 de agosto, o médico que o atendeu disse que daria alta para Enrico, mas disse que o bebê tinha que fazer um raio-x antes. Natália disse que esperou cerca de três horas pela chegada do profissional responsável pela operação da máquina para que o exame fosse feito.
Ainda segundo ela, uma segunda médica do plantão examinou e liberou Enrico dizendo que ele não tinha nada.
Idas ao hospital
Natalia contou que Enrico continuou vomitando e apresentou febre alta. Ela disse que , o que fez com que, na noite do mesmo dia, ela retornasse ao hospital.
Quando voltou a unidade hospitalar, o doutor que atendeu a mãe disse que já sabia do caso.
"Meu filho foi atendido por um terceiro médico, que disse que todo mundo já conhecia o caso, já tinham visto foto da lagarta.", disse.
Neste atendimento, a criança tomou soro e fez alguns exames, como o de sangue, urina e outro raio-x. No dia seguinte (13), Enrico foi liberado do hospital com medicação para para sanar a diarreia, paracetamol para dor e febre, soro para hidratar, remédio para o vômito e antibiótico.
O antibiótico, segundo a mãe, foi receitado porque em um dos exames de sangue do filho foi identificado alteração nas plaquetas, o que é sinal de infecção. No entanto, os médicos não conseguiram dizer de onde estava vindo.
No domingo (14), a criança não apresentou nenhuma melhora e a mãe retornou pela quarta vez ao Hifa com o bebê para o hospital.
Outra médica viu os exames do menino, e disse que Enrico não tinha nada, segundo a mãe.
"Ela disse a alteração no exame de sangue era por conta do soro, que alterou as plaquetas. Mas que, como foi outra médica que passou, se eu quisesse continuar dando, eu poderia", pontuou Natalia.
Pequena melhora
De acordo com a mãe, na segunda-feira (14), Enrico continuava passando mal. No entanto, no dia seguinte, ele amanheceu melhor.
"Ele não tinha melhorado... continuava amuado, com o olhar caidinho. Mas ele mandava beijo, ficava mais tempo acordado, conseguia tomar a mamadeira, comer uma banana. Antes ele não fazia nada disso, ele não tinha forças para abrir os olhos", disse a mãe.
Essa pequena melhora se manteve até a quinta-feira (18), quando os vômitos retornaram. Sem saber o que fazer, os pais marcaram uma consulta com um pediatra alergista em Vila Velha, na Grande Vitória, por achar que poderia ser alguma alergia a leite ou lactose.
Morte
No dia seguinte (19), os pais levaram Enrico ao pediatra alergista.
"O médico perguntou sobre o caso e eu contei tudo, inclusive sobre a lagarta. O médico se assustou e disse que era para ele estar internado desde o primeiro dia que fomos no hospital. Disse que era um caso inédito, que que ninguém nunca viu uma criança que come uma lagarta, então não é uma virose que se manda para casa", lembrou a mãe.
A mãe destacou que, quando o pediatra foi examinar Enrico, ele disse para levar a criança para o Hospital Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), pois o corpo do bebê estava em estado catabólico.
"Fomos para o hospital e entramos direto para a emergência. Todos viram que ele estava bem ruim. Eu vi os primeiros socorros, eu estava dentro da sala, ajudei a tirar os sapato, as meias... Meu filho não estava mais conseguindo respirar e iam ter que intubar. Aí me tiraram da sala", disse a mãe.
Em seguida, Natalia conta que a médica que atendeu o caso foi até ela e perguntou o que tinha acontecido. Ao explicar, de acordo com a mãe, a médica disse que era para a criança ter sido internada desde o primeiro dia pela complexidade do quadro do Enrico.
Minutos depois, na noite do mesmo dia, a mãe foi informada que a criança não resistiu e faleceu.
O que diz a Polícia Civil
Questionada sobre o caso, a Polícia Civil informou por meio de nota que foi acionada no último sábado (20) para o recolhimento do corpo de Enrico no Serviço de Verificação de Óbito (SVO), em Vitória, devido a causa da morte ser suspeita.
O corpo do menino foi encaminhado para o Departamento Médico Legal (DML) da Capital para ser necropsiado e foi liberado para os familiares no Departamento Especializado de Homicídio e Proteção à Pessoa (DEHPP).
Inicialmente, de acordo com a corporação, o caso vai ser investigado pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Guarapari, que aguarda os resultados dos exames.
O que diz o Hospital Materno Infantil Francisco de Assis (Hifa)
Por meio de nota, o Hospital Materno Infantil Francisco de Assis, disse que a criança passou por três atendimentos na instituição.
A nota disse ainda que foram realizados todos os exames necessários, inclusive o de rastreio infeccioso e raio-x. Foi feito contato com o Centro de Atendimento Toxicológico (Toxcen) e todo atendimento realizado conforme orientações do Toxcen.
"A última consulta aconteceu no dia 14 de agosto, foi feito um novo contato com o Toxcen e novamente adotadas condutas conforme as orientações. A criança permaneceu em bom estado geral, sem alterações nos exames e liberada com orientações. Após esta data, não houve retorno dos familiares ao Pronto Socorro do HIFA", finaliza a nota.
O que diz a Secretaria de Saúde do Espírito Santo
Questionada sobre este caso, a Secretaria de Saúde do Espírito Santo (Sesa) informou por meio de nota que o paciente Enrico Gotardo Ferreira deu entrada na emergência do Himaba na última sexta-feira (19) com quadro gravíssimo.
"O bebê foi assistido pela equipe médica e todos os recursos utilizados para preservar sua vida, mas lamentavelmente o paciente foi a óbito menos de 40 minutos depois que deu entrada na unidade hospitalar", disse a nota.
Em relação ao CIATox, a direção informou por meio de nota que após, análise do caso, foi constatado que a lagarta ingerida não se tratava de espécie do gênero peçonhento. A condução clínica do atendimento seguiu sendo realizada pelo serviço que estava prestando a assistência ao paciente.
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.