quinta, 04 de junho, 2026
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A defesa do estudante de medicina João Pedro Miranda quer a quebra de sigilos bancário e telefônico da advogada Carolina Albuquerque, morta em acidente na Avenida Afonso Pena no último dia 2. O intuito é saber se a vítima havia consumido bebida alcoólica nas últimas 12 horas antes do episódio fatal.
Além disso, os advogados querem saber se houve perícia com base na coleta de sangue a material gástrico da moça e, se não foi realizada, que agora seja por empresa indicada por eles nos autos. De acordo com o pedido, há ponto incontroverso, pois, o estudante trafegava pela Afonso Pena e seu veículo foi “abalroado” pelo carro da vítima que atravessou com sinal vermelho.
Por isso, a defesa vê necessidade “da investigação acerca das circunstâncias anteriores ao acidente com relação à motorista Carolina que cruzou o sinal vermelho”. Para tanto, requereu à Justiça que determine a quebra do sigilo telefônico para saber se Carolina falava ao celular ou utilizava algum aplicativo de smartphone no momento do acidente.
Que seja determinado à Google ou à Aplee que informe a localização da advogada no período de 12 horas antes do acidente, já que o celular dela foi entregue à família sem passar por perícia.
E que a operadora de telefone seja oficiada para informar a triangularização da ERB, a localização das 12 horas anteriores ao fato, para se saber se ela havia passado por algum estabelecimento que comercializa bebida alcoólica, bem como o uso do celular quando passou pelo sinal vermelho.
A defesa também pediu que, em caso de ter sido feita coleta de sangue e material gástrico da vítima após o acidente e os mesmos estejam devidamente armazenados, que seja determinada a realização de exame no sangue para se saber se há resquícios de teor alcoólico, ou substância análoga, bem como seja reservado no Imol (Instituto de Medicina e Odontologia) uma amostra do sangue para que a defesa possa realizar a perícia com assistente técnico, no momento oportuno.
Isso tudo para saber o que a advogada ingeriu antes do acidente que a vitimou, “e também para que determine, imediatamente, que se reserve uma amostra do mesmo para a realização da perícia pelo assistente técnico a ser designado pela defesa”.
Nos autos, os advogados já nomearam uma empresa de perícia para realizar os exames particulares posteriormente e, portanto, almejam permissão antecipada da Justiça para que o perito contratado, juntamente com os oficiais, possa atuar em momento que a família do estudante achar oportuno.
A lista de solicitações também inclui que seja determinado ao estabelecimento comercial que supostamente a vítima passou, a entrega das comandas, dos vídeos das câmaras de segurança, e se ela usou cartões de crédito de familiares para pagar a conta.
Caso haja confirmação, querem a quebra do sigilo bancário dos cartões, “para se saber se a mesma utilizou do referido no dia do acidente, e em qual local a mesma o utilizou, para se saber a localização da mesma no dia do acidente”.
Por fim, alegando a possibilidade da exposição de dados telemáticos, digitais, bancários e telefônicos, pedem que o processo tramite em segredo de Justiça, ou seja, que somente as partes tenham acesso ao conteúdo e movimentação dos autos.
João Pedro chegou a ser preso, mas pagou fiança de mais de R$ 50 mil e conseguiu reverter para monitoramento eletrônico. O pai do filho de Carolina, Douglas Barros, entrou com recurso para tentar invalidar decisão que livrou o estudante da prisão, mas o pedido foi rejeitado pelo juiz Carlos Alberto Garcete na última sexta-feira (17).
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.