quinta, 04 de junho, 2026
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Um homem. Uma mulher. Um elevador. E 61 socos no rosto. Essa é a imagem que o Brasil viu e que deveria deixar qualquer um em silêncio, não de indiferença, mas de vergonha, choque e revolta.
Essa semana mulher foi selvagemente espancada pelo próprio companheiro, preso em flagrante logo após o ataque. A cena, registrada por câmeras de segurança, dispensa qualquer interpretação: golpes sucessivos, violentos, impiedosos. A vítima, desfigurada e ensanguentada, não teve chance alguma de defesa, a brutalidade foi tamanha que a vítima teve ossos do rosto quebrados, o maxilar fraturado, ela fez seu depoimento por escrito aos policiais pois por conta das fraturas não podia falar, terá que passar por várias cirurgias repadoras e não houve intensão de matar?
O crime aconteceu dentro de um condomínio em Natal, Rio Grande do Norte. O agressor, um ex-atleta conhecido no meio esportivo, usou os punhos não para vencer no jogo, mas para destruir o rosto e a dignidade de uma mulher indefesa.
Apesar da brutalidade evidente, ainda se discute se o caso será tratado como tentativa de feminicídio. Como se fosse preciso mais alguma prova além das imagens. Como se o corpo ferido e o rosto em ruínas de uma mulher ainda tivessem que “provar” que houve intenção de matar.
É inaceitável. É revoltante. E é um retrato claro de como a violência contra a mulher ainda é relativizada, até mesmo diante da barbárie.
A vítima passou por cirurgia de reconstrução facial. Mas quem vai reconstruir a segurança dela? A saúde emocional? A confiança no mundo?
O agressor teve a prisão convertida em preventiva, mas nada disso muda o fato de que essa mulher sobreviveu por sorte, não por justiça. Ela podia ter morrido ali, e o Brasil acordaria com mais uma estatística enterrada e uma hashtag nas redes sociais.
Até quando os corpos femininos precisarão ser mutilados para que o sistema acredite nelas? Até quando a brutalidade dentro dos lares será tratada como “desentendimento de casal”? Quantas vezes uma mulher terá que apanhar para que alguém finalmente a escute?
O que aconteceu naquele elevador não é um caso isolado. É um grito. É um alerta. E é uma acusação a todos que ainda silenciam, relativizam ou se calam diante da violência contra a mulher. Que esse caso não seja só mais um. Que não se esqueça. Que não se perdoe. Que não se repita. (Glenda Melo - Diário do Estado)
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.