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Escova de aminoácidos é a novidade da vez para alisar os fios

Procedimento promete acabar com o frizz e reduzir o volume sem perder naturalidade

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16 de março de 2015

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Ela

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Depois da versão inflamada com formol (proibida pela Anvisa em 2009), da que tem essência de chocolate e da inspirada nas japonesas, entra em cena a escova de aminoácidos. Hit nos salões cariocas, o procedimento sustenta promessas como acabar com o frizz, reduzir o volume e alisar os fios sem perder a naturalidade.

— É um ritual recomendado para qualquer cliente, inclusive grávidas e crianças. O produto é certificado pela Anvisa — garante a cabeleireira Angélica Teixeira, da Ophicina do Cabelo, no Leblon, que aderiu à técnica há quatro meses.

A linha usada por ela é a Dixcret One, um produto nacional composto pelos aminoácidos D-pantenol, oxoacetamina e fenoxietanil, que hidratam, repõem a massa e devolvem a plasticidade. O passo a passo é bem parecido com o de outras escovas cuja função é deixar as madeixas mais comportadas. Primeiro, lava-se o cabelo com um xampu adstringente. Em seguida, retira-se 80% da umidade com um secador para, então, aplicar o creme (de aspecto fluido) com um pincel. O passo seguinte é esperar 40 minutos até o aminoácido fazer efeito. Passado o intervalo, Angélica lava de novo, usa uma máscara de nutrição, segura cinco minutos, enxágua, seca e faz a selagem com chapinha.

— Uma das vantagens é que o produto sai sozinho do cabelo. Não precisa deixar crescer. É como se ele fosse se soltando aos poucos — explica. — É por isso que o ritual (a partir de R$ 350) deve ser repetido a cada dois ou três meses.

Cliente da cabeleireira, a estudante Hellen Anjos curtiu a ideia de lavar o cabelo logo após fazer a escova.

— Gosto do cabelo natural, e não com cara de escovado. Mas queria reduzir um pouco o volume — conta.

É só mudar de salão para encontrar novos nomes batizando os tratamentos com aminoácidos. No Care, em Ipanema, é Smart Hair ou realinhamento (a partir de R$ 500). No Haar Club, em Botafogo, é escova de pérola de caviar.

— A base é a carbocisteína, um derivado de aminoácido que promove o alisamento temporário e dá leveza ao cabelo — detalha a cabeleireira Adriana Peron, do Haar Club (onde o tratamento custa a partir de R$ 220), que usa as linhas Keune e Widi Care.

Se os cabelos forem coloridos, a dica é fazer a escova um dia antes de pintá-los. Se forem cacheados, melhor conversar com a especialista sobre o efeito desejado.

— Para quem tem o cabelo ondulado, é incrível, as pontas partidas são reconstruídas e a sensação é de que o fio está hidratado. Se for crespo, o tempo de ação do produto é maior. Não vou dizer que não tem química, porque ácido é ácido, mas de todas as escovas que já trabalhei, é a que tem o melhor resultado — diz a terapeuta capilar Cíntia Araújo, do Care.

Segundo a dermatologista Kaliandra Cainelli, a escova contém química e é um tipo de progressiva disfarçada:

— Algumas substâncias, quando aquecidas, geram o mesmo efeito do formol.