quinta, 04 de junho, 2026
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O diário francês Le Monde publicou nesta sexta-feira uma denúncia de corrupção sobre a escolha do Rio de Janeiro como sede da Olimpíada de 2016. O jornal informa que, três dias antes da eleição de 2 de outubro de 2009, uma empresa ligada ao empresário brasileiro Arthur Cesar de Menezes Soares Filho pagou 1,5 milhões de dólares (4,7 milhões de reais na cotação atual) a Papa Diack, filho de Lamine Diack, então presidente da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF) e membro Do Comitê Olímpico Internacional (COI), levantando suspeitas de compra de votos.
O caso vem sendo investigado na França desde dezembro de 2015. Segundo o Le Monde, três dias antes de o Rio superar Madrid, Tóquio e Chicago na eleição em Copenhague, Pamodzi Consulting, uma empresa fundada por Papa Diack, recebeu a milionária quantia da Matlock Capital Group, uma holding sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, ligada a Arthur Cesar de Menezes Soares Filho.
Uma segunda transferência, de 500.000 dólares, também proveniente da mesma empresa, beneficiou uma conta de Papa Diack na Rússia, dias depois. Conhecido como “rei Arthur”, o empresário, ex-dono do Grupo Facilitity, é investigado na Operação Calicute e era muito próximo do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, uma das principais autoridades presentes à comitiva brasileira na Dinamarca, ao lado do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A família senegalesa Diack foi protagonista de um grande escândalo de corrupção e acobertamento de doping no atletismo. O filho Papa Diack, ex-consultor de marketing da IAAF, foi banido do esporte por atos de corrupção em 2016 e não deixa o Senegal desde então, com medo de ser preso. Seu pai, Lamine Diack, de 83 anos, vive em prisão domiciliar na França e também responde a diversas acusações de corrupção.
Documentos fornecidos pelas autoridades fiscais americanas à França mostraram ainda que Papa Diack transferiu 299.300 dólares (cerca de 943.000 reais) para uma empresa offshore chamada Yemli Limited, por meio de sua empresa Pamodzi Consulting, em 2 de outubro de 2009, o exato dia da eleição.
Procurado pelo Le Monde, Mário Andrada, chefe de comunicação da Rio-2016, disse que “as eleições foram limpas. O Rio ganhou por 66 votos contra 32, foi uma vitória clara.”
Economia
Bolão de Campo Grande acerta quatro dezenas da Quina e prêmio principal acumula
4 de junho de 2026
Um bolão registrado em Campo Grande acertou quatro dezenas no concurso 7.042 da Quina, sorteado na noite de quarta-feira (3), e faturou R$ 31.770,30. Outros dois jogos de Mato Grosso do Sul também acertaram quatro números e receberam R$ 6.354,06 cada. Ninguém levou o prêmio principal, que acumulou.
A aposta premiada em Campo Grande foi feita na Lotérica Kohatsu, no formato físico, com 25 cotas. As outras apostas vencedoras no Estado foram registradas em uma lotérica de Campo Grande, na Sorte Grande, e em Corumbá, na Lotérica Dom Pedro II.
Segundo a Caixa Econômica Federal (Caixa), 101 apostas acertaram quatro dezenas em todo o país no concurso. Outras 7.334 registraram três acertos e 157.696 fizeram dois acertos.
Os números sorteados foram 10, 13, 25, 36 e 60. Com o resultado, o prêmio principal acumulou e a estimativa para o próximo concurso, marcado para sexta-feira, chegou a R$ 20 milhões.
Geral
Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.
4 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.
Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.
A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.
No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.
Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.
A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.
Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.
“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.