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Idoso com suspeita de infecção por fungo negro morre em Campo Grande

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2 de junho de 2021

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Top Mídia News

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Idoso de 71 anos, com suspeita de infecção conhecida como ‘fungo negro’, morreu nesta quarta-feira (2), em Campo Grande. Ele estava sendo observado pelo serviço de Saúde, conforme o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde, o CIEVS-MS.

Conforme apurado pelo TopMídiaNews, a doença é chamada de mucormicose e não é passada de pessoa a pessoa. O idoso tinha diabetes e hipertensão arterial.

O paciente testou positivo para a covid no dia 18 de maio, quando estava com febre, dor de garganta e baixa saturação de oxigênio, além de dificuldade respiratória.  Ele já havia recebido as duas doses da vacina contra a covid. 

Sobre a suspeita da doença, que é classificada como epidemia na Índia, o boletim dá conta que o idoso apresentou mucormicose no olho esquerdo, com ferida intensa na região da pálpebra e ‘’lesão necrótica superior poupando a borda,  apresentando quemose conjuntival sanguinolenta e úlcera corneana’’. 

Ainda conforme o boletim, o paciente está sob ventilação mecânica, instável hemodinamicamente e sem condições para transferência para um hospital de maior complexidade. 

  O que é Mucormicose

A mucormicose, popularmente conhecida como Fungo Negro, é uma infecção causada por vários organismos fúngicos da ordem Mucorales. A contaminação ocorre por meio da inalação de mofo mucoso, normalmente encontrado em plantas, frutas e vegetais em decomposição.

A doença não é contagiosa, o que significa que não pode se espalhar pelo contato entre humanos ou animais. Mas ela se espalha a partir de esporos de fungos que estão presentes no ar ou no ambiente, que são quase impossíveis de evitar.

A maioria dos sintomas frequentemente resulta de lesões necróticas invasivas no nariz e no palato, acompanhadas de dor, febre, celulite orbitária, proptose e secreção nasal purulenta. 

Tratamento

Embora a infecção possa começar com uma infecção de pele, pode se espalhar para outras partes do corpo. O tratamento envolve remover cirurgicamente todos os tecidos mortos e infectados. Em alguns pacientes, isso pode resultar em perda da mandíbula superior ou às vezes até mesmo do olho. A cura também pode envolver de 4 a 6 semanas de terapia antifúngica intravenosa. Como afeta várias partes do corpo, o tratamento requer uma equipe de microbiologistas, especialistas em medicina interna, neurologistas intensivistas, oftalmologistas, dentistas, cirurgiões e outros.