quinta, 04 de junho, 2026
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A sombra azul já foi considerada básica, lá nos idos dos anos 1970. Nas décadas seguintes, virou sinônimo de maquiagem exagerada — e até mesmo brega. Eis que agora ela está de volta com status de fashion, principalmente após colorir os olhos das modelos nos últimos desfiles de Diane von Furstenberg e Marc Jacobs. De olho na tendência, há mais de 50 tons lançados por marcas nacionais e internacionais, levemente cintilantes ou totalmente foscos (veja alguns produtos na página ao lado).
— A sombra azul é daquele tipo ame ou odeie. Com alguns desfiles das semanas de moda internacionais, principalmente a de Nova York, a onda colorida ressurgiu. No nosso verão, vem forte — aposta a maquiadora Gabi Back. — É um tom que fica lindo em louras, morenas, negras...
Loura dos olhos castanhos, a estudante de Design Amanda Levantine, 22 anos, experimentou pela primeira vez a sombra azul semana passada. Até então, ela era fiel ao trio preto, marrom e, no máximo, dourado.
— Achava que sombra azul só ficava bem em mulheres de olhos azuis, mas amei! É o make perfeito para ir para a night e dar um tempo do pretão básico — exalta Amanda, enquanto confere no espelho o resultado da produção feita por Dennis Proença, maquiador oficial da Dermage.
Para acompanhar a sombra azul hortênsia escolhida para Amanda, “pele” bem natural e lábios nude.
— Não acho bacana batom vermelho com sombra azul — opina o maquiador. — Já o rímel tem que ser preto.
Para quem quer embarcar na onda azul, mas faz a linha comedida, Dennis sugere começar com um risco leve, usando a sombra como um delineador. Já quem quer “chegar chegando”, vale cobrir toda a pálpebra sem medo de ser feliz e até arriscar um lápis verde para arrematar o contorno.
Seja em qual tom for, a sombra azul não é um item para integrar o nécessaire do dia a dia, para ir ao supermercado ou à padaria. Nem para todas as mulheres. Dennis Proença sugere que a cor seja usada com moderação:
— A sombra azul pode ser perigosa, pois há uma linha tênue entre o cafona e o super cool. Tem que ter um mínimo de atitude para segurar o tom.