quinta, 04 de junho, 2026
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Entrevista Especial - MARINA SILVA
Candidata à Presidência da República pela segunda vez, Marina Silva, 56 anos, é acreana. Tem licenciatura em História, com pós-graduações em Teoria Psicanalítica e em Psicopedagogia. Foi vereadora em Rio Branco (AC) e senadora. De janeiro de 2003 a maio de 2008, durante o governo do ex-presidente Lula, foi ministra do Meio Ambiente. Em 2009, saiu do PT e, já no Partido Verde, lançou sua primeira candidatura à Presidência, obtendo 19,6 milhões de votos, quase 20% dos votos válidos. Em meados de 2011 saiu do PV e começou a organizar a Rede Sustentabilidade, organização partidária que não teve registro autorizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições de 2014. Marina Silva, então, se filiou ao Partido Socialista Brasileiro e foi escolhida para vice na chapa encabeçada por Eduardo Campos. Com a morte de Campos em acidente aéreo, passou a ser a candidata à Presidência da República pela coligação Unidos pelo Brasil (PSB, PPS, PPL, PRP, PHS e PSL). Nesta entrevista exclusiva feita pela Associação dos Diários do Interior do Brasil e Centrais de Diários do Interior (ADI-BR/CDI) ela fala sobre suas principais metas para o país: “Um novo modelo de desenvolvimento exige um desenho de Estado diferente do atual”. Com o número 40 na urna, tem como candidato a vice-presidente o deputado federal pelo Rio Grande do Sul e líder do PSB na Câmara dos Deputados, Beto Albuquerque.
10 de setembro de 2014
O Brasil possui 5.570 municípios. Cerca de 80%, com população igual ou inferior a 30 mil pessoas. O que prevê para as pequenas e médias cidades?
Marina Silva - As pequenas e médias cidades, especialmente do Nordeste, estão quebradas em função da desoneração promovida pelo governo federal. As prefeituras enfrentam cada vez mais despesas e o governo federal tira mais receitas. Os municípios brasileiros tinham direito a 14% das receitas públicas, e três anos depois do atual governo, recebem 11%. Investir nas políticas públicas regionais é a base para reduzir as desigualdades regionais, promovendo melhorias na saúde e na educação, nos pequenos e médios municípios. Ampliar o repasse de recursos da União para estados e municípios a partir de transferências e propor um novo modelo constitucional de repartição de receitas tributárias são pontos presentes no Programa de Governo da Coligação Unidos pelo Brasil.
Como a senhora vê a questão do Pacto Federativo e qual o principal ponto a ser revisto?
MS - O caminho da mudança requer a redistribuição de recursos e responsabilidades. O Brasil precisa construir novas bases colaborativas entre os níveis de governo, descentralizar obrigações e receitas, de forma eficiente e justa. É preciso distribuir melhor, aos Estados e municípios, o que é arrecadado e está concentrado na União. De imediato, o nosso Programa de Governo quer garantir o aumento de 23,5% para 25,5% nos recursos transferidos aos municípios pelo FPM.
O que será feito pela senhora no que tange à reforma tributária?
MS - Não há dúvida de que o sistema tributário precisa de uma reforma profunda, o que, aliás, já vem sendo discutido há anos pelo Legislativo. Temos o compromisso de encaminhar uma reforma orientada pelas seguintes diretrizes: não-aumento da carga, simplificação dos tributos, eliminação da regressividade, redução da taxação dos investimentos, justiça tributária, transparência e melhor repartição das receitas entre os entes federados. Nosso compromisso é com a simplificação de impostos, contribuições e procedimentos das empresas. Reduzir o número de tributos e tornar mais simples seus cálculos e os procedimentos para recolhimento são princípios essenciais da nossa reforma.
E na reforma política?
MS - Um novo modelo de desenvolvimento exige um desenho de Estado diferente do atual, que contemple participação, gestão competente e governabilidade pautada pela transparência. É uma transformação intensa que requer uma nova agenda, para devolver à sociedade a confiança na democracia e superar a crise de representação atual. Temos, ainda, de integrar essa agenda política às novas plataformas digitais, para que ela se modernize e acompanhe também as mudanças da sociedade, permitindo uma participação cada vez maior de toda a população brasileira nas questões de ordem pública e política.
Como a senhora vai lidar com a área social?
MS - A proposta é transformar o Programa do Bolsa Família em política pública de Estado, assegurando sua continuidade mesmo com as alternâncias de governo. O Bolsa Família é uma conquista importante de muito tempo, mas precisamos também fortalecer a transferência de renda. Mais que isso, precisamos proteger, preservar e recuperar direitos, garantindo o acesso universalizado e permanente aos serviços públicos. Precisamos garantir o acesso a um serviço público de qualidade; promover a integração orçamentária e a transversalidade das políticas sociais orientadas para a previdência, assistência social, saúde, educação, cultura e trabalho. Tudo isso suportado por uma gestão transparente na prestação de contas.
Recentemente, o Brasil foi chamado de “anão diplomático”. Em 2013, houve o caso de espionagem da NSA. As relações diplomáticas brasileiras vivem um período de crise?
MS - Na verdade, o mundo está em crise e apresenta um novo contexto de mudança climática e de crise macroeconômica em recuperação. O Brasil tem a possibilidade de responder a esses desafios com liderança internacional.
No caso de sua eleição, qual o principal plano para a retomada do crescimento econômico? Qual a sua estratégia para manter a inflação sob controle?
MS - É necessário recuperar o tripé macroeconômico básico, que envolve trabalhar com metas de inflação possíveis, criando um cronograma de convergência da inflação para o centro da meta atual; gerar o superávit fiscal necessário para assegurar o controle da inflação; manter a taxa de câmbio livre, sem intervenção do Banco Central, sinalizando para o mercado que políticas fiscais e monetárias serão os instrumentos de controle de inflação de curto prazo. Queremos assegurar a independência do Banco Central o mais rapidamente possível, de forma institucional, para que ele possa praticar a política monetária necessária ao controle da inflação. Vamos criar o Conselho de Responsabilidade Fiscal, sem vinculação a nenhuma instância de governo, para que possa verificar o cumprimento das metas fiscais e avaliar a qualidade dos gastos públicos.
Qual sua prioridade em:
Infraestrutura – Investir em um amplo plano de mobilidade urbana, que hoje é reconhecido como tema-chave nos grandes centros urbanos, onde vive 85% da população brasileira.
Educação – Implantar, em quatro anos, o ensino médio em tempo integral em todo o país, o passe livre para estudantes da rede pública e elevar o piso salarial dos professores.
Saúde – Combater as desigualdades no acesso aos serviços de saúde pública e fazer do SUS um modelo de universalização da saúde no Brasil.
Segurança – Estabelecer uma gestão de resultados, revisar os fundos de destinação de recursos públicos, melhorar a remuneração dos policiais e reforçar o policiamento nas fronteiras.
Entrevista exclusiva disponibilizada para publicação em 135 diários que formam a rede Associação dos Diários do Interior (ADI Brasil) e Central de Diários do Interior (CDI), somando 4 milhões de exemplares/dia e com potencial para atingir 20 milhões de leitores. A força do interior na integração editorial.
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.